sábado, 19 de março de 2011

Encontro reúne gerações de rabequeiros

FOTO: ALANA ANDRADE
Orquestra Armorial do Cariri arrancou aplausos do público durante sua apresentação no auditório de Sesc/Senac
O I Ceará das Rabecas foi aberto, ontem, no Sesc/Senac Iracema. Exposições (fotográfica e instrumental), oficinas, seminários, apresentações de mestres rabequeiros e de grupos regionais e lançamento de livro fizeram parte do evento.

Reunir gerações de rabequeiros do Estado para o fortalecimento da cultura é o objetivo do festival que conta com apoio do Sistema Verdes Mares.

Um público diversificado em termos de faixa etária compareceu ao Sesc/Senac Iracema. "É muito interessante ver aqui reunidos a nova geração e a velha guarda de rabequeiros. Além do que, apreciar esta exposição fotográfica e ter contato com as luthiers que nos mostram a verdadeira arte de se confeccionar uma rabeca, é gratificante", contou a publicitária Nathália Cardoso (24), publicitária.

Aos 83 anos, seu Antônio Hortêncio ainda não perdeu o ritmo de seu instrumento preferido que aprendeu tocar quando tinha 15 anos, lá na Varjota. Ele ´´debruça-se´´ sobre a rabeca e executa o clássico "Asa Branca" para seu deleite. "Tocar rabeca não é tão fácil assim como é o violino", afirma seu Antônio.

A nova geração de rabequeiros representada por Jéferson Leite (29), também deu uma "´palhinha´´ para o público, tocando chorinhos consagrados.

"Não podemos deixar essa tradição se acabar. Além do que tocar rabeca é prazeroso", argumentou Jeférson Leite.

O luthier (fabricante de rabeca)Benedito Sousa (55), considerou importante expor o produto que fabrica. "Aqui temos chance de vender instrumentos. Em Itapajé, onde moro é difícil encontrar comprador. Confeccionar rabeca não é fácil, requer paciência e dedicação. R$250,00 custa a rabeca que é uma obra de arte" completou.

O professor Gilmar de Carvalho curador do I Ceará das Rabecas, que também é o nome de seu livro lançado, aproveitou para ressaltar a importância do evento. "Durante esses três dias de programação inteiramente gratuita, o público terá a oportunidade de participar de uma intensa e bastante rica diversidade cultural. Aqui estão mestres e tocadores que mantêm viva a tradição de tocar um instrumento que embora seja de origem árabe, foi incorporado à cultura brasileira, de feitura popular.

Livro
Sobre seu livro, Gilmar diz que juntamente com o fotográfico Francisco Sousa, procurou resgatar esta cultura, através de pesquisa, que mostrou existir mais de 100 rabequeiros em atividade no Interior do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste

Uma estreia em versos

Foto: Jornal de Poesia
A escritora e poeta Maria de Fátima Maia, mineira de nascimento e cearense de criação, lança hoje seu primeiro livro, baseado em experiências próprias

Catarse. Assim Maria de Fátima Maia resume o processo de elaboração de seu primeiro livro, "Borboletário", a ser lançado hoje à noite, no Ideal Clube. A obra reúne poemas produzidos ao longo de alguns anos da trajetória da escritora. "As temáticas variadas dos textos referem-se às minhas próprias vivências. Então escrever esse livro foi uma forma de catarse de situações que experimentei", revela Maia.

A ideia da obra surgiu por acaso, quando a autora decidiu apresentar seus versos ao poeta cearense Majela Colares, que assina a orelha do livro. "Tinha o material guardado e mostrei ao Majela. Ele achou que tinha qualidade e repassou à editora", recorda Maia.

Com prefácio do poeta e jornalista brasileiro Jorge Tufic, "Borboletário" é dividido em três blocos: "Uma borboleta", "Duas borboletas" e "Panapaná" (migração do inseto em certas épocas). O primeiro reúne versos elaborados primordialmente a partir da observação de pessoas em geral e suas condutas. "Às vezes ficamos chocados com uma atitude injusta, cruel, e escrever é uma forma de relatar, de liberar a indignação, a revolta", ressalta a autora, referindo-se novamente à catarse.

No segundo bloco, a temática é mais afetiva. "É uma espécie de desabafo de todas as situações pelas quais já passei nesse âmbito", explica Maia.

Já o terceiro bloco é mais relativo à família, à infância. "Há muitas lembranças, principalmente do Interior, pois fui criada em Limoeiro do Norte. No poema ´Madrugada da tarde´, por exemplo, falo sobre a rotina de estudante e da cidade na hora da sesta, quando fecham até comércio. Fica tudo tão silencioso quanto a noite, por isso o nome. É algo comum lá, e uma coisa que me marcou muito", comenta Maia.

"Já o último poema, ´Bicicleta´, faz alusão ao rio Jaguaribe, que corta Limoeiro. Aprendi a nadar nele", lembra a escritora. O próprio nome do livro é uma referência a esse processo de vivências. "Cresci muito ao fazer esse exercício de auto-analise. Assim como a borboleta evolui desde a fase de larva, até se tornar livre, passar para outra etapa da vida. Tanto que as coisas que escrevi após o livro são diferentes. A poesia é espontânea, e sua produção não para", observa Maia.

Maria de Fátima Maia nasceu em Minas Gerais, mas mudou-se para o Ceará ainda criança. Começou a escrever poesia ainda na infância.

Poesia
Borboletário Maria de Fátima Maia

Confraria do Vento
2011
60 páginas
R$ 23

Lançamento hoje, às 19 horas, no Ideal Clube - Salão Meireles (Av. Monsenhor Tabosa, 1381, Meireles). Contato: (85) 3248.1055

Fonte: Diário do Nordeste

Marcelo Gurgel -Livro Tempos de Guerra e de Paz

Médico, professor e escritor Marcelo Gurgel (Foto: BANCO DE DADOS)



Marcelo Gurgel é que nem uma coruja: não dorme à noite e ainda fica a filosofar. No silêncio da madrugada, o único sinal de vida acordada que vem do seu apartamento, é uma luzinha fraca que permanece acesa, sem alterar muito a conta da Coelce, no final do mês. É que o médico Marcelo, além de economista, é econômico, cultivando sempre o velho ditado “quem paga, apaga”.

Mas nada disso vem ao caso porque o que se quer mesmo é falar da última produção literária do Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Esse é o seu 57° livro, e do jeito que vai, com a idade que ele tem, lançando uma média de quatro obras por ano, quando chegar aos 80, será figura carimbada no Guiness local.

O mais importante, nessa corrida desenfreada do Professor Marcelo para publicar títulos e mais títulos, é que ele, além de se promover, promove também um bocado de gente, pessoas, aliás, que não teriam condições de ver seus trabalhos jogados no mercado da fama, se não fosse o olho clínico dele para escolher o que é bom e o que não é. Com outros, no entanto, acontece diferente: ele faz um trabalho de compilação - seleciona autores, identifica peças dignas de serem publicadas, reúne-as em capítulos, observando os temas tratados, no que, por sinal, ele é um verdadeiro “expert”, e, logo, logo, chega a hora de dizer: Pronto! Mais um!

Pode até parecer estranho, mas diante dessa avalanche literária, em termos de produção de obras, bem que o Marcelo Gurgel poderia se dar ao luxo de representar a esfinge, e dizer para o grande público: “Decifra-me”. Devorar, não cairia bem, dado seu espírito de paz, mas até que seria bom alguém conseguir explicar o comportamento dos seus neurônios, numa atividade (cerebral/intelectual) fora dos padrões da normalidade.

Esse último livro do Marcelo Gurgel Tempos de Guerra e de Paz só faz enriquecer a sua biografia e a própria literatura cearense, tão prolífera, mas sempre tão engenhosa, o que abre espaço para que, aqueles que são realmente bons, venham a se perpetuar.

A Academia Cearense de Letras, quando assim julgar oportuno, poderá acolhê-lo, entre os seus imortais, dispondo ao Marcelo uma cadeira, a fim de nela ele tome assento, por méritos próprios, honrando uma Casa que já abrigou, e ainda abriga, as mais lúcidas inteligências do Ceará.

Em que pese o título da obra que ora está sendo lançada na XV Semana Universitária da Uece, vive-se, hoje, mais tempo de paz, que de guerra. Se essa existe, é para que a justiça seja feita.

Elsie Studart G. de Oliveira - Técnica em assuntos educacionais
e aposentada do DNOCS adrianoboxcar@ig.com.br

Fonte: O Povo

sexta-feira, 18 de março de 2011

Giuliano Eriston – De Jericoacoara para o Mundo

O instrumentista Giuliano Eriston (13 anos), natural de Bela cruz, radicado em jericoacoara, filho do musico compositor e interprete Ricardinho Mattos , fez a esperada aparição no domingo dia 06/03/11 no programa Domingão do Faustão. O mesmo foi convidado pela produção do programa.

Todo o vale do Acaraú assistiu este grande momento. Giuliano Eriston  começou a tocar aos seis anos de idade e hoje aos 13 já tem em seu currículo várias participações com grandes músicos de reconhecimento nacional e internacional, tendo já tocado com Davi Morais, Roberta Sá, Arismar e Carrilho, que além de mestres, já são considerados amigos. Recentemente abriu o segundo festival de choro e jazz de Jericoacoara. O músico mirin, toca guitarra, cavaquinho, bandolim entre outros instrumentos. 

Fonte: Blog Cruz Online



Gente, eu tive a oportunidade de conhecer esse músico maravilhoso de apenas 13 anos em Dezembro do ano passado no Festival de Choro e Jazz em Jericoacoara. Ele fez o maior sucesso, a cidade inteira já o conhecia e fez uma apresentação de 1 hora impecável. Nos intervalos do festival dava canjas nos bares e restaurantes sempre acompanhado por músicos cearenses e nacionais já consagrados, tais como, Mimi Rocha, Manassés e Nélio Costa.

Nesse último domingo, 6 de Março, Giuliano participou do programa Domingão do Faustão no quadro “De Olho Nele” acompanhado pelo saudoso Caçulinha. Nesse mesmo período, estava eu e minha amiga querida - a RP Inara de Almeida, em Jericoacoara, curtindo a popularidade do garoto na região, aproveitando a rica oportunidade de vê-lo tocar mais uma vez ao vivo nos bares locais, e claro, conversei com o próprio no bar ZChopp na noite de terça feira.

Sempre muito simpático e com um lindo sorriso estampado no rosto, Giuliano me contou humildemente que ainda não pensa em gravar um Cd, normal para quem tem apenas 13 anos. Seu passaporte para a Rede Globo foi graças a uma matéria feita no Festival de Choro e Jazz para um jornal de São Paulo. Sua cabeleira cheia de cachinhos esconde em parte seus olhos que brilhavam ao falar de música.

Em seu repertório para o carnaval de Jeri pude conferir muita MPB, considerando que nessa época do ano o município mantém sua estrutura e cultura local que é rica em gastronomia e músicas de muita classe. O axé e o pagode não entram na programação.

Giuliano nos concedeu uma entrevista que estará disponível em breve aqui no blog e na revista. Segue o vídeo da participação do músico no programa do Faustão. Vale a pena conferir o talento!

Fonte: Revista Fale

Feira Internacional de Cultura e Artesanato deve atrair cerca de 60 mil visitantes

Evento irá reunir 15 países e 10 estados brasileiros no Parque da Uva 

 Parceria entre a Prefeitura de Jundiaí e a Art Vale traz para a cidade a Feira Internacional de Cultura e Artesanato, entre os dias 18 e 27 de março, no Parque da Uva. Uma verdadeira viagem pelo mundo reunindo mais de 15 países e 10 estados brasileiros. A expectativa da organização é de atrair 60 mil visitantes durante o evento.

A feira, que já aconteceu nas cidades de Sorocaba, Piracicaba, São José dos Campos, Rio de Janeiro e Vale do Paraíba, tem parceria com o FUNSS (Fundo Social de Solidariedade), que receberá parte da renda arrecadada. A Secretaria Municipal de Cultura também apoiará o evento e oferecerá espaço a cerca de 100 artesãos locais.

“Este evento vai ser muito importante para a cidade. As pessoas vão poder visitar culturas de diferentes países num único lugar”, comenta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ari Castro Nunes Filho.

Com um passaporte, o visitante poderá conhecer inúmeras culturas, além de levar para casa o melhor de cada uma delas. No total, serão 84 estandes espalhados pelos dois primeiros pavilhões do parque.

“O terceiro pavilhão está reservado para o festival gastronômico que reunirá o melhor da culinária dos países participantes”, completa o secretário.

Participantes
Índia, Paquistão, Líbano, Síria, Peru, Equador, Indonésia, Turquia, Japão, Portugal, Rússia, Uganda, Gana, Quênia, Emirados Árabes, África do Sul, Tunísia, Tailânida e Itália já confirmaram presença na Feira em Jundiaí. Do Brasil, participam os estados de Minas Gerais, Tocantins, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Goiás e Rio de Janeiro.

 Fonte: Agencia Bom Dia

Marcos Duarte lança o livro “Alienação Parental” em Fortaleza

Foto: Divulgação
Fortaleza, Ceará, Brasil – O Advogado Marcos Duarte lança na Livraria Cultura, em Fortaleza, o livro “Alienação Parental – Restituição Internacional de Crianças e Abuso do Direito de Guarda – Teoria e Prática”. O autor será apresentado pelo Desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará, Francisco de Assis Filgueira Mendes.

Marcos Duarte analisa, Com base em sua vasta experiência profissional, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças, aprovada em 25 de outubro de 1980 e que entrou em vigor internacional no dia 1°. de dezembro de 1983, sendo promulgada pelo Brasil através do Decreto n.° 3.413, de 14 de abril de 2000 e a Lei de Alienação Parental.

O livro contém ainda, decisões judiciais selecionadas, pareceres, legislação e questões de ordem prática de grande utilidade para juristas, advogados, magistrados, promotores, professores, estudantes e público em geral. O prefácio é de Maria Berenice Dias, Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Advogada e Vice-Presidente Nacional do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família).
O evento terá ainda uma coletiva jurídica com a presença do Advogado Paulo Lins e Silva (RJ).

FICHA TÉCNICA:
TÍTULO: Alienação Parental – Restituição Internacional de Crianças e Abuso do Direito de Guarda – Teoria e Prática
AUTOR: MARCOS DUARTE
EDITORA: LEIS&LETRAS
Número de págs.: 250
Formato: 15cm x 23cm
Preço: R$ 59,90

Disponível nas lojas da Livraria Cultura em todo o Brasil:

Mais informações:
(85) – 3264.0012 – editor@leiseletras.com.br

Fonte: O Povo

Agentes de leitura


SAI/MinC realiza oficina no dia 18 de março para gestores de ações voltadas para o livro e leitura

A Secretaria de Articulação Institucional (SAI/MinC) promove nesta sexta-feira, dia 18, oficina para gestores estaduais e municipais de ações voltadas ao livro e à leitura. O objetivo é apresentar a metodologia do projeto Agentes de Leitura. Ao todo sete estados e 11 municípios, além de um consórcio municipal, são esperados para o encontro.

A oficina terá a participação da Cátedra UNESCO de leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), centro de pesquisa especializado em leitura, responsável pelo desenvolvimento da metodologia de formação dos agentes. O projeto conta, também, com apoio técnico e financeiro do Ministério da Educação ( MEC), sendo que a seleção das famílias alvo do projeto está a cargo do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A partir do Programa Mais Cultura, o MinC coordena o projeto, repassa os recursos e orienta como os estados e municípios devem proceder para a seleção e formação dos agentes. A iniciativa consiste na preparação de jovens, entre 18 e 29 anos, com ensino médio completo, para o atendimento a famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Para um total de 25 horas semanais dedicadas ao programa, cada agente de leitura recebe uma bolsa mensal de R$350,00, um acervo com cerca de 100 livros, além mochila, bicicleta e uniforme.

Pelo projeto, esses jovens desenvolvem atividades cuja finalidade é criar ambientes favoráveis à leitura em escolas, bibliotecas e casas de famílias de suas comunidades. A estratégia utilizada inclui a promoção de rodas de leitura, contação de histórias e empréstimos de livros.
“Os agentes de leitura atuam integrados às bibliotecas públicas municipais. Da mesma forma, estão inseridos nas escolas, contribuindo na formação leitora de crianças e jovens, articulados com os professores em projetos pedagógicos de incentivo à leitura. Outros ambientes importantes para a ação dos agentes são os Pontos de Leitura e os Pontos de Cultura”, explica Fabiano dos Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura da SAI.

Foram convidados gestores dos estados do Acre, Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Piauí e Rio Grande do Norte; dos municípios de Canoas, Bento Gonçalves e São Leopoldo (RS); Ribeirão Preto, Osasco, Laranjal Paulista, Diadema e Votarantim (SP); Recife (PE), Fortaleza (CE), Joinville (SC) e do Consórcio Culturando São Paulo.

A SAI estima que os primeiros agentes de leitura já estarão atuando a partir do segundo semestre deste ano. A previsão é distribuir 3.118 jovens agentes entre os estados e municípios beneficiados pelo projeto.
Inspirada em uma iniciativa do governo do Ceará, a difusão de Agentes de Leitura, no país, é parte das diretrizes do Plano Nacional do Livro e Leitura ( PNLL), implantado em 2006 pelo governo federal para assegurar e democratizar o acesso à leitura e ao livro.

Serviço
Ofina do Projeto Agentes de Leitura
Data:  sexta-feira, dia 18, a partir das 9 h
Local: Diretoria do Livro, Leitura e Literatura do MinC
End.: Setor Comercial Sul, quadra 9, lote C, Edifício Parque da Cidade – Torre B, 12º andar -
Tel.: (61) 20242692

Fonte: Marcelo Leal, Ascom/MinC

Promotora de Justiça cearense Greceanny Cordeiro lança livro coletivo em Paris, hoje


"As escritoras do Ceará Lêda Maria Souto, Beatriz Alcântara, Joyce Cavalcantte e Grecianny Carvalho Cordeiro, reunidas na capital francesa, vivenciam, hoje, o lançamento da antologia da Rebra na língua de Molière Após oito meses de gestação e de um mês e sete dias de seu nascimento, eis que chega o dia da consagração da obra: "Le Grand Show des Ecrivaines Bresiliennes", no Salão do Livro de Paris, às 21h:00.

Antologia é recheada de inspirações, retiradas de momentos do cotidiano e de insights de suas 62 autoras, traduzidos para diversos gêneros, como a poesia, crônicas e contos, agora na língua francesa. a colunista e as rebrinhas do Ceará, Beatriz Alcântara, Grecianny Carvalho Cordeiro e Joyce Cavalcantte já estão na terra de Victor Hugo, para o grande momento.

As cearenses escolheram a poesia no evento comandado pela Rebra (Rede de Escritoras Brasileiras), à frente Joyce Cavalcantte, escritora e jornalista, residindo em São Paulo, que reúne 3.500 associadas, com a missão de colocar em evidência na vitrine internacional os talentos femininos do nosso Brasil.

Com o lançamento na Cidade Luz, em um dos mais importantes eventos daquele país, contando inclusive com o "sous le haut patronage" do presidente da República Monsieur Nicolas Sarkozy e do senhor Ministro da Cultura; Monsieur Frédéric Mitterrand, a nossa literatura passa a ganhar destaque internacional.
A coletânea estará disponível para compra nas grandes livrarias a partir do próximo mês.

