Fonte: Blog AmanaCultura
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Lançamentos Títulos Prêmio Eduardo Campos de Dramaturgia da SECULT
Histórias de Roça: ciranda, cirandinha venham monstros cirandar
de Elias de França
Açucena não é Flor que se Cheire
de Lourival Veras
— ganhadores do Prêmio Literário para Autor (a) Cearense –
Prêmios Eduardo Campos, de DRAMATURGIA, da SECULT/CE —
Lançamento foi realizado no dia 9 de abril de 2011 (sábado) no Teatro Rosa Moraes e os autógrafos aconteceram na Academia de Letras de Crateús, Ceará
Para aquisição de livros e contato com os Autores:
Lourival Veras - lmveras2@hotmail.com – (88-9201.5010)
Sobre as Obras:
Açucena não é flor que se cheire
No meio dos sertões nordestinos, lá nos recônditos, ainda há temas extremamente delicados. Sexualidade é um deles. Para muitos, os gêneros são apenas dois, e basta. Homem é o macho, o provedor, aquele criado com a função primordial de ser o par da mulher. Mulher, por outro lado, é a figura da casa, filha, mãe, esposa... e sem defeitos, que essas figuras não os tem. E quando algum foge a essa lei, é sempre filho de outro, nunca gente de nossa própria prole. Açucena é assim, com gente dos dois gêneros, mas divididos em outros, que ninguém precisa saber. Homens poderosos, brutos, típicos estereótipos do macho, e outros nem tanto. Mulheres femininas, criadas para as prendas domésticas, mas nem todas. Açucena é o "mundo da cidade" invadindo o sertão. São coisas que nunca se viu, embora tenham sempre existido. Peça nascida apenas para suprir um vazio momentâneo de texto da Cia. Os Cara da Arte, de Crateús (CE), acabou caindo no gosto dos atores/atrizes e do público, lotando o teatro em todas as suas apresentações. Premiada no Edital Literário para Autor(a) Cearense, da Secretaria da Cultura do Estado, agora ganha outras possibilidades de divertir mais e diversas platéias. Açucena não é flor que se cheire é como sua protagonista, feito para trazer alegria a todos. Boa leitura, boa montagem, feliz diversão.
Elias de França - escritor
Historias de roça: ciranda, cirandinha venham monstros cirandar
“Botar sentido na roça é proteger as sementes do futuro”. Esta frase do personagem Espantalho resume a mensagem central do texto, que é a atenção que devemos ter com a formação da criança, se quisermos ter uma nação com futuro mais promissor, onde os indivíduos, além de deveres, tenham também direitos assegurados, por exemplo, à saúde, à justiça, enfim, à dignidade humana e à cidadania. Para isso, o autor lança mão de figuras bizarras, conhecidas do universo infantil, de forma concreta ou abstrata, através do folclore, mitos, acalantos e lendas, criadas para assustar as crianças, ou, ainda, fazê-las entender conceitos como: bem/mal, pode/não pode, certo/errado, dominante/dominado... Estas figuras, personificadas nos atores e suas falas e atitudes, irão sutilmente despertar nos expectadores a consciência do “botar sentido no Mundo”, isto é, estar atento e participante. Esta preocupação deve ser constante e, conhecedor desta necessidade, o autor sabiamente se utiliza de figuras atemporais para transmitir sua mensagem. Assim, ao mesmo tempo em que se divertem, estarão diante de algo para além de mero entretenimento, assimilando conceitos que, vivenciados, farão com que mudem para melhor, mudando também o ambiente em que vivem. Montado uma única vez por meninos trabalhadores de Roça de um distrito Rural de Crateús, obtendo três prêmios no Festival de Teatro Estudantil da Cidade, contemplado também no IV Prêmio Domingos Olímpio, em dramaturgia, e agora virando livro com o Prêmio Literário para Autor Cearense da Secult, “Ciranda, Cirandinha, Venham Monstros Cirandar”, como texto, roteiro teatral e como pesquisa do imaginário e das problemáticas infanto-juvenis faz jus ao reconhecimento que tem tido. É uma obra original de raiz e sempre atual. Diríamos mais: é um texto interessantíssimo, oportuníssimo que educa e diverte.
Socorro Bezerra Pinho - jornalista
Fonte: Blog AmanaCULTURA
Lourival Veras - lmveras2@hotmail.com – (88-9201.5010)
Sobre as Obras:
Açucena não é flor que se cheire
No meio dos sertões nordestinos, lá nos recônditos, ainda há temas extremamente delicados. Sexualidade é um deles. Para muitos, os gêneros são apenas dois, e basta. Homem é o macho, o provedor, aquele criado com a função primordial de ser o par da mulher. Mulher, por outro lado, é a figura da casa, filha, mãe, esposa... e sem defeitos, que essas figuras não os tem. E quando algum foge a essa lei, é sempre filho de outro, nunca gente de nossa própria prole. Açucena é assim, com gente dos dois gêneros, mas divididos em outros, que ninguém precisa saber. Homens poderosos, brutos, típicos estereótipos do macho, e outros nem tanto. Mulheres femininas, criadas para as prendas domésticas, mas nem todas. Açucena é o "mundo da cidade" invadindo o sertão. São coisas que nunca se viu, embora tenham sempre existido. Peça nascida apenas para suprir um vazio momentâneo de texto da Cia. Os Cara da Arte, de Crateús (CE), acabou caindo no gosto dos atores/atrizes e do público, lotando o teatro em todas as suas apresentações. Premiada no Edital Literário para Autor(a) Cearense, da Secretaria da Cultura do Estado, agora ganha outras possibilidades de divertir mais e diversas platéias. Açucena não é flor que se cheire é como sua protagonista, feito para trazer alegria a todos. Boa leitura, boa montagem, feliz diversão.
Elias de França - escritor
Historias de roça: ciranda, cirandinha venham monstros cirandar
“Botar sentido na roça é proteger as sementes do futuro”. Esta frase do personagem Espantalho resume a mensagem central do texto, que é a atenção que devemos ter com a formação da criança, se quisermos ter uma nação com futuro mais promissor, onde os indivíduos, além de deveres, tenham também direitos assegurados, por exemplo, à saúde, à justiça, enfim, à dignidade humana e à cidadania. Para isso, o autor lança mão de figuras bizarras, conhecidas do universo infantil, de forma concreta ou abstrata, através do folclore, mitos, acalantos e lendas, criadas para assustar as crianças, ou, ainda, fazê-las entender conceitos como: bem/mal, pode/não pode, certo/errado, dominante/dominado... Estas figuras, personificadas nos atores e suas falas e atitudes, irão sutilmente despertar nos expectadores a consciência do “botar sentido no Mundo”, isto é, estar atento e participante. Esta preocupação deve ser constante e, conhecedor desta necessidade, o autor sabiamente se utiliza de figuras atemporais para transmitir sua mensagem. Assim, ao mesmo tempo em que se divertem, estarão diante de algo para além de mero entretenimento, assimilando conceitos que, vivenciados, farão com que mudem para melhor, mudando também o ambiente em que vivem. Montado uma única vez por meninos trabalhadores de Roça de um distrito Rural de Crateús, obtendo três prêmios no Festival de Teatro Estudantil da Cidade, contemplado também no IV Prêmio Domingos Olímpio, em dramaturgia, e agora virando livro com o Prêmio Literário para Autor Cearense da Secult, “Ciranda, Cirandinha, Venham Monstros Cirandar”, como texto, roteiro teatral e como pesquisa do imaginário e das problemáticas infanto-juvenis faz jus ao reconhecimento que tem tido. É uma obra original de raiz e sempre atual. Diríamos mais: é um texto interessantíssimo, oportuníssimo que educa e diverte.
Socorro Bezerra Pinho - jornalista
Fonte: Blog AmanaCULTURA
domingo, 10 de abril de 2011
Artista visual lança site sobre os brinquedos interativos
Página eletrônica reúne história, cultura, arte e brinquedo do artista visual cearense, Alberto Bernardo
Fortaleza. "Eu queria mesmo era fazer brinquedo e soltar para a meninada". Foi com esta intenção que Alberto Bernardo, artista cearense de 40 anos, 17 deles dedicados a criar, recriar e esculpir brinquedos, começou o seu ofício. Hoje, ele comemora sua caminhada pela cultura popular cearense, artesania e criação de brinquedos, lançando a página eletrônica http://www.albertobernardo.com.br. Neste novo espaço, o internauta poderá conhecer detalhes de sua obra, de sua história e parte do acervo produzido ao longo dos anos.
Ele conta que desde os 14 anos faz brinquedos e somente a partir dos 23 anos de idade começou a viver da sua arte. Tudo começou com um curso de audiovisual oferecido pelo Instituto Dragão do Mar. Através desse curso ele participou de outras três oficinas de brinquedos: duas com o artista Dim, com quem aprendeu oito brinquedos, e uma outra com o Mestre Zezito.
"Quem deu este aval mesmo, foi o Instituto Dragão do Mar. Eles acreditaram nestas duas pessoas. Eles vieram falar do audiovisual e fizeram um trabalho tão bom que deram as oficinas de brinquedo", avalia Alberto. Mas a sua busca por novos conhecimentos não parou por aí. Entre vivências artísticas e pesquisas conceituais, Alberto foi buscar nos santeiros de Canindé as noções de escultura; nas inscrições rupestres, o desenho local; no maracatu, as cores; observar o sol do Ceará, como a grande luz para o seu trabalho; e entre tantas outras manifestações, procurou mergulhar na cultura cearense, sem perder o foco no global: o brinquedo.
Este instrumento lúdico faz parte de todas as culturas. Compõe o imaginário de crianças e adultos. É através dele que o homem conta a sua interação com o mundo. O brinquedo é universal. Apesar de possuir nomes diferentes em diversos países, mantém suas características. Para Alberto, o seu trabalho também é trilhado neste sentido: "é contar a mesma história de forma diferente". Ele diz que procura dar uma nova roupagem aos brinquedos, de forma que gere interesse nos meninos, porque senão "tende a desaparecer, a ficar no esquecimento".
O artista diz, ainda, que o seu trabalho busca "romper com a cultura do descartável", fortalecida pela indústria de consumo. "Escolho uma madeira de qualidade, colhida no momento certo, que não mofa, tem durabilidade. Os meninos tão lá brincando, montando e desmontando os brinquedos. Eles têm durabilidade, foram feito para isso", afirmou o artista.
No menu "Espaço do Brincar", o internauta poderá conferir um acervo criado especialmente para o projeto Espaço de Referência do Brincar, do programa Ceará Cresce Brincando, desenvolvido pelo Unicef, Instituto Stela Naspolini e Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do ceará (APDMCE). Os brinquedos podem ser apreciados nas brinquedotecas de Pedra Branca, Tejuçuoca e Viçosa do Ceará. Além deste acervo, Alberto Bernardo também preparar brinquedos e brincadeiras para ambientar espaços de bibliotecas e escolas. "O Dragão do Mar, por exemplo, adquiriu cinco peças minhas, mais da linha santeira, mas não está exposta, ainda", disse.
Alberto divide seu trabalho basicamente em três linhas: populares, santeiro e mitológicos. A primeira linha aglutina os brinquedos tradicionais: mané gostoso, mais conhecido como trapezista; joão teimoso; os que retratam manifestações culturais, como o forró, entre outros. Na linha santeira, ele reuniu suas esculturas que retratam santos e momentos religiosos, como a Santa Ceia. Já na linha mitológica, ele enquadrou a nova coleção, que vem com brinquedos móbiles, retratando aves, jacarés, por exemplo.
O artista espera, agora, fazer uma exposição inédita, "Pino do meio dia". As esculturas narram vivências típicas do Nordeste brasileiro, com ênfase para os fazeres locais. Ele está buscando patrocínio e local para expor seu trabalho. "Precisa de toda uma estrutura. Não adianta colocar em um lugar, sem luz legal, sem divulgação. A exposição fica em casa".
MAIS INFORMAÇÕES
Alberto Bernardo
http://www.albertobernardo.com.br
E-mail: albertobrinquedos@gmail.comTelefone: (85) 8749.1388
Emanuelle Lobo
Repórter
Fonte: Diário do Nordeste
Fortaleza. "Eu queria mesmo era fazer brinquedo e soltar para a meninada". Foi com esta intenção que Alberto Bernardo, artista cearense de 40 anos, 17 deles dedicados a criar, recriar e esculpir brinquedos, começou o seu ofício. Hoje, ele comemora sua caminhada pela cultura popular cearense, artesania e criação de brinquedos, lançando a página eletrônica http://www.albertobernardo.com.br. Neste novo espaço, o internauta poderá conhecer detalhes de sua obra, de sua história e parte do acervo produzido ao longo dos anos.
![]() |
| Alberto Bernardo diz que parte de sua obra está no site. A nova coleção, baseada na mitologia, tem presença marcante de móbiles articulados e divertidos FOTO: NATINHO RODRIGUES |
"Quem deu este aval mesmo, foi o Instituto Dragão do Mar. Eles acreditaram nestas duas pessoas. Eles vieram falar do audiovisual e fizeram um trabalho tão bom que deram as oficinas de brinquedo", avalia Alberto. Mas a sua busca por novos conhecimentos não parou por aí. Entre vivências artísticas e pesquisas conceituais, Alberto foi buscar nos santeiros de Canindé as noções de escultura; nas inscrições rupestres, o desenho local; no maracatu, as cores; observar o sol do Ceará, como a grande luz para o seu trabalho; e entre tantas outras manifestações, procurou mergulhar na cultura cearense, sem perder o foco no global: o brinquedo.
Este instrumento lúdico faz parte de todas as culturas. Compõe o imaginário de crianças e adultos. É através dele que o homem conta a sua interação com o mundo. O brinquedo é universal. Apesar de possuir nomes diferentes em diversos países, mantém suas características. Para Alberto, o seu trabalho também é trilhado neste sentido: "é contar a mesma história de forma diferente". Ele diz que procura dar uma nova roupagem aos brinquedos, de forma que gere interesse nos meninos, porque senão "tende a desaparecer, a ficar no esquecimento".
O artista diz, ainda, que o seu trabalho busca "romper com a cultura do descartável", fortalecida pela indústria de consumo. "Escolho uma madeira de qualidade, colhida no momento certo, que não mofa, tem durabilidade. Os meninos tão lá brincando, montando e desmontando os brinquedos. Eles têm durabilidade, foram feito para isso", afirmou o artista.
No menu "Espaço do Brincar", o internauta poderá conferir um acervo criado especialmente para o projeto Espaço de Referência do Brincar, do programa Ceará Cresce Brincando, desenvolvido pelo Unicef, Instituto Stela Naspolini e Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do ceará (APDMCE). Os brinquedos podem ser apreciados nas brinquedotecas de Pedra Branca, Tejuçuoca e Viçosa do Ceará. Além deste acervo, Alberto Bernardo também preparar brinquedos e brincadeiras para ambientar espaços de bibliotecas e escolas. "O Dragão do Mar, por exemplo, adquiriu cinco peças minhas, mais da linha santeira, mas não está exposta, ainda", disse.
Alberto divide seu trabalho basicamente em três linhas: populares, santeiro e mitológicos. A primeira linha aglutina os brinquedos tradicionais: mané gostoso, mais conhecido como trapezista; joão teimoso; os que retratam manifestações culturais, como o forró, entre outros. Na linha santeira, ele reuniu suas esculturas que retratam santos e momentos religiosos, como a Santa Ceia. Já na linha mitológica, ele enquadrou a nova coleção, que vem com brinquedos móbiles, retratando aves, jacarés, por exemplo.
O artista espera, agora, fazer uma exposição inédita, "Pino do meio dia". As esculturas narram vivências típicas do Nordeste brasileiro, com ênfase para os fazeres locais. Ele está buscando patrocínio e local para expor seu trabalho. "Precisa de toda uma estrutura. Não adianta colocar em um lugar, sem luz legal, sem divulgação. A exposição fica em casa".
MAIS INFORMAÇÕES
Alberto Bernardo
http://www.albertobernardo.com.br
E-mail: albertobrinquedos@gmail.comTelefone: (85) 8749.1388
Emanuelle Lobo
Repórter
Fonte: Diário do Nordeste
Chico Anysio - Inclinações musicais
Mais conhecido como humorista, Chico Anysio também se destaca na MPB onde é parceiro de sua mãe Haydée Paula, Dolores Duran, Nonato Luiz Arnaud Rodrigues, entre outros
Francisco Anysio de Paula, apesar de ser mais popular por seus papéis humorísticos, também é compositor e escreveu seu nome na música popular brasileira através das parcerias com sua mãe, Haydée de Paula, Dolores Duran, Rubens Silva, Raul Sampaio, João Roberto Kelly, Nonato Buzar, Durval Ferreira, S. Valentim, Arnaud Rodrigues, Benito di Paula, Ary Toledo e, mais recentemente com o conterrâneo Nonato Luiz.
Rádio
O artista nascido em Maranguape, iniciou sua trajetória na década de 50, já no Rio de Janeiro, como ator e redator de programas humorísticos na emissora carioca Rádio Mayrink Veiga. Em 1954, com os parceiros Rubens Silva e Raul Sampaio, Chico Anysio criou a marcha carnavalesca "Guarda chuva de pobre", registrada com bastante sucesso pelo grupo cearense Vocalistas Tropicais, na gravadora Continental. A composição foi eleita em 1955, por uma comissão especializada, numa votação no Teatro João Caetano, como uma das dez marchinhas mais populares no período momino daquele ano.
Em 1956, a então consagrada cantora e compositora Dolores Duran(1930 - 1959), conhecida por criar e cantar o samba-canção dor-de-cotovelo, gravou com sucesso o baião, que era também um ritmo da moda, "A fia de Chico Brito", criação do cearense, no seu LP "Estrada da saudade".
Baiões
Depois, em 1959, a mesma Dolores registrou um LP com o título "Esse Norte é minha sorte", no qual emprestou sua voz e incluiu gêneros essencialmente nordestinos. No disco, canções com letra e música de Chico Anysio, "Zefa cangaceira", e "Não se avexe não" e "Tá nascendo fio", assinadas por ele e Haydée de Paula, e "Prece de vitalina", parceria de Dolores Duran e Chico.
No primeiro ano da década de 1960, Chico Anysio estreou com cantor e gravou pela gravadora Todamérica as marchinhas carnavalescas "Não sou de nada" e "Eu sou durão", as duas da consagrada parcerias dos compositores Bruno Marnet e Mário Lago. Ao lado do músico carioca João Roberto Kelly o letrista cearense assinou em 1965 a marcha "Rancho da Praça Onze", interpretada pela estrela Dalva de Oliveira, a qual imediatamente virou hit popular do ano e até hoje é sucesso no período do carnaval. Três anos depois, em 1968, o compositor cearense teve uma parceira sua com o cantor, compositor , teatrólogo e também humorista Ary Toledo, a música "A Família", classificado em terceiro lugar pelo júri popular do IV Festival de Música Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo. A composição foi interpretada pelo cantor paulista Jair Rodrigues.
Década de 70
Atuando sempre em paralelo como humorista, ator, e escritor, trabalhando em apresentações na televisão e nos palcos, Chico Anysio tinha a música sempre como uma companheira. Na década de 1970, ele assinou em parceria com cantor, compositor e músico maranhense radicado no Rio de Janeiro, Nonato Buzar o samba "Rio antigo", no qual resgata algumas histórias da cultura e da boêmia carioca do passado, sucesso popular até hoje no repertório da cantora Alcione.
Como intérprete, o artista de Maranguape também utilizou o seu talento de comediante para alguns discos nos quais encarna seus personagens popularizados em programas de televisivos. Entre eles o versátil Azambuja, o famoso jogador de futebol Coalhada e o antigo "speaker" de rádio, com locução empostada, Roberval Taylor, todos, com suas vozes e bordões característicos.
Baiano & Novos Caetanos
Em dupla com o cantor, compositor e músico Arnaud Rodrigues, seu parceiro mais constantes nessa época, lançou em 1974 o grupo Baiano e os Novos Caetanos. Era uma sátira visual e vocal das apresentações de Caetano Veloso e o conjunto Novos Baianos, muito popular na época, e que revelou para a música popular brasileiras artistas do nível de Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Baby Consuelo e Pepeu Gomes.
Composições interpretadas por "Baiano & Novos Caetanos" se tornaram muito conhecidas dos discos lançados pelo grupo. Entre elas, "Eu vou batê pa tú", "Véio Zuza, "Urubu tá com raivado boi", "Selva de feras", "Ciranda" e Folia de Reis". Em 1976, devido ao sucesso que acontecia no programa Chico City da Rede Globo de Televisão, o artista cearense dedicou uma álbum para o personagem radialista Roberval Taylor. O então LP foi disponibilizado pela Som Livre e teve o auxílio luxuoso de artistas da música popular do porte de Carlos Alberto, Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, Betinho, entre outros.
Nonato Luiz
O talentoso artista cearense Chico Anysio, além dos amigos já citados, também é parceiro do sambista fluminense Benito Di Paula, com quem criou "De quem é essa morena". Mais recentemente, a partir da primeira metade da década de 90, o letrista compõe também com Nonato Luiz.
O instrumentista lembra do primeiro encontro com o humorista: "Conheci o Chico Anysio na casa da Lilibeth Monteiro e logo ficamos amigos. Como havia levado o violão, mostrei minhas músicas e ele já foi letrando algumas. Enquanto eu tocava a melodia, ele ia colocando as palavras. Depois, fomos a um estúdio em Botafogo e fizemos algumas gravações ainda em fitas cassetes. Creio que, nessa época, foram umas 15 músicas, todas ainda inéditas".
NELSON AUGUSTO
REPÓRTER
Francisco Anysio de Paula, apesar de ser mais popular por seus papéis humorísticos, também é compositor e escreