sábado, 19 de fevereiro de 2011

Curta cearense concorre a 'oscar' brasileiro


O curta metragem cearense “Céu Limpo”, dirigido por Duarte Dias e Marcley de Aquino, está perto de ganhar o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Se em território internacional, o prêmio mais desejado no mundo do cinema é o Oscar, no Brasil, a mesma expectativa está relacionada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Entre os dez melhores do país, o filme vai passar pela votação dos associados para definir o grande vencedor. A produção se baseia no conto homônimo do escritor cearense Eduardo Campos e já passou por 18 festivais brasileiros, recebendo nove premiações, entre melhor filme, melhor ator e melhor atriz, no Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba-SP.

O curta de 15 minutos conta o drama de Leôncio (Démick Lopes) e Chica (Samya de Lavor), que vivem inseridos em uma realidade cruel, mas utilizam a esperança como principal aliada.

Premiações de ‘Céu Limpo’:
Melhor Atriz no Festival de Cinema de Maringá 2010
Melhor Curta do eixo Ceará, Piauí e Maranhão no Festival de Jericoacoara Cinema Digital 2010
2º Lugar na Categoria Ficção no Festival de Vídeo de Teresina 2009
Melhor Roteiro em Vídeo no Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão 2010
Melhor Filme no CINEAMOR 2010
Melhor Ator no Curta Neblina – Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba 2009
Melhor Atriz no Curta Neblina – Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba 2009
Melhor Filme no Curta Neblina – Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba 2009
Melhor Fotografia Digital no Curta Neblina – Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba 2009

Com informações da Agência da Boa Notícia

Fonte: Blog da Janga 

Lançamento de livro sobre Sivuca reúne parentes e admiradores do sanfoneiro

O livro, escrito por Flávia Barreto e pelo jornalista Fernando Gasparini, enfoca o período de dez anos que o artista viveu em Pernambuco

Da Redação do pe360graus.com

O livro "Sivuca e a Música do Recife" foi lançado na última sexta-feira (18), na Casa da Cultura. A festa teve música e exposição de fotos do artista. O evento reuniu amigos, parentes e admiradores do instrumentista que nasceu em Itabaiana, na Paraíba, mas encontrou na Capital de Pernambuco o ambiente ideal para desenvolver o talento e se consagrar como um dos maiores sanfoneiros do Brasil.

“Sivuca foi um gênio. Para mim, como pessoa humana também. Uma pessoa muito compreensiva, amiga, leal e como músico eu não tenho o que dizer”, afirma o maestro Clóvis Pereira.

O livro, escrito pela filha única de Sivuca, Flávia Barreto (foto 3), e pelo jornalista Fernando Gasparini, enfoca o período de dez anos entre 1945 e 1955. “Na época de Sivuca, as rádios tinham orquestras. Sivuca só é Sivuca porque Recife é Recife”, diz o jornalista Fernando Gasparini.

De acordo com a socióloga, Flávia Barreto, filha de Sivuca, esse é um trabalho inicial. Mas há uma biografia ainda a ser lançada. “A biografia abarca toda a trajetória dele, pessoal, de vida, desde que nasceu, no interior da Paraíba, até a vinda”, diz.

Além do lançamento do livro, foi aberta uma exposição na casa da Cultura que reúne 16 painéis com fotos e textos sobre a trajetória de Sivuca e a ligação dele com o Recife. A exposição fica em cartaz até o dia 27 de fevereiro.

Sivuca morreu, vítima de câncer, em maio de 2006, aos 76 anos. “A qualidade da música dele está ultrapassando os tempos e, também, a questão de ser uma música internacional”, diz a viúva de Sivuca, Terezinha Mendes.

Fonte: pe360graus.globo.com

Livros Digitais geram polêmica entre leitores e especialistas

A discussão ganhou destaque quando a multinacional de serviços online Google começou a digitalizar

A polêmica acerca da digitalização de livros está divergindo opiniões. Pesquisas mostram que as telas digitais não prendem a atenção dos leitores e o cérebro absorve menos informações, pois a tela e as fontes deste tipo de leitura não entendem como interessante as mensagens lidas.

Para a professora Maria Inêz Bandeira, que coordena estudantes em fase de Trabalho de Conclusão de Curso, todo tipo de estudo é válido.“Acredito que se o estudante não tem acesso a um livro que só existe em outro país, a possibilidade de ler o seu conteúdo online é bastante interessante. Quanto ao tipo de letra, as mais utilizadas em trabalhos acadêmicos e livros são as mesmas disponíveis na maioria das publicações digitalizadas, exatamente por conta de sua leitura fácil, não acredito que isso torne o aprendizado digital mais difícil”, opina a professora.

A discussão ganhou destaque quando a multinacional de serviços online Google começou a digitalizar livros do mundo inteiro para disponibilizar na internet. Isso levantou questionamentos tanto sobre direitos autorais e de posse, quanto sobre a democratização da leitura.

De acordo com o especialista em marketing Cândido Gomes Neto, os livros digitais acarretam em vantagens, mas devem ser trabalhados com responsabilidade. “Os conteúdos devem ser digitalizados, mas respeitando seus autores, direitos autorais e mantendo os devidos créditos editoriais, além de ter uma resolução de leitura”, declara. Para ele, os livros tradicionais ainda vão durar muito tempo. “Apesar dessa tendência, o livro impresso tem uma presença muito mais forte que a leitura através da internet”, afirma Cândido Gomes Neto.

Fonte: 180graus.com 

Mapeamento de negros e quilombolas


Foto: Elizângela Santos
Após estudos e levantamentos, Grupo de Valorização Negra do Cariri lança cartilha sobre comunidades na região.

Crato. Um trabalho de mais de dois anos, na busca pelo reconhecimento e identificação das comunidades quilombolas do Cariri, resultou no lançamento da Cartilha Caminhos, Mapeamento das Comunidades Negras e Quilombolas do Cariri Cearense, na manhã de ontem, na Urca, Crato.

O trabalho foi realizado por meio de projeto desenvolvido pelo Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec), e a Cáritas Diocesana do Crato. São 25 comunidades mapeadas em 15 Municípios da região. Junto com a cartilha, foi lançado um DVD sobre o projeto nas comunidades.

O lançamento contou com a presença de representantes das comunidades identificadas e entidades colaboradoras do levantamento. A cartilha traz questões relacionadas à cultura, identidade, acesso à terra, já que a maioria dessas comunidades é formada por agricultores, levando em consideração a questão agrária e suas implicações para o povo negro; a mulher e a educação contextualizada, além da juventude, religiosidade e perspectivas.

O processo de identificação inicial levou em consideração que a maioria das pessoas indicava locais habitados por população negra, conforme a cartilha. Segundo os levantamentos realizados, das 25 comunidades visitadas, apenas seis delas se auto-reconhecessem como remanescentes de quilombolas.

Comunidades como Serra dos Chagas, em Salitre, Arruda em Araripe, e Sousa, em Porteiras já receberam certificado como remanescentes de quilombolas, da Fundação Cultural palmares. Mas há um processo de encaminhamento incluindo as comunidade de Lagoa dos Crioulos, em Salitre, Caracará e Catolé, em Potengi.

A coordenadora da Cáritas Diocesana do Crato, Solange Santana Filgueiras, afirma que o trabalho terá continuidade, já que nesse momento houve a identificação dessas áreas, seguindo um processo legal de reconhecimento. Esse acompanhamento diz respeito ao acesso de políticas públicas e projetos orientados na área de agroecologia. "Eles mesmos se diziam esquecidos. Sentiam-se rejeitados", diz ela, ao ressaltar a conquista da autoestima das pessoas dessas comunidades.

O lançamento contou com o antropólogo Alex Ratts, pesquisador que atua com a questão indígena e negra no Ceará. Ele abordou questões sobre a reterritorialização dos negros no Cariri. Representando as comunidades, participou da abertura, dona Antônia Bizunga, da comunidade Carcará, além de Sérgio Brissac, antropólogo do Ministério Público Federal.

Resgate

"O trabalho é importante no resgate da identidade e visibilidade das comunidades negra e quilombola"

Solange Santana
Coordenadora da Cáritas Diocesana do Crato

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

Agostinho Balmes Odísio-Arquiteto e Escultor da Igreja Matriz de Acaraú

AGOSTINO (Agostinho) BALMES ODÍSIO
Agostinho Balmes Odísio, nascido a 01 de maio de 1881, em Turim – Itália, na Via Carena, número 8, era filho de Pedro Odisio e Maria Balmes Odisio

Suas raízes eram profundas na sua amada cidade, que tanto lhe inspirou. Estudou em Turim na Escola Profissional Domingos Sávio, dos Salesianos de Dom Bosco. Serviu nos Bersaglieris.

Desde Cedo mostrou sua alma de artista, aos 17 anos fazia parte de uma banda com 60 jovens, que no “1o Oratório Festivo de Dom Bosco”, ganhou medalha de ouro na 1a categoria.

Escreveu e encenou várias peças teatrais de sua autoria, tendo escrito óperas que foram apresentadas em sua terra, como o drama “Capital o Trarai” e uma comédia intitulada “Il Médico”.

Mas, principalmente, dedicou toda sua genialidade à escultura, dedicando-se principalmente à arte sacra, para Igrejas, praças públicas e cemitérios. Fazia também estátuas, bustos e medalhões de personalidades ilustres. Como arquiteto projetou e reformou várias Praças e Igrejas.
Formado pela Escola de Belas Artes em Turim e em Roma.

Em 1912, ao esculpir o busto de Vittotino Emanuelle II, no Palazzio Venezia, em Roma, conquistou o 1o lugar numa disputa por uma bolsa de estudos em Paris. Assim, foi estudar na Escola de Belas Artes e Arquitetura em Paris, onde foi discípulo do maior escultor contemporâneo: Auguste Rodin (autor da famosa obra – O Pensador).
Em Turim (Torino), tinha um estúdio e já era reconhecido como um brilhante artista.

Escultor abnegado por toda sua vida, deixou belas obras em sua terra natal, como a fachada do Mausoléu das Relíquias de Dom Bosco, trabalhos na Igreja de São Genésio em Turim, tendo chegado ao Brasil em 1913, com 32 anos. Trabalhou nos estados de São Paulo (inicialmente em Franca, depois na Capital, e em outras cidades como Riberão Preto, Campinas, Limeira, Taubaté, Pindamonhangaba, etc), Rio de Janeiro, Minas Gerais (Santa Rita de Sapucaí, Pouso Alegre, Itajubá, Ouro Fino, Santos Dumont, Juiz de Fora, Três Coração, etc), Paraíba (Cajazeiras). No Ceará trabalhou entre outras cidades em Acaraú, Acopiara, Aurora, Baturité, Bela Cruz, Canindé, Capistrano, Cariús, Cascavel, Caucaia, Cedro, Chaval, Crato, Granja, Guaramiranga, Itapipoca, Jaguaruana, Jardim, Juazeiro do Norte, Maranguape, Marco, Martinópole, Mauriti, Milagres, Missão Velha, Mombaça, Palmácia, Parazinho, Quixadá, Sobral, Tianguá, Várzea Alegre, Viçosa do Ceará e, na Capital, Fortaleza.

Poeta, compositor, escritor, escultor, realizou uma grande obra, infelizmente não tinha o hábito de colocar seu nome nos trabalhos o que torna impossível um resgate de toda a sua grande obra.

Como escritor, deixou vários “Diários”, sendo “Memórias Sobre Juazeiro do Padre Cícero” um deles. Em fortaleza ganhou um prêmio pelo artigo intitulado “A Fisionomia da Pedra”.

O artista, faleceu no dia 29 de agosto de 1948 e deixou um grande patrimônio histórico e cultural para o Brasil.
Fonte: Secretaria da Área Missionária Nossa Senhora do Livramento
Parazinho - Granja

Matriz de Acaraú
Em 1931 assumiu o cargo de Vigário da Paróquia de Acarau o Pe. Sabino de Lima Feijão. Jovem, vontadoso e dinâmico, pensou logo em uma reforma total na Matriz, serviço que teve inicio a 2 de setembro de 1943. O arquiteto e escultor italiano, Agostinho Baumes Odísio foi contratado para superintender os trabalhos. Chamou, então, uma equipe de artistas e operários, e a obra teve inicio em ritmo acelerado.


Assim, no ano da graça de 1947, a 28 de novembro, teve sua festiva inauguração a nova Matriz de Acarau, com a benção, por S. Exa. Dom Jose Tupinambá, da Frota. Trata-se de um dos templos mais belos do interior do Ceará. Segundo opinião de Dom Edmilson Cruz, "a nossa Matriz avulta entre os demais templos do interior e de muitos da Capital do nosso Estado e quiçá do Nordeste, como uma vitoriosa exceção, pela majestade de seu conjunto e pela beleza de suas linhas arquitetônicas" .

A Matriz cobre uma área construída de 2. 460m2, com um carrilhão composto de 7 sinos. Sua torre mede 45 metros, tendo no alto uma bela escultura de Cristo, de braços abertos.

Fonte: Acaraú Cidade Centenária-Nicodemos Araújo

Dona Esmeraldina


Começou seu trabalho missionário na Igreja da Prata, logo após sua 1ª comunhão, ajudando em muitos trabalhos da Igreja local e prestando serviços a comunidade.

Aos 16 anos foi morar na Localidade de Pedrinhas e engajou-se na Paróquia de Bela Cruz. Lá deu cursos de Batismo e Catecismo, e ajudava em diversos trabalhos da igreja, além de levar a sua comunidade, novenas e celebrações.

Em Acaraú desde o ano de 1983 procurou vivenciar os trabalhos desenvolvidos pela Paróquia. Desde 1994 em conjunto com Nazaré Vaz, busca fazer eventos diversos em sua comunidade que abrange as regiões de: Sítio Buriti, Córrego do Urubu e Campo de Aviação.

Fonte: Setor das Missões-V Boa Semente

Nazaré Vaz

Começou seu trabalho missionário próximo aos idos de 1990 aos 34 anos de idade aproximadamente.

Preparou-se com a irmã Helli na comunidade de Santo Eduardo em São Paulo.

Seu trabalho era incentivar garotos de ruas, a participar dos trabalhos aprimorados pela igreja. Contudo ela não parou por aí e trouxe junto consigo para a cidade de Acaraú sua cultura e especialidade em catecismos.

Inicialmente na Escola Tomaz Pompeu de Souza Brasil e hoje na Escola Profª. Tereza de Jesus Silva é uma das  dirigentes que mais tem participado, particularmente, na instrução de crianças e adolescentes como preparação para a 1ª Eucaristia e Crisma.

Levando e trazendo para sua comunidade: Monsenhor Sabino, celebrações e festas diversas conforme suas datas, a fim de espalhar e reforçar a doutrina as pessoas do seu bairro.

Fonte: Setor das Missões-V Boa Semente

Ir. Mônica

Nascida na Cidade de Russas – CE, aos 17 de Maio de 1929 foram seus pais: Felipe José Santiago Lima e Maria Nogueira Lima, que lhes deram uma sólida formação cristã. Sua vocação Religiosa desabrochou no convívio com os Cordimarianas no Colégio de Russas. Aos 21 anos ingressou na Vida Religiosa e em 08 de Dezembro de 1952 pronunciou seus primeiros votos. Integrou a primeira Comunidade do Colégio Virgem Poderosa, chegando a Acaraú em 1º de Janeiro de 1953.


Jovem, ardorosa, cheia de vigor, lançou-se ao trabalho de corpo e alma. Ir. Mônica era conhecida pela sua grande dedicação aos necessitados. Fez seus estudos, Ginasial e Pedagógico no Colégio Virgem Poderosa. Foi professora primária e Jardineira (Ed. Infantil), Diretora da Escola Noturna e Representante da LBA – Legião Brasileira de Assistência. Na Paróquia, foi a Catequista exemplar, a primeira Ministra da Eucaristia e inúmeras vezes realizou batizados de crianças doentes, quando o Vigário não podia atender.

No Colégio era a Mãe dos Pobres; quantas bolsas de estudo foram por ela ofertadas... Exerceu por muitos anos a exigente tarefa de Ecônoma e tesoureira.

Quem não se lembra de Ir. Mônica pelas ruas do Acaraú, nas Agências Bancárias e no Comércio, a suprir ás necessidades de sua Comunidade e das Creches e com que carinho dedicava boa parte de seus dias.

Aos primeiros sinais de sua terrível doença quis reagir, mas infelizmente o mal atingiu – a em cheio e foi necessário transferir-se para Casa Matriz das Filhas do Coração Imaculado de Maria em Caucaia - CE, onde terminou seus dias cercada de carinho, dedicação e muita assistência médica.

Ir. Mônica a grande devota de Nossa Senhora, que veio ao mundo no belo mês de Maio, também foi agraciada por Deus voltando para Casa do Pai no dia 23 de Maio de 2006 ao completar 77 anos.

Gonçalo Everton de Andrade - Verton

Adorava roupa branca. Teve uma longa caminhada na terra. Viveu 88 anos, com as bênçãos de Deus.

Homem muito caridoso. Com sua humildade e generosidade fazia com que sua casa sempre estivesse cheia de gente. Quer para estudar, morar, passear, visitar ou pedir uma pequena ajuda, a fim de comprar remédio, comida, roupa, calçado, etc. gostava de ajudar os mais necessitados.

Tinha como rotina rezar diariamente o terço em família, caminhar e apanhar uma rosa que oferecia a Nossa Senhora na gruta ou em sua casa e às vezes para sua esposa e companheira da longa caminhada, Raimunda, com quem teve 12 filhos, sendo que apenas 6 permanecem vivos.

No aspecto profissional destacam-se as seguintes atividades:

-Foi comerciante,

-Guarda Municipal,

-Funcionário da Companhia de Água e Esgoto do Ceará/CAGECE,

-Contador sem vinculo empregatício, de grandes estabelecimentos comerciais de Acarau, a exemplo da Farmácia São José (propriedade do Francisco Giffoni, pai do jovem Raimundo - Boga.

-Foi membro oficial do Júri Popular da cidade, junto com sua filha Adelaide.

-Em sua juventude foi convocado pelo então presidente da República, para tirar seringas da borracha no estado do Amazonas,

Homem de missa e comunhão diárias levava uma vida simples, humilde, sempre vestido de branco. Criou a Comunidade de Base do Bairro de Outra Banda onde semanalmente fazia celebração da palavra de Deus com sua família e vizinhos. Naquela época, alguns bairros não dispunham de energia elétrica por isso ele levava um farol a gás para iluminar os caminhos.


Deixou para sua esposa, 6 filhos, 9 netos e um bisneto, além de um legado incalculável de honestidade, humildade e caridade. Marcado por total desapego a bens materiais nosso saudoso Verton construiu grandes amizades e uma quantidade enorme de afilhados e amigos na cidade. Como todo ser humano, Deus o chamou para junto de Si, e no dia 22/05/2009, no dia de santa Rita de Cássia de quem era devoto fiel, encerrou sua caminhada terrena para entrar na vida eterna.. Seu corpo passou sua ultima noite na igreja nossa Senhora da Conceição de Acarau e foi enterrado na Juritianha a 10 km de Acarau. Que Deus acolha sua alma e abençoe sua família.

Fonte: Rita de Cássia Ribeiro de Andrade Ferreira – filha

José Ferreira da Cruz - Zé Cruz

Aos 26 de fevereiro de 1918 no distrito de Aranaú do município de Acaraú-Ce, nasceu José Ferreira da Cruz, quinto filho do primeiro matrimônio do casal fervoroso e de vivencia crista, João Batista da Cruz e Vicência Ferreira da Cruz.


Seus irmãos do primeiro matrimonio são: Clodoaldo, Julieta, Maria Carmélia, Ana, Maria Abigail, Geraldo e Vicência.





São seus irmãos e primos de primeiro grau, do segundo matrimonio, Edmilson, Eunice, Terezinha, Elzir e Edilberto.

Aos quatro anos de idade, dominava a leitura, alfabetizado por seu genitor. Órfão de mãe, aos cinco anos de idade, começando precocemente a vivenciar as carências da ausência materna.

Exalta em versos, o seu torrão natal, cheio de encantos e belezas naturais. Lembra a sua infância com sentimentos de responsabilidade diante de seus trabalhos albergues próprio da vida cotidiana da época.



Refere-se a uma adolescência, juventude, maturidade e terceira idade, marcada por uma distensão muscular, acometido aos treze anos de vida quando ajudava seu genitor no comercio, com alterações em todo o corpo.



"Este problema de saúde que carrego, e conseqüência de um esforço físico (peso) na juventude que tenho que suportar ate enquanto eu estiver vida na terra".

Homem temente a Deus, Mariano desde jovem. Expressa seu amor e veneração a Virgem Maria ao rezar diariamente o terço em familia, em louvor a Maria e adoração a Jesus Cristo.

Aumenta a fé de quem com ele convive, pelos ensinamentos do rosário ao promover a contemplação dos mistérios que testemunha a vida do filho de Deus como salvador da humanidade.



Coloca com muito amor, o trecho do hino Treze de Maio em homenagem a Maria, recitando:

"A Virgem vos manda, o terço rezar, assim diz meus filhos, vos hei de salvar" (1)

Cristão tolerante, vida de caridade e desapego aos bens materiais, coloca o amor e o perdão como fundamento da vida crista.

No ano de 1940, casou-se com Maria Nilse Carneiro Couto, filha de João Fernandes Couto e Maria Jose Carneiro Couto, viúva, humilde costureira e operaria crista.


Do matrimonio tiveram quinze filhos: Jose Nilston, Jose Neilson, Jose Naécio, Maria Neilce, Jose Neilson, Jose Nilton, Jose Newton, Jose Nilder, Maria Neilde, Maria Neilze, Maria Neule, Maria Neuda, Maria Neila, Jose Narcélio e Jaqueline, neta e filha adotiva.

Exerceu varias profissões, agricultura, alfaiataria e comércio. Aposentado pelo INSS como comerciário.
Por problema de saúde, em 1959, necessitou de tratamento em Fortaleza, onde a familia teve que acompanhá-Io, residindo por alguns anos e retornando a Acarau em 1961.

Em 1963 engajou-se na vida política. Membro fundador do diretório do PMDB no município de Acarau, posicionando-se contra os coronéis. Foi eleito a vereador por dois mandatos e escolhido para ser suplente da Câmara de Vereadores.

Em 1982, a pedido do PMDB, foi candidato a prefeito. Em 1988, apoiou 0 candidato do PL a prefeito.
No ano de 1962, foi dirigente do dia do Senhor e assumiu as cáritas diocesanas por um período de um ano.
Realizou trabalho de evangelização nos diversos distritos de Acaraú, sendo as áreas de Rodagem Açude Novo e Saguim de sua responsabilidade evangélica.
Com a participação popular da comunidade de Saguim, construiu um prédio para celebrações religiosas e eventos sociais.
 No aniversário de trinta anos de evangelização da comunidade de Rodagem, os seus moradores com espírito de reconhecimento e gratidão, faz referência ao trabalho de evangelização do senhor Zé Cruz, com os seguintes versos:

 "Oh! Comunidade da Rodagem, exultai, bendizendo o Senhor.
Pela história do nosso trabalho, que no bairro tem grande valor.
Seu Zé Cruz com amor e com fé,foi o primeiro a implantar a missão.
Com o auxílio de irmãos dedicados, conduzia a evangelização.
E o projeto caminha ate hoje, muitos cuidam da sua função.
Crianças, jovens, adultos e idosos, recebem a boa lição "

Viúvo aos 84 anos de idade, espelho de retidão, desapego materiais, amor, tolerância e humildade. Homem de oração e fé crista.
Sua vida, alicerçada pela autenticidade e pelo silêncio contemplativo do amor, da compreensão e do perdão.

Fonte: Familia

Irmãos-chamados por Deus mais cedo.

Socorro Lousada
Eliana Fonteles
Ir. Iolanda
Zé Gerardo
Leonete Brandão-Catequista
Valéria Vitoriano
Romário Rios 

Renovação Carismática Católica de Acaraú


Histórico
A Renovação Carismática Católica teve início em 18 de fevereiro de 1967. Nesta data trinta estudantes e professores da Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA) fizeram um retiro espiritual para aprofundar, na força do Espírito Santo, dentro da Igreja primitiva, lendo e meditando os Atos dos Apóstolos. A RCC chegou ao Brasil em 1971, com os Padres Haroldo Joseph Rahm e Eduardo Dougherty. (Mais informações acesse: www.rccbrasil.org.br)

Espiritualidade

A espiritualidade do movimento atinge os seus conteúdos da teologia pneumática (pneuma= espírito) cristã, que descreve o Espírito Santo e a sua ação na história, propondo uma renovação da vida cristã. O texto do Pentecostes está na base de todo o movimento, segundo o qual o Espírito Santo desce sobre os apóstolos dando a cada um dons, carismas particulares para o bem da comunidade.

Os membros da RCC revivem este episódio no momento da "efusão" ou batismo no espírito. Rito particular no qual através da imposição das mãos, se reza para uma nova efusão e maior conscientização dos dons e carismas. Este gesto atualiza e renova os sacramentos da iniciação cristã.
Finalidades ou objetivos do Movimento:

A redescoberta da graça batismal e da própria identidade cristã; a conversão permanente da própria vida conformando-a sempre mais ao estilo do evangelho; a ajuda a acolher uma renovada efusão do Espírito Santo, com os seus dons e carismas, deixando-se guiar por ele; a formação ao serviço ministerial na igreja e na sociedade; a promoção e a formação dos grupos e comunidades de renovação.

Totó Rios com Patty Mansfild
RCC em Acaraú

Por volta de 1990 chega a Acaraú Maninha Araújo com uma idéia de criar a Renovação Carismática Católica.

Com este objetivo procura o jovem Totó Rios que embora sempre engajado nos movimentos e pastorais da Igreja ainda não conhecia o referido movimento, Maninha explicou um pouco sobre o mesmo e aceitou o desafio de criar o 1º Grupo, foi então que convidaram algumas pessoas: Maria Giffoni, Benedita Pongitori, Iraci Araújo, Carmem Rita, Albertina, Fatinha Freitas e mais outras pessoas.

O grupo começou a se reunir na casa da Maninha, depois se mudou para uma casa perto da Escola Pe. Antônio Tomás e depois no local vizinho a casa de D. Iraci Araújo, mas logo foi inaugurada a 1ª Casa da Renovação Carismática Católica que situava-se na R. Gen. Humberto Moura onde funcionou por algum tempo.
Totó Rios em Quixadá
Em seguida o Grupo começou a se reunir na Capela de São Sebastião sempre ás segundas-feiras, com a participação de muitos jovens, idosos e crianças, como não tinha instrumento, o louvor era ministrado com um simples pandeiro, só depois foi comprado caixa de som, microfones, teclado, guitarra.

A Renovação Carismática teve seus primeiros Seminários de Vida no Espírito Santos ministrada por Dr. Ésio Louzada Rios e sua equipe, a quem agrademos muito que eram realizados no Celpa.


A Renovação além do grupo de oração realizava retiros, shows, terço nos bairros, ajuda aos carentes, visita ao presídio e aos enfermos, ajudava nas atividades da paróquia.

O Grupo que estava funcionando, mas a coordenação achou que precisava de ajuda espiritual, e foi pensado em pedir auxílio à Renovação Carismática de Sobral, foi então que Totó Rios que era membro do Conselho Diocesano da Renovação de Sobral em viagem a Sobral contactou o pessoal da Comunidade Rainha da Paz, que sempre vinha ministrar formação e louvor no grupo, mas precisamente o Tony para que pudessem acompanhar mais de perto o referido grupo e eles ficaram de ver esta possibilidade.

Tony Castro e Totó Rios
Totó Rios falou com o Genildo que era o coordenador da Renovação de Sobral sobre este projeto citado anteriormente.

E numa reunião do Conselho Diocesano foi citado o projeto, mas viram que não existiam gente para executá-lo, foi então que os membros da Comunidade Rainha da Paz se prontificaram para este serviço.

Nas primeiras visitas a Acaraú eles sentiram que Deus tinha um projeto maior do que pensava-se e foram discernir em oração qual seria a vontade de Deus pra nossa cidade.

E viram que Deus desejava que a Comunidade Rainha da Paz abrisse uma Casa de Missão aqui, mas agora onde seria a casa? Como custear as despesas?

Foi realizado visitas as casas que poderiam sediar a Missão, foi alugado uma casa situada na R. Gen. Humberto Moura onde morou o Celso Araújo.

A Comunidade Rainha da Paz foi decidir quem eram as pessoas que seriam os primeiros missionários da casa.

Na reunião do Conselho da Comunidade, o jovem Tupy se prontificou a ser missionário, logo

Nos meados de 2000 chega os primeiros missionários Tupy, Acácia, Alexandre e Cleonilda, que foram acolhidos com muita alegria pela comunidade paroquial.

Mas anos depois a casa ficava pequena para realização dos eventos e se viu-se necessidade de arranjar outra casa e a possibilidade de ser a que a D. Vilani Araújo morava que era de propriedade da paróquia.

Foi falado com o Mons. Edson que disse que caso a casa fosse desocupada ele autorizaria que a mesma foi doada para que funcionasse a missão lá.

Logo depois de alguns meses D. Vilani resolveu mudar-se para residência que foi de seus pais, cedendo assim a casa para a Comunidade Rainha da Paz.


A Missão mudou-se, foi quando foi feito alguns reparos na residência.

Mas Deus na sua infinita bondade concede com ajuda de muitos amigos a construção da casa dos missionários, com capela pra melhor servir e também uma área para que fosse ministrados os louvores, com ajuda incansável de Fatinha Freitas que não mediu esforços neste projeto.

A Comunidade Rainha da Paz está há quase vinte anos evangelizando em Acaraú, com vários grupos de oração, retiros, shows e com orações e adoração do Santíssimo.

Nós agradecemos a todos que formam a Comunidade Rainha da Paz pelo belo trabalho missionário.

25.01.11

Fonte: Totó Rios

Liturgia-Coral

Coral-1978
Coral-1992
Jubileu
Festa da Padoeira-2010
Festa da Padoeira-2010
Festa da Padoeira-2010
Festa da Padoeira-2010

Santas Missões Populares-Retiro