Uma parte significativa será destinada à distribuição em bibliotecas e universidades francesas, criando assim uma oportunidade para a nossa literatura frequentar o nicho das letras universais, e não apenas ocupar um modesto espaço na de língua portuguesa."

Fonte: Lêda Maria - Diário do Nordeste

A poética de Pedro Henrique Saraiva Leão

O poético se evola de todas as manifestações artísticas; na composição do poema, encontra a sua materialidade em relação à criação literária. O poeta, por sua vez, é resultado da elaboração, ao longo da cultura, de um discurso que, constantemente renovado, faz com que ele seja tocado pelo estado poético
Nesse sentido, o poeta, se gira na "essencial atmosfera dos sonhos lúcidos", é, pelo meio poético, impelido a ter uma singularidade; e, nesse caso, o que reconhece nos outros poetas - e o que destes colhe - é, em essência, o natural à poesia, pois, esta, naquele, é, antes de tudo, um apelo que vai ao encontro de uma vocação, um socorro a uma voz, sempre carente, assim, de uma inesgotável beleza.

O ponto de partida
A leitura de um grande poeta, portanto, veste-se de incontáveis desafios, quer sob aspectos de formas, que sob os relativos a cultivos temáticos. Por isso, as considerações iniciais foram ditadas pela empreitada de realizar um exame crítico do discurso literário de Pedro Henrique Saraiva Leão, uma vez que os fios por que se constrói apontam uma multiplicidade de recursos, ora de natureza morfossintática, ora de explorações sonoras; de tal sorte que, na folha de papel, o contorcionismo das palavras, em sílabas despedaçadas, inaugura sons e formas; e, até mesmo sob as estruturas aparentemente simples, imprime-se uma complexidade em relação à lógica e ao sentido.

O alimento
A matéria da poesia é a linguagem, pois desta advém o sensível. Nesse sentido, a lírica de Pedro Henrique Saraiva Leão concentra-se, sobretudo, no trabalho com a construção do discurso; e, este, nele, é, a rigor, o motivo do poético. Trata-se, então, de uma poética da linguagem, em que, mais do que a produção de um sentido, o que, em verdade, constitui o interesse do discurso, é o jogo dos significantes; isto é, o que a mais uma palavra, se provocada, poderá, enfim, dizer, ou, quando não, aludir. E todo o encantamento que o seu poema provoca no leitor resulta, antes, da naturalidade com que consegue extrair, de palavras já comuns, a seiva primeva, o nácar de que todos carecem, para que, assim, possam ser entregues ao prazer estético, como nessa composição do livro "Meus Eus": (Texto I)

Leitura do poema
Pedro Henrique Saraiva Leão é poeta de inúmeras particularidades: seus poemas, por exemplo, não comportam títulos; com isso, não há qualquer elemento-orientador em relação a uma possível temática. Desse modo, o verso surge, então, de chofre, desconcertando o leitor, enchendo-o de indagações perplexas, intrigado sob a égide das elipses mentais.

O primeiro verso "mas", a princípio, introduz uma oração subordinada adverbial adversativa; a oração principal, por sua vez, não se encontra no corpo do texto, só possível, portanto, no território das elipses; assim, o que parece opor-se aos desejos do eu lírico integra outra ordem, presente no terreno das especulações; entanto, tais considerações são, logo empós, dissolvidas pela conjunção aditiva "e", fazendo com que aquele "mas" seja absolutamente expletivo, um ornamento, assim, à estrutura sintática do texto.

A partir disso, o leitor percorre o sinuoso caminho das assonâncias, sublinhando as palavras-chave do poema: "era", em todas as variações sonoras e semânticas; e "tempo", enquanto agente provocador das reflexões; e, outrossim, alimento permanente destas. Ora, sendo do "tempo", a "hera" diz-lhe da natureza corrosiva; o tempo, sendo "era", isto é, um sistema ininterrupto da passagem das horas, o "tempo" aponta o perecível que se incrusta em todas as coisas, arando, assim, quer no passado, quer no porvir, a mesma terra, para a mesma colheita a ceifar seres e coisas, pois tudo se destina, inexoravelmente, à decomposição.

Uma reiteração
Ainda acerca do emprego de determinados recursos expressivos para o início da composição poética, o leitor encontra, em um outro poema, dessa mesma obra, não mais um advérbio, porém uma solitária vírgula - também carregada de especulações, já que, no discurso de Pedro Henrique Saraiva Leão, não existe abrigo para o excesso - os elementos por que o texto se orienta a este são absolutamente imprescindíveis: (Texto II)

Leitura do poema
Nesse poema, o sinal de pontuação - a vírgula -, implicando um único verso, sugere, no espaço, uma divisão temporal: um antes - a ser refeito pelo leitor - e um depois, configurando a experiência do eu lírico em tempo real. A presença de um "depois" indica o haver de um antes; este - infere o leitor - deve ser compreendido como o viver de uma escuridão, o exercício de uma ignorância, consoante insinua o oximoro (arrancados os olhos, o eu lírico é iniciado para a visão). Os pássaros (criam alguns povos antigos, como os célticos) são mensageiros; hão o poder mágico de comunicar-se com os deuses; nesse sentido, revelaram ao eu poemático o que, até então, não descortinara: a imagem do outro como uma promessa do - agora não tanto - desconhecido; pois, os olhos não só revelam quem olha, como, também, o que é olhado. Assim, o eu lírico, à semelhança dos aedos, cego, passa a ver o que, vidente, a ele era impossível.

Sobre o olhar
Em outro poema, Pedro Henrique Saraiva Leão perscruta o olhar enquanto curiosidade do espírito e desejo de decifração do que se estende entre o eu e o outro. Trata-se de uma composição em versos livres; porém com o emprego de rimas; - e estas surgem como indispensáveis ao andamento do ritmo: (Texto III)

A trama lírica se desenvolve a partir de um embate entre dois olhos, que, por conta do processo metonímico, representam os dois amantes. Em primeiro lugar, havemos a introdução do discurso do eu lírico, quando este se dirige aos "olhos" da amada, que, a rigor, encontram-se apenas na segunda estrofe.

O que, com insistência, diz o sujeito da anunciação? Servindo-se da estilística da repetição, bem como de malabarismos verbais, cose um intrigante jogo de armar: na passagem, "e que nos veem", (v.1), os "olhos" são um espelho numa função bijetora: imagina-se a reação do fitado sob o olhar do outro, e a deste sobre o daquele. Insinua um desdém na alusão a outros "olhos" e lábios "outros", estes "mais vermelhos" do que mesmo o "encarnado do vosso beijo"; e tal ocorreu "noutros espelhos", numa clara consciência de uma revelação, pois, dado aos "espelhos", os olhos os atravessam, e, refletida, é a imagem da própria alma.

O tema é o amor como uma aprendizagem, ditada esta por inexoráveis desencontros, conforme Platão, em "O Banquete": amar é dar ao outro o que não se tem, e esperar deste o que ele não possui; daí a blague no verso final: "estes olhos são os mesmos, meu amor", dissolver aquele incipiente desdém.

Trechos
TEXTO I
mas

a hera é do tempo, e

o tempo é era

que ara a mesma seara

do tempo de outrora

noutra hora

(p.35)

TEXTO II
como se depois

que pássaros me arrancassem os olhos

eu começasse a te enxergar

(p.42)

TEXTO III
estes olhos que vedes e que nos veem / já viram olhos como eu vejo, / viram lábios mais vermelhos / (não aqui: noutros espelhos) / do que o encarnado do vosso beijo /// estes olhos que ausentes me contemplam / agora, reconhecem, por certo, os de outrora / que vos olhavam olhavam, presentes, / vos olham da noite à aurora; /// estes olhos, ora

quedos, ora alados, / vezes ledos, outras tristes, / olhos de si amotinados, olhos / que cegastes pois tanto vistes, /// olhos que veem ermos, e / que se inundam de prazer, de dor / ,olhos que querem ver - / estes olhos, são os mesmos, meu amor (p. 67)

CARLOS AUGUSTO VIANA
EDITOR

Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 17 de março de 2011

Primeiro catálogo de equipamentos culturais de Fortaleza será lançado nesta quinta

Catálogo com todos os equipamentos culturais de Fortaleza é lançado nesta quinta-feira, 17, às 18 horas, no Theatro José de Alencar, como parte do Localizador Cultural de Fortaleza. O projeto, que tem o apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará, visa promover a preservação e valorização do patrimônio cultural da cidade, por meio de um valioso registro histórico-cultural que inclui outros materiais, como o catálogo de artistas da terra.

De acordo com a idealizadora do Localizador Cultural de Fortaleza, professora e  produtora cultural, Sandra Maciel Barreto, a ideia é que este trabalho represente uma ferramenta de gestão capaz de ajudar aos Governos na elaboração de políticas de incentivo à cultura e aos novos negócios sociais na promoção e consolidação da Arte & Cultura.

O Projeto contempla seis produtos, com linguagens e objetivos diferenciadas: Livro que revela os principais bens culturais materiais pertencentes aos Governos Federal, Estadual e Municipal; Livro com os profissionais da cultura de Fortaleza, cadastrados em todas as regionais; Livro de referência didática, que propõe, aos educadores, a reconstrução dos espaços urbanos,um livro sobre os equipamentos culturais de Fortaleza; Mapa Cultural de Fortaleza com a localização de 70 Equipamentos Culturais em funcionamento em 116 bairros; Cartões Postais com as principais informações histórico–culturais e um Portal reunindo todas as informações do Projeto, com espaço para que os artistas cadastrados possam divulgar seus fazeres culturais

Serviço:
Lançamento do projeto Localizador Cultural de Fortaleza
Local: Teatro José de Alencar
Data: 17 de março
Hora: 18 horas
Fonte: Sandra 8822 5205

16.03.2011
Assessoria de Imprensa da Secult
Sonara Capaverde ( sonaracapaverde@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. / 85 9608.5822 - 8878.8805)

II Encontro com poetas populares e rodas de cantoria


Academia Brasileira de Literatura de Cordel promove encontro com poetas populares e rodas de cantoria no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

Será realizado nos dias 17 e 18 de março, no Auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro, a partir das 14h30, o "II Encontro com poetas populares e rodas de cantoria", uma realização da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) em parceria com o CNFCP e patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC RJ).

Esta é a segunda edição do Encontro, projeto da ABLC financiado, por meio de edital público, pela SEC RJ.  Constam da programação oficinas, mesas redondas e "rodas de cantoria".

A ABLC vai homenagear, no âmbito do Encontro, o poeta Manoel Monteiro, eleito "cordelista do ano de 2010", em sessão plenária que será realizada no dia 19 de março, às 16h, na sede da entidade, no bairro de Santa Teresa.

Notícias do Encontro estão disponíveis no site do Encontro


Programação

17/03/2011

- 14h30 - Oficina "O cordel, suas manhas e mumunhas"
Com Sepalo Campelo

- 16h - "Literatura de cordel: o tempo é hoje! "
Como a literatura de cordel evoluiu e permanece viva como gênero literário e fragmento da cultura popular transitando entre o simbólico e a resignificação dos códigos.
Com Gonçalo Ferreira da Silva, Manoel Monteiro e Maria do Rosário de Fátima Pinto

- 18h30 -  "Roda de cantoria" com Mestre Azulão

18/03/2011

- 14h30 - Oficina "A literatura de cordel, evolução e firmamento"
Com Mestre Campinense

- 16h - "Literatura de cordel, desafio e pelejas: o cordel  na contemporaneidade"
Como a literatura de cordel se apropriou das novas formas de comunicação e fez material
para a divulgação de seu conteúdo e instrumento para o processo identitário nacional.
Com Dalinha Catunda, João Batista Mello e Ivamberto Albuquerque

- 18h30 - "Roda de cantoria" com Sergival e Chico Salles

19/03/2011

- 16h - Sessão plenária na sede da ABLC - Rua Leopoldo Froes, 37 - Santa Teresa
Homenagem ao poeta Manoel Monteiro, eleito o "cordelista do ano de 2010"

Serviço
"II Encontro com poetas populares e rodas de cantoria"
17 e 18 de março de 2011, a partir das 14h30
Auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro/CNFCP
Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro, RJ

Realização
Academia Brasileira de Literatura de Cordel

Parceria
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

Patrocínio
Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro

Informações

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Para conhecer a arte

O Núcleo de Ação Educativa do Museu de Arte Contemporânea (MAC) do Dragão do Mar realiza neste sábado, 19, encontro com educadores e o público em geral para discutir as obras que participaram do Salão de Abril, da década de 1980 a 2009

A arte pode ser um importante meio educativo que aperfeiçoa os mecanismos que desenvolvem a percepção, a imaginação, o raciocínio e a aprendizagem do ser humano. Além de aguçar a sensibilidade de cada um de nós. É por essas e outras que sua aplicabilidade em sala de aula se torna um elemento indispensável.

No entanto, observa-se, cada vez mais, a necessidade de formação e investimento no campo das artes visuais em Fortaleza através de atividades contínuas e organizadas que preparem profissionais qualificados para o mercado, que despertem nas novas gerações o gosto e a vontade de conhecer mais sobre as poéticas artísticas.

Como forma de tentar amenizar essa lacuna, o Núcleo de Ação Educativa do Museu de Arte Contemporânea (MAC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, vem promovendo, desde o ano passado, encontros, oficinas e palestras com curadores, artistas, pesquisadores e o público em geral. Além de enfatizar a formação do educador de museu desenvolvendo estudos e cursos.

Teoria e prática
A próxima atividade do Núcleo Educativo está marcada para este sábado, das 14 horas às 18 horas, no Auditório do Dragão do Mar. Ela consiste em um encontro com professores e o público em geral, com a finalidade de levantar uma discussão acerca dos movimentos do classicismo, modernismo e da arte contemporânea, presentes nas obras dos artistas que integram a exposição "Salão de Abril 1980 - 2009 - De casa para o mundo, do mundo para casa". A coletiva está em cartaz no MAC desde o dia 28 de dezembro de 2010. O encontro será ministrado pela historiadora Ana Raquel Bastos.

Ele abordará ainda aspectos históricos do Salão de Abril, contando com um momento mais dinâmico onde os participantes farão uma visita mediada com os educadores do próprio MAC. Segundo a coordenadora do Núcleo Educativo Carmem Lazari, nesse instante os participantes serão provocados a dar as suas impressões sobre os trabalhos expostos, abrindo um debate sobre aquilo que foi visto com a historiadora e as obras expostas no museu.

"A escolha da temática do encontro partiu da necessidade de trazermos ao público a importância do Salão de Abril para a região, bem como estreitar laços com a comunidade de educadores. O funcionamento dos ´Encontros com educadores´ foi pensado sempre em ´linkar´ a exposição que estiver acontecendo com os movimentos artísticos, pensamentos estéticos e oficinas, dando assim subsídios para o educador trabalhar o conteúdo dentro da sala de aula ou em suas ONG´s", explica a coordenadora Carmem Lazari.

A intenção do Núcleo, ressalta a coordenadora, é a de que os encontros sejam mensais, para fidelizar a presença do público de educadores. Por enquanto, a ação acontece apenas uma vez por mês, estando destinada a educadores que trabalham com educação formal, informal e não-formal, e a todos que estiverem interessados na temática dos encontros.

A historiadora Ana Raquel Bastos acredita que o grande diferencial desta atividade, em especial, estar no fato de proporcionar aos seus participantes saber mais sobre os artistas cearenses e a produção local. "Vou falar sobre a trajetória do Salão de Abril, como ele se organizou, os conceitos trabalhados pelos artistas da década de 80 até o ano de 2009. Para desenvolver este debate realizei uma pesquisa extensa, a partir de relatos e estudos feitos pelo artista plástico Nilo Firmeza (Estrigas), e os professores Herbert Rolim e Kádma Marques", destaca. Em seguida ela completa: "o encontro é importante porque é uma maneira de introduzir as pessoas no universo das artes e qualificar seus conhecimentos".

Fique por dentro
Mostra histórica

A exposição "Salão de Abril 1980 - 2009 - De casa para o mundo, do Mundo para Casa", tem curadoria do professor e pesquisador Herbert Rolim. A mostra comemorativa aos 61 anos do Salão de Abril é composta por quatro núcleos temáticos, cada qual com 18 artistas das gerações de 40, 70, 80, 90 e da primeira década do século XXI.

O primeiro núcleo, "Veteranos - Salão de Abril", traz obras de artistas que iniciaram movimentos nas artes visuais em Fortaleza, que culminaram na criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (Scap) e no Salão de Abril, na década de 40. O segundo, "Ceará Geração 80", representa as artes visuais nos anos 1980, que mudaram seu curso com ironia e bom humor, atribuindo uma nova abordagem no engajamento em questões sociais e políticas.

Siegbert Franklin, Mário Sanders, Eduardo Eloy e Hélio Rola são alguns dos artistas contemplados. Em seguida, "Ceará Geração 90" traz um panorama significativo da produção de artistas que iniciaram sua trajetória na década de 90, como Jared Domício, Francisco de Almeida e Tiago Santana. O último núcleo, "Ceará Século XXI", sintetiza a produção artística cearense na primeira década do século XXI, da qual participam Diego de Santos, Waleria Américo e Milena Travassos.

A mostra é gratuita e fica em cartaz até o dia 27 de março.

MAIS INFORMAÇÕES
Encontro com Educadores - Trajetórias da Arte no Salão de Abril. Sábado dia 19, das 14 horas às 18 horas, no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Avenida Almirante Tamandaré, 310 - Centro). 50 vagas. A inscrição gratuita pode ser feita através dos contatos: (85) 3488.8622 e educativomac@dragaodomar.org.br

ANA CECÍLIA SOARES 
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

quarta-feira, 16 de março de 2011

O cearense que virou homem de teatro


Por Eduardo Galdino
Especial para o Jornal O ESTADO

Ele sempre acha que não vai ganhar e que não tem mais idade para conquistar prêmios. Disse certo, acha! Mas é um dos diretores de teatro mais premiados do Brasil. Aderbal Freire Filho, que recentemente foi um dos favoritos na categoria Melhor Diretor do 4º Prêmio Contigo! de Teatro, pela peça “Moby Dick”, está em Fortaleza, onde participou de um bate-papo ontem à noite, no Foyer do Theatro José de Alencar. Trata-se de um evento do Programa Cultura do SESC-Ceará em parceria com o Grupo Teatro Novo que completa 45 anos de existência.

Cearense, radicado no Rio de Janeiro, Aderbal está casado com a atriz Marieta Severo, que ao lado da também atriz Andréa Beltrão, é dona do Teatro Poeira, onde aconteceu a cerimônia de entrega do 4º Prêmio Contigo! Próximo de completar 70 anos de idade, dia 8 de maio que o diga, o diretor disse que se encontra no “limbo”, entre “aqueles que já ganharam muitos prêmios e aqueles que já estão velhos e não ganham nunca”. Impressão, apenas!

Aderbal formou-se em direito na capital cearense, onde, a partir de 1954, começou a participar de grupos amadores e semi-profissionais de teatro. Sua caminhada nas artes cênicas é densa! Freire-Filho, como muitos costumam chamar, carrega o mérito de ter sido um dos fundadores do Teatro Novo, em 1965, ao lado dos renomados atores Marcus Miranda (Praxedinho) e Maria Luiza; como também, do Grêmio Dramático Brasileiro, em 1973; e do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, em 1989.

“Felizmente, troquei-o curso de direito pelo teatro para não me tornar advogado e homem frustradíssimo”, afirmou Aderbal. A escolha do curso se deu, provavelmente, por influência do pai, advogado e professor universitário. Freire-Filho só assumiu a carreira de diretor por obra do acaso, pois sua missão era o texto.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1970, onde fez sua estréia como ator em “Diário de Um Louco”, de Nikolai Gogol, encenado dentro de um ônibus que percorria as ruas da cidade. A trajetória de Aderbal no teatro teve início no ano de 1972, quando dirigiu “Cordão Umbilical”. Freire Filho assina mais de 80 montagens.

Aos 69 anos, o fortalezense Aderbal ocupa a galeria de grandes nomes do Teatro Brasileiro. Ele assina, entre outros, “Apareceu a Margarida”; “A Morte de Danton”; “A Mulher Carioca aos 22 Anos e Tiradentes”. Freire-Filho destaca-se entre os diretores brasileiros, por aliar a busca constante por novas formas de teatralismo a uma encenação que prioriza o ator como agente principal da linguagem e, da comunicação das idéias do texto. 
Como ele mesmo diz, “não existe bom teatro sem texto e ator”.

A vida de Aderbal vai além da capital carioca. Fora do Rio de Janeiro, ele faz montagens com grupos, dá cursos e dirige alunos de escolas de teatro. O ensino é uma atividade paralela que Aderbal tem entre suas atividades. Ele leciona na Casa das Artes de Laranjeiras, na Escola de Teatro Martins Pena e na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde coordena um curso de pós-graduação lato sensu, na Escola de Comunicação.
O portfólio do diretor cearoca, que tem a mistura de cearense com carioca, conta com peças variadas, como “Réveillon”, de Flávio Márcio; “O tiro que mudou a história”, do próprio Aderbal e de Carlos Eduardo Novaes; e “Moço em estado de sítio”, de Oduvaldo Vianna Filho. O trabalho de Freire-Filho inclui, ainda, projetos em países da América Latina e em capitais brasileiras.

Aderbal é um teatrólogo que privilegia dramaturgos nacionais e latino-americanos. O cearense arretado como se diz no popular, trilha ao longo de sua carreira, uma gama diversificada de linguagens e projetos cênicos. Freire-Filho dedica ao texto um minucioso estudo que, realizado em conjunto com os atores no processo da encenação, serve de impulso à criação da linguagem de cada espetáculo.

“Meu compromisso é com o teatro em todas as suas possibilidades”, diz Aderbal, acrescentando que busca o teatro que afirma a própria existência e vitalidade. Ele corre do “teatro de diretor”, em voga no Brasil nas últimas décadas. Freire-Filho é o diretor teatral que prefere a busca incessante pela valorização do texto, que, em sua opinião, tem no ator o principal canal de expressão. O diretor, que as artes cênicas cearenses têm muito orgulho, acredita que o teatro, forma de expressão artística que a gente poderia considerar ultrapassada, continua em ação.

Aderbal, que atualmente dirige a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, conhecida SBAT, fecha sua agenda na capital cearense, com a palestra “Arte como Acontecimento” que ministrará dentro de seminário, hoje, a partir das 18 horas, no SESC-Senac Iracema (Rua Boris 90 “C” – Praia de Iracema). A programação é gratuita

Fonte: O Estado

Reunião dos mestres rabequeiros do Ceará

Bandas Fulô da Aurora e Dona Zefinha (fotos) participam do I Ceará das Rabecas



O I Ceará das Rabecas, idealizado pela Mungango Produções, sob a curadoria do Professor Gilmar de Carvalho, será realizado nos dias 18, 19 e 20 de março, no SESC SENAC Iracema, em Fortaleza. Durante os dias de programação inteiramente gratuita, o público terá a oportunidade de encontro com os mestres rabequeiros do Ceará, conhecer suas luthierias, participando de uma intensa e bastante rica diversidade cultural, com oficinas, exposição fotográfica e de instrumentos, worshops, shows, intercâmbios e seminários.


O I Ceará das Rabecas também intenciona apresentar e valorizar mestres e tocadores que gozam de pouca oportunidade e visibilidade em nosso Estado. Desta forma, quer-se chamar a atenção para uma manifestação que tem raízes profundas, que se sustenta e vem sendo reinventada pelos grupos jovens, estabelecendo uma possibilidade de diálogo e de possibilidades sonoras e performáticas.

Participarão do festival os mestres João Geminiano (São Benedito), Chico Coco (Guaraciaba do Norte), Antonio Hortênsio (Varjota), Bené, Bia (Tauá), Zé Biro Novo (Tauá), Luiz Buretama (São Benedito), Dico Mateus (Itapajé), Genésio Brioso( Itapajé), Chico Barbeiro (Baixio), Totó (Novo Oriente) e os luthiers, Antonio Pinto (Aurora), Totonho (Mauriti) e Benedito (Itapajé). Além dos mestres, também se apresentam, Fulô da Aurora, Orquestra Armorial do Cariri, Dona Zefinha e Reisado de Independência.
Na abertura oficial do evento, sexta, dia 18 de março, lançamento do livro “Ceará das Rabecas”, de Gilmar de Carvalho; a exposição A Artes das Rabecas, de Francisco Sousa; luthierias de Antônio Pinto, Totonho e Bené e a exibição do documentário Mestre Lino.

Saiba mais
Rabeca, instrumento de origem árabe e incorporado à cultura brasileira, de feitura popular, possui timbre mais baixo que o do violino. Seu som fanhoso é sentido como tristonho. O tocador recosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina, untado no breu.Em levantamento feito por Gilmar de Carvalho e Francisco Sousa, mostrou a existência de mais de cem rabequeiros no Ceará, no qual mostra a vitalidade da manifestação que se revigora na medida em que as tradições são valorizadas.

Serviço
I Ceará das Rabecas
Data: 18, 19 e 20 de março
Local: Sesc Senac Iracema
Grátis
Programação e inscrições no www.cearadasrabecas.com.br
Mais informações: 085 - 3032 3333 |8894 7717
@cearadasrabecas

Fonte: O Estado

A Roliúde de Bibiu em cena no V Festival BNB das Artes Cênicas

A Mostra Palco do V Festival Banco do Nordeste das Artes Cênicas apresenta o espetáculo carioca Roliúde hoje (16), às 15 e 18h30min, no CCBNB-Fortaleza

João Ricardo Oliveira dá vida ao personagem Bibiu na montagem da companhia carioca EmCartaz Empreendimentos Culturais (DIVULGAÇÃO)
Ganhando a vida como contador de histórias, Bibiu é um homem típico do sertão que tem na boa e velha lábia seu maior trunfo. Assim, se apresentando em ruas e praças pelo Brasil afora, eis que chega ele - na pele do ator João Ricardo Oliveira - para integrar a programação do V Festival Banco do Nordeste das Artes Cênicas.

Adaptado do texto de autoria do escritor e jornalista pernambucano Homero Fonseca, Roliúde, da companhia carioca EmCartaz Empreendimentos Culturais, fará duas apresentações gratuitas hoje (16), às 15 e 18h30min, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (Centro).

No palco quase sem objetos cênicos, João Ricardo de Oliveira dá vazão às infinitas e quase inacreditáveis histórias do sertanejo/malandro Bibiu, cujo mote são nada menos do que os grandes clássicos do cinema mundial - King Kong, ...É o Vento Levou, Casablanca, Em Busca do Ouro, etc. - isso tudo contado de forma bem peculiar onde acabam por contracenar, juntos, personagens como o Poderoso Chefão, Scarlett O’Hara e até a eterna diva Marilyn Monroe.

Numa maneira de reverenciar a arte da contação de histórias, Roliúde recebe supervisão cênica de Júlio Adrião, vencedor do prêmio Shell de melhor ator pelo espetáculo intitulado A Descoberta das Américas.

No CCBNB, para além do Festival, a programação de logo mais conta ainda com a continuação da oficina de formação artística Poeta de Cena - Os Sentidos do Corpo no Trabalho do Ator, às 14 horas.

SERVIÇO
ESPETÁCULO ROLIÚDE
Quando: duas apresentações hoje (16), às 15 e 18h30.
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941).
Entrada: franca.
Outras informações: 3464 3108.

Fonte: O Povo

A prosa sertaneja de Jessier Quirino

Com rimas que contam causos e contos da cultura popular nordestina, o declamador e poeta Jessier Quirino se apresenta no Theatro José de Alencar 

Foto: Divulgação
Jessier Quirino é um estudioso da cultura sertaneja, um observador da vida nordestina, um admirador dos causos e contos que brotam do mato. Os trejeitos, as expressões matutas, a tranquilidade do sertão, a seca e o brejo, toda a característica interiorana cabe na forma peculiar das apresentações de Jussier. Quando subir nesta sexta-feira (18) e sábado (19) ao palco do Theatro José de Alencar, o artista paraibano vai mais uma vez aliar poesia, memória e humor para cativar o público.

Apesar da forte influência da literatura de cordel, usada pelos repentistas que se apresentam em duplas e travam verdadeiras batalhas poéticas, Jessier preferiu um caminho um pouco diferente, que lhe confere originalidade no trato com a rima falada, ganhando ainda mais vida com a inconfundível presença solo no palco. Nas apresentações, ele faz uso da convergência de diferentes linguagens culturais, aprendidas sobretudo em Campina Grande (PB). Assim, a imagem do artista aparece de forma múltipla e cativante, com fortes expressões que demonstram suas influências teatrais. “Tem muito de teatro, são textos longos que eu escrevo e memorizo”, diz Jessier.

A diversidade não fica só na forma, aparece também no conteúdo, com diferentes temáticas permeando a apresentação. Nas histórias de amor mal resolvido, passando por ironias políticas e críticas sociais, o artista lança mão do sarcasmo e do humor para contar o mundo sob o olhar do matuto, do interiorano.

O espetáculo terá como mote o livro mais recente do autor, intitulado Berro Novo, que ganhou também versão em CD. A temática da vida campestre é a mesma que já fez sucesso em trabalhos anteriores, responsáveis pelo reconhecimento do artista, que já lançou oito livros e cinco CDs. “O interiorano tem muita sabedoria, aprendeu na universidade da vida, na pobreza e sai das dificuldades sempre com muita esperteza, essa é a graça da história”, explica o artista.

As mudanças causadas pela globalização e pelas novas tecnologias trazem novos cenários para as tradições nordestinas. Isso também não escapa ao olhar atento de Jessier. Indagado se a cultura interiorana estaria sendo desvalorizada nos novos tempos, ele diz não enxergar a questão com olhos preocupados. “O que está havendo é uma transformação causada pelo trator da modernidade, mas não acho que as tradições estejam se perdendo, inclusive percebo que há certo saudosismo das palavras, da qualidade de vida e da contemplação da vida no interior.”

Atualmente, Jessier tem uma agenda lotada, se apresentando para o grande público e também em eventos empresariais. Com isso, a relação direta com o sertão e as pequenas cidades foi se tornando mais escassa, mas nem por isso ele perde contato com as histórias que servem de matéria-prima para seu trabalho. “Hoje vou menos ao interior, mas o interior vem mais a mim”, justifica. Segundo ele, chegam com frequência muitos trabalhos, histórias e sugestões de pessoas do interior que se identificam e admiram sua arte.

Embora seja essencialmente sobre a vida do matuto, a obra de Jessier já transcendeu a barreira desse público e hoje é apreciada e bem recebida por diferentes plateias. Ele já se apresentou na Rede Globo no Programa do Jô e fez uma participação como ator na minissérie A Pedra do Reino, de 2007. Ele diz que, depois disso, já recebeu vários convites para trabalhar com teledramaturgia, mas recusou devido à necessidade de tempo para sua intensa produção literária.

Sobre as apresentações em Fortaleza, Jessier, que já se apresentou algumas vezes na cidade, diz que seu trabalho é muito bem aceito, com muita participação e identificação do público. “Fortaleza é um polo de convergência dessas tradições, então o público me surpreende positivamente pelo interesse e o conhecimento de causa do assunto.”

SERVIÇO
RECITAL COM JESSIER QUIRINO
Onde: Theatro José de Alencar (Pça. José de Alencar, s/n – Centro)
Quando: sexta-feira, 18, e sábado, 19
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia e idosos)
Informações: 3101.2583
Marcos Robério 

Fonte: O Povo

Fotografia: múltiplas cidades no Museu da UFPA

Imagem da série Gente no Centro, de Silas José de Paula (CE)

A fotografia com um sentido mais abrangente. Essa foi a proposta apresentada no lançamento da II Mostra Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O evento aconteceu na noite de ontem, no museu da Universidade Federal do Pará, com a presença de empresários, estudantes e profissionais da área.

Em sua segunda edição, o prêmio trouxe como tema as “Crônicas Urbanas”, que trata da visão contemporânea do artista sobre a cidade. Alcançar uma diversidade de olhares foi a meta.

O curador da mostra, Mariano Klautau Filho, conta que a ideia foi que o artista pensasse a cidade como matéria criativa do seu trabalho. “Queremos que o profissional pense na cidade não como simples imagem, mas como material que pode lhe oferecer inúmeras possibilidades de criar e de produzir”.

Na mostra do 2o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia estão trabalhos de 21 artistas selecionados entre cerca de 250 inscritos provenientes de todo o país.

Os melhores trabalhos em três categorias receberam, ontem, o prêmio de R$ 10 mil cada. Na categoria ‘Crônicas Urbanas’, venceu o fotógrafo cearense Silas José de Paula. Na categoria ‘Diário Contemporâneo’, venceu o pernambucano Leonardo Sette. Já na categoria ‘Diário do Pará’, venceu a paraense Roberta Carvalho. Os prêmios foram entregues aos vencedores pela representante da empresa Vale - patrocinadora do projeto -, Daniele Redig, pelo diretor geral do grupo RBA, Camilo Centeno, e pelo diretor presidente do DIÁRIO, Jader Barbalho Filho.

As obras agradaram ao gerente de artes visuais Raimundo Calandrino. “Vim apenas para observar e gostei muito do trabalho. Essa coisa de misturar fotografia com vídeo, desenho e pintura, tudo em uma só obra, realmente é bem legal.”

Para os artistas premiados, a vitória é motivo de orgulho. Há mais de 40 anos trabalhando com fotografia, Silas de Paula elogia os colegas paraenses. “O trabalho feito no Pará precisa ser reconhecido. Estar aqui, para mim é uma grande alegria.”

E é exatamente a valorização dos profissionais paraenses que levou à criação do prêmio. “Aqui existem profissionais muito bons, o que falta é que eles sejam valorizados e é isso o que queremos através desse projeto. Vamos buscar novos talentos e mostrar nossa cultura e nossa gente através de ações como a do prêmio dessa noite”, afirmou Jader Filho.

Para Camilo Centeno, o prêmio eleva o Pará a um nível nacional. “Ano passado foi mais difícil, mas esse ano já temos a experiência e acreditamos que todo o projeto tem sido um grande sucesso. Inscrevemos profissionais de todo o país e isso nos leva a crer na credibilidade que temos perante essas pessoas.”

A II Mostra Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia também conta com artistas convidados, como o fotógrafo Luiz Braga. Além dele, a mostra inclui uma exposição especial de trabalhos dos fotógrafos do jornal DIÁRIO DO PARÁ. A mostra será aberta esta noite, às 19h, na Casa das Onze Janelas, na Cidade Velha.

ONDE VER

Mostra 2o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia - No Museu da UFPA (Gov. José Malcher, esquina com Generalíssimo). Aberta ao público até 15 de maio, com entrada franca. De segunda a sexta, aberta das 9h às 17h. Nos finais de semana, das 10h às 15h.

Fonte: Diário do Pará

A preço de Banana

A Preço de Banana chega quase de mansinho, quieto, mas com vontade de fazer barulho, de aparecer e mostrar as coisas boas que acontecem na cidade. Essas coisas boas são ainda melhores, no nosso ponto de vista: elas são gratuitas ou não passam de R$10. É uma forma de fazer chegar até você a arte, a cultura e a informação de maneira acessível, barata e, ao mesmo tempo, inteligente e interessante.

Por isso o nosso lema é cultura grátis, ou quase grátis. Para quem sempre achou que isso era coisa de outro mundo, bicho de sete cabeças, para quem nunca ouviu falar e para quem já é expert no assunto. Por que não?

Fortaleza não é pequena, nosso povo não fica parado e nem espera acontecer. Essa produção intensa é o que a gente quer mostrar. Trazer a Fortaleza de longe para perto, levar a daqui para ali, juntar as pontas desse "saiote" de cidade, embaralhar as "Regionais", cruzar caminhos e fluxos. E de você, internauta, a gente não espera pouco. Fique instigado, intrigado e, principalmente: não fique parado.
A Preço de Banana não quer ser apenas notícia e evento. Também se quer mostrar como tornar possível uma ideia, como se aprende sem gastar muito ou quase nada e onde encontrar gratuitamente boa música, boa leitura, bons filmes, imagens e outros produtos culturais num único clique.

Agora é com você. Explore!

O médico professor, escritor Marcelo Gurgel lança o seu 58º livro


“Revelações de um Maquisard – Révélatios d’um Maquisard” é o livro bilíngüe e o 58º do médico, economista, professor e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva, que acaba de completar 58 anos de idade. Para comemorar as datas (58 anos e o mesmo número de livros lançados), lança essa sua mais nova obra, às 19h30 desta quinta-feira (17/03), na Faculdade Farias Brito - Espaço da Palavra, localizada na Rua Castro Monte, 1364, esquina com Avenida dom Luiz, na Varjota. A professora Cristiane Ferreira da Silva fez a tradução francesa dessa edição bilíngüe e o prefácio é do jornalista e teatrólogo Gilmar de Carvalho. O autor e seu livro serão apresentados pelo Diretor de Ensino da Organização Educacional Farias Brito e membro da Academia Cearense de Letras, professor Genuíno Sales. Marcelo Gurgel convida

A Universidade Estadual do Ceará (Uece), a Unimed Fortaleza e a Aliança Francesa convidam a comunidade acadêmica, os amigos, enfim, os amantes da literatura para a noite de autógrafos de “Revelações de um Maquisard – Révélatios d’um Maquisard”, novo livro do médico e economista Marcelo Gurgel Carlos da Silva. A obra de Marcelo Gurgel foi editado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), mediante aprovação no Edital do Prêmio Literário para autores cearenses, na Categoria Dramaturgia (Prêmio Eduardo Campos), patrocinado pelo Governo do Estado do Ceará. Segundo o autor, a renda integral do lançamento de seu livro será revertida para as ações sociais do “Movimento Emaús – Vila Velha”.

Contado: Prof. Marcelo Gurgel, telefone 9986-8566

Fonte: Universidade Estadual do Ceará

Informações:

Igreja danificada pela chuva

A reforma no telhado de caráter paliativo seria para evitar as infiltrações durante o período das chuvas
FOTO: NATINHO RODRIGUES
Secult fez reparos no telhado do templo em janeiro, mas pároco diz que situação ficou pior depois da intervenção
Às vésperas da festa do padroeiro do Ceará, a comunidade católica de Aquiraz vê seu principal templo, dedicado a São José, ameaçado. Enquanto aguarda a restauração prometida pelo Governo do Estado, a Igreja de São José de Ribamar sofre com os prejuízos causados pelas chuvas. Além de danificar a estrutura da edificação, as águas que escorrem pelas paredes e pelo teto do templo podem comprometer os painéis pintados no forro da capela-mor.

De acordo com o pároco da Igreja, padre Robério Martins Queiroz, uma obra, finalizada em janeiro, foi feita no telhado do templo. A reforma, de caráter paliativo, seria exatamente para evitar as infiltrações durante o período de chuva, até que se pudesse iniciar intervenções mais incisivas no verão. "A situação ficou ainda pior depois do reparo", afirmou o padre. O secretário da paróquia, Nilton Inácio da Silva, é mais enfático: "a água da chuva corre pelas paredes, parece uma cachoeira".

Quando chove forte, de acordo com o padre Robério, as missas e os eventos têm de ser cancelados. Até mesmo os equipamentos de som não estão sendo utilizados, considerando o risco de choques elétricos. O pároco comentou, ainda, que diversos ofícios já foram enviados à Coordenadoria de Patrimônio Histórico e Cultural (COPAHC), ligada à Secretaria da Cultura (Secult), para pedir uma intervenção de urgência na edificação.

A Secult informou que um engenheiro foi enviado ao local, ontem, com o objetivo de verificar as causas do problema.

De acordo com o órgão, por ser uma construção antiga, o telhado do templo é muito inclinado, o que dificulta a contenção das águas pelas calhas. Uma equipe deverá ser enviada à Igreja até o próximo sábado para que uma nova intervenção seja realizada.

Apreensivo, padre Robério fica na expectativa de que a situação seja solucionada o mais rápido possível. "A paróquia não pode ficar desse jeito. A gente espera que a Secult consiga, desta vez, sanar o problema. Se isso não acontecer, os eventos serão prejudicados, caso chova", diz.

Descaso
O descaso em relação à Igreja Matriz de Aquiraz é antigo, e já havia sido retratado pelo Diário do Nordeste em reportagem do Caderno 3, em 11 de maio de 2010. Os problemas estruturais e a iminência de destruição do patrimônio histórico já eram evidentes no ano passado.

Já na edição do dia 15 de dezembro, o Caderno Regional noticiou um pacote de US$ 250 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para recuperação do patrimônio histórico e urbanização das comunidades do Litoral Leste. O anúncio foi feito pelo secretário de Turismo, Bismarck Maia, durante a reinauguração de equipamentos do centro histórico do município de Aquiraz. Dentre as obras prometidas, estava a restauração da Igreja de São José de Ribamar, considerada a mais antiga do Estado, sendo construída pelos jesuítas ainda em 1713 e tombada pelo Patrimônio Estadual pelo decreto nº 16.237 de 1983.

Fonte: Diário do Nordeste

Um passeio pela história nacional

FOTO: THIAGO GASPAR
Continua em cartaz a exposição Brasiliana Itaú. O privilegiado contato com as memórias nacionais vem encantando os cearenses. No último domingo, mais de 300 pessoas visitaram o Espaço Cultural Unifor

Apesar de estar em cartaz há apenas 15 dias e de sua montagem ter coincidido com o período de Carnaval, a exposição Brasiliana Itaú já conseguiu ultrapassar o número de 3 mil visitantes. A mostra reúne peças adquiridas ao longo de uma década pelo político e empresário Dr. Olavo Setubal, proprietário do Banco Itaú, falecido em 2008.

Com curadoria do editor e bibliófilo Pedro Corrêa do Lago, a exposição passeia pela história nacional através de livros raros, mapas históricos, gravuras, quadros, e objetos de diversos períodos, desde o século XVI, correspondente ao pós-descobrimento, até o início do século XX, com as primeiras edições de cânones da literatura nacional.

Segundo dados da mostra, boa parte do público é composta de estudantes universitários, sobretudo das áreas de Direito, História, Jornalismo, Artes e Publicidade. Os fim de semana têm sido os dias preferidos para visitação por trabalhadores e turistas, enquanto os dias da semana são povoados por grupos de estudantes de escolas públicas e particulares.

São geralmente crianças entre oito e dez anos, ainda em processo de descobrimento da história do País. Para elas, a visita funciona como um reforço dos conteúdos aprendidos em sala de aula, uma forma de fixar e de comprovar as histórias narradas pelos professores. Os pequenos perguntam sobre as datas em que os objetos foram produzidos e identificam nas gravuras cenários e figurinos vistos apenas em filmes e telenovelas.

Já os adultos, se interessam pelo modo como os trabalhos foram elaborados. Encantam-se com as grandes ilustrações do conde de Clarac, feitas a mão, e as pinturas de Debret, antes vistas nos livros de história com os quais estudaram no ensino médio. A eles, a sala que mais se destaca é a dedicada à literatura, já que ali se pode identificar as primeiras edições de muitos títulos já lidos pelos visitantes, inclusive os dos cearenses José de Alencar e Rachel de Queiroz.

Uma atração à parte é a seção dos livros de arte, em que o talento da escrita e o da pintura se unem. Um exemplo é a obra de João Cabral de Melo Neto ilustrada por Joan Miró.

Visitantes
Renan Saldanha, de 22 anos, representa o grupo que mais tem visitado a exposição: os universitários. O estudante de Direito na Unifor soube da exposição por meio dos cartazes de divulgação espalhados pela universidade. Apaixonado por história do Brasil, Renan aproveitou o tempo livre para ver a exposição. "Acho importante para o povo cearense ter mais esclarecimento sobre o princípio da nossa história e mais contato com a documentação que fez parte dele", ressalta Renan.

Ele ainda visitava as primeiras salas, mas a seção dedicada à família imperial já lhe chamava a atenção. Curiosamente, o gosto de Renan pela história tem origem na avó, de 83 anos, que por muito tempo lecionou a disciplina. "Acho que ela adoraria ter contato com um acervo desses", comenta o estudante, planejando levar a avó para uma visita ao Espaço Unifor.

Ao longo da série de gravuras de Jean Baptiste Debret, olhos curiosos caçavam as imagens dos negros jogando capoeira. Entretido, o rapaz queria saber como era naquela época o esporte que pratica. O garoto, de 17 anos, morador do bairro Bom Jardim, visitava a exposição por meio do projeto Casa de Meninos. O educador social Emanuel Brasil, responsável por eles, soube da exposição por meio de um amigo, estudante da Unifor, e decidiu levar os garotos para conhecê-la.

A Casa dos Meninos é uma entidade social de Fortaleza responsável pelo trabalho de ressocialização de jovens em situação de risco, afastados da família por ordem judicial ou usuários de drogas. Para um dos rapazes, a oportunidade de manter contato com a sociedade é um dos diferenciais da instituição. "Lá é muito melhor do que o outro lugar em que eu estava, porque eu estava preso. Não podia sair pra lugar nenhum. Na Casa não, a gente sai, faz visitas. É bom", ressalta o garoto.

O mais jovem, de 14 anos, concorda com ele. Natural de Aracati, ele está há dois meses na instituição para afastar-se do vício do crack. Para ele, a chance de passear e conhecer exposições como a Brasiliana é importante para esse processo de reabilitação.

A exposição "Brasiliana Itaú", inaugurada no dia primeiro de março, segue em cartaz até 1º de abril. A entrada é franca e a visita de grupos deve ser agendada com antecedência.

MAIS INFORMAÇÕES
Exposição "Brasiliana Itaú". No Espaço Cultural Unifor (Av. Washington Soares, 1321). De 2 de março a 1 de abril. De terça a sexta das 10h às 20h e sábados e domingos das 10h às 18h. Grátis. Para agendar visitas em grupo: (85) 3477.3319

MAYARA DE ARAÚJO 
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

Composição, mostra do artista Bruno Camilo, começa nesta terça-feira

Foto: Miled & Moulin
A exposição, que vai de 15 a 30 de março, reúne 20 obras de vários estilos do pintor cearense radicado em Vitória
O artista plástico Bruno Camilo apresenta, a partir desta terça-feira, 15, sua primeira exposição individual com 20 obras produzidas a partir do tema “composição”. A composição é a forma como o artista arranja formas, cores e linhas passeando por diversos estilos.
 
Embora algumas obras não apresentem um tema identificável - enquanto em outras percebe-se claramente sua ligação com os traços de artistas históricos - a exposição se baseia na diversidade e apresenta ao público a habilidade do artista na adaptação de obras clássicas.
 
O artista
 
O cearense Bruno Camilo começou a pintar aos 10 anos. Autodidata, desenvolveu sua habilidade nas artes plásticas a partir da observação e da prática.  Suas primeiras pinceladas tiveram o apoio de sua mãe em Juazeiro do Norte, cidade a 538 km de Fortaleza, famosa pela devoção a Padre Cícero.
 
Em suas obras, a influência de artistas como Romero Brito é um traço muito forte. As cores quentes revelam a alma e a alegria do povo nordestino.
Bruno Camilo demonstra habilidade adequando-se a diversos estilos. Para ele a diversidade de suas obras alimenta um desejo próprio pela heterogeneidade de leituras e expressões que cada obra transmite.
 
Inspirando-se em artistas famosos de diversas partes do mundo, Bruno Camilo apresenta releituras de obras como Abaporu, de Tarsila do Amaral, e dá um toque modernoso à Santa Ceia, de Leonardo da Vinci.
 
Exposição
15 a 30 de março - 8h
Tribunal de Justiça do Espírito Santo
Rua Desembargador Homero Mafra, 60
Enseada do Suá – Vitória/ES
Telefone: (27) 3334-2000
Fonte: Folha Vitória

terça-feira, 15 de março de 2011

Seis autoras lançam livro de contos

A produção literária de seis autoras está no livro de contos “Quantas  de Nós”, obra vencedora do Prêmio Moreira Campos - Contos, da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, que será lançado às 19 horas nesta quarta-feira (16), na Livraria Cultura, no Shopping Varanda Mall, lojas 8, 9 e 10, na Avenida Dom Luís, 1010, no Meireles. Quatro das seis autoras são da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e as outras duas são da Universidade Federal do Ceará (UFC). As autoras convidam a  comunidade acadêmica e os que apreciam a literatura para a noite de autógrafos.

As seis autoras, Carmélia Aragão, Cleudene Aragão, Inês Cardoso, Ruth  de Paula, Maria Thereza Leite, Vania Vasconcelos abordam, nessa coletânea de contos, a doze mãos caprichosas, como elas mesmas definem, “histórias diversas, recriam trajetórias com tons e acordes bem pessoais. São desejos, memórias, incidentes, acidentes, enfim viagens narrativas cujas voltas sinuosas enunciam, como bem cabe às mulheres, um desnudamento, um desvelamento, algumas vezes voraz, outras sutil.”.

O livro é dividido em cinco partes, cada uma com seis contos, um de cada autora, obedecendo a um rodízio, com os seguintes temas: “Enquanto meu coração me engana”, “Para fugir de mim”, “Dentro de toda menina”, “Pequenos motivos para trair meu grande amor”, e “Quantas de
nós”, esse último.

Para a escritora Tércia Montenegro, que fará a apresentação do livro, posicionar os contos em diferentes sequências, conforme os títulos das cinco partes do livro têm resultado vertiginoso, “como se houvesse uma ciranda, uma dança mágica em que as histórias “apesar de conservarem
seu individualismo, se misturam e se tecem simultaneamente, na construção de uma estética de muitas cores”.  Segundo Tércia Montenegro, “o leitor que abrir esta Antologia está no começo de suas surpresas. Vai experimentar o bom espanto que a literatura traz a todos nós”.

15.03.2011
Assessoria de Imprensa da Secult
Sonara Capaverde (85 3101.6759)

Feira de artesanato tem início hoje

Mais de cinco mil artesãos estão envolvidos no evento, que conta com oficinas, exposições e música
A Praça Luíza Távora, inaugurada na última segunda-feira pelo Governo do Estado, receberá seu primeiro grande evento: a Feirarte, maior feira de artesanato do Ceará. A partir de hoje, das 17 às 20 horas, o local contará com a presença de 300 expositores, representantes de grupos e entidades artesanais, além de empreendedores da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS). São mais de cinco mil artesãos envolvidos na feira, que acontece até o próximo sábado.

Com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento do artesanato no Ceará, a Feirarte é uma ação estratégica do Programa Estadual de Desenvolvimento do Artesanato Cearense, conduzido pela STDS e priorizado pela primeira-dama do Estado, Maria Célia Ferreira Gomes.

De acordo a coordenadora do Programa Estadual de Desenvolvimento do Artesanato Cearense, Amanaci Diógenes, a Praça Luíza Távora é um lugar propício para receber o evento, considerando que o espaço é agradável e de fácil acessibilidade. Para ela, a feira, além de fazer com que o público conheça um pouco mais sobre a cultura local, retrata também a história do Ceará, por meio da arte. "As pessoas que participarem poderão encontrar produtos de qualidade excepcional. Sem dúvida, os artesãos vão representar a história do povo cearense", ressaltou a coordenadora.

Esta é a 41ª edição da Feirarte. Além da exposição e comercialização de peças artesanais dos mais variados tipos, o evento contará com algumas oficinas de artesanato como, por exemplo, pintura em papel machê, reciclagem de fantoches de meia e areia colorida. Durante as exposições, haverá uma programação musical com vários grupos e cantores locais como Davi Valente e Samba Vip.

Fonte: Diário do Nordeste

Homenagem ao mestre

Aderbal Freire Filho, Ernesto Escudeiro, Marcus Miranda, Maria Luiza e Íris Breno, em "Deu Freud Contra" (1965)
Um dos mais expressivos e premiados diretores teatrais do Brasil, o cearense Aderbal Freire Filho vem a Fortaleza, para um bate-papo e um seminário

Para encerrar as festividades dos 45 anos de história do Grupo Teatro Novo, será realizado hoje, às 19 horas, no Foyer do Theatro José de Alencar, um bate-papo com um de seus fundadores, Aderbal Freire Filho. O dramaturgo cearense, radicado no Rio de Janeiro desde 1970, é um dos mais importantes e premiados diretores do País.

De acordo com o ator Sidney Malveira, que atualmente dirige o grupo, a vinda de Aderbal a Fortaleza consiste na última atividade das comemorações que integram o projeto "GTN 45 Encena", contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz de 2009 e o VI Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE).

A partir deste projeto foi possível partilhar, com os artistas e o público em geral, uma história construída de geração em geração por meio de atividades artísticas, que vem sendo desenvolvidas desde outubro do ano passado, como: a oficina de teatro "Aprimorando a percepção do ator", que foi ministrada pela atriz Leuda Bandeira, no Teatro Marcus Miranda, do Centro Cultural Bom Jardim; o lançamento do site http://grupoteatronovo.com.br e a aula-espetáculo "Francisco e Marcus - Nós dois na berlinda", de Ricardo Guilherme, homenagem a Marcus Miranda, realizado no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC).

Memória cultural
"É mais do que justo finalizar as comemorações de 45 anos do Teatro Novo com a presença de Aderbal Freire Filho. O bate-papo de hoje será dividido em dois blocos temáticos. No primeiro, ele vai discorrer sobre as origens do grupo e a história do teatro cearense. Em seguida falará sobre suas experiências cênicas e o teatro contemporâneo", detalha o diretor Sidney Malveira.

Após o bate-papo, o público poderá fazer perguntas ao diretor cearense, que amanhã, também, ministrará o seminário "Arte como Acontecimento" no Teatro do Sesc-Senac Iracema, às 18 horas.

"Promover todas essas ações culturais é preservar a nossa memória, é um investimento em nosso patrimônio imaterial. Estar à frente desse grupo é incrível, inacreditável! E quando lembro que acidentalmente me tornei diretor estreante do espetáculo ´Dorotéia vai a guerra´, dirigindo o ator veterano Marcus Miranda, pude perceber que a minha vida não poderia ser mais a mesma depois daquele instante", diz Malveira.

Teatro Novo
Fundado em Fortaleza, em 1965, pelos atores Marcus Miranda (Praxedinho), Maria Luiza e Aderbal Freire Filho, o Teatro Novo surgiu da necessidade de criar um grupo e implantar uma nova maneira de fazer cênico, diferente do que se podia encontrar em companhias locais e estilos de teatro em Fortaleza, naquela época.

Seu principal idealizador foi Marcus Miranda, um dos atores mais conhecidos do Estado. Ele dedicou integralmente a sua vida às artes cênicas, explorando o seu lado de autor, ator, cenógrafo e diretor, conduzindo o grupo Teatro Novo com muita competência.

Entre as grandes produções realizadas estão os espetáculos "Dona Xepa" (1966), "Uma Janela para o Sol" (1965), "Dois Perdidos Numa Noite Suja (1968), "Soninha Toda Pura" (1969), que formam o quadro de mais de 25 produções encenadas pelo grupo.

Fase atual
Com mais de 40 décadas de atuação, o Teatro Novo passou por diversas fases, ambas marcadas pelo experimentalismo cênico. Na sua atual direção, a companhia montou o espetáculo "Dorotéia Vai à Guerra" (2001), em comemoração aos 50 anos de carreira do ator Marcus Miranda; "Um Minuto de Silêncio" (2002), trazendo de volta aos palcos a "Dama do Teatro Cearense" Antonieta Noronha; "As Bestas" (2003), com as atrizes Leuda Bandeira e Mazé Figueiredo; e "Zona Contaminada" (2004), do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu.

Em 2005,dedicam-se a produção do espetáculo "Tempo de Espera", de Aldo Leite. No ano seguinte, produziu "Anônimos", texto e direção de Sidney Malveira, resultado de pesquisa realizada no Lar de Idosos Torres de Melo, e, ainda, "Eu Ando, Tu Andas... Eles observam", de Dryca Lima, utilizando-se do teatro, da dança e do vídeo para a construção do espetáculo.

No início deste ano, o grupo realiza a Mostra GTN 45 Encena, onde é lançado oficialmente o Catálogo do Grupo e inicia estreia e temporada do espetáculo "Na Contramão do Tempo", que ficou em cartaz durante todo o mês de fevereiro.

"O Teatro Novo vem contribuindo com o cenário cultural cearense na consolidação do fazer teatral, na construção da história de uma cidade, de um povo, de uma cultura, de uma arte. História de realizações pautadas na responsabilidade sócio-cultural, que gerou um quadro de mais de cem integrantes entre atores, técnicos, designers, maquiadores, contra-regras, camareiras e produtores, durante esses anos de construção cênica que se renovam sempre", finaliza Malveira.

Fique por dentro
Teatro poético

Nascido em Fortaleza, em 1941, Aderbal Freire Filho distingue-se entre os demais diretores brasileiros por unir a busca constante por novas formas de teatralidade a uma encenação que prioriza o ator como agente principal da linguagem e da comunicação das ideias do texto. Além de ser um dos responsáveis pela criação do Grupo Teatro Novo, o diretor cearense tem uma trajetória artística bastante produtiva.

Na década de 80, realiza experiências com teatro de rua, em grandes montagens de dramas sacros e também com adaptações para Machado de Assis (1839 - 1908) e Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987). No início da década de 90, dedica-se a personagens históricos, realizando: "Lampião", de sua própria autoria; "O tiro que mudou a história", dele e de Carlos Eduardo Novaes (1991); "Tiradentes, Inconfidência no Rio", dos mesmos autores (1992).

Esse último lhe vale uma encenação ímpar no teatro brasileiro. Por sua longa carreira, pela gama variada de linguagens e projetos cênicos, e pela ênfase à função questionadora do processo de criação teatral, o dramaturgo recebeu o Troféu Sereia de Ouro de 2003.

MAIS INFORMAÇÕES
Bate-papo com Aderbal Freire Filho. Hoje, às 19 horas, no Foyer do Theatro José de Alencar. Amanhã, haverá o seminário "Arte como Acontecimento", às 18 horas, no Sesc-Senac Iracema. Em ambas as ações a entrada é gratuita. Contatos: (85) 3230 3455 ou 3452-9000

ANA CECÍLIA SOARES 
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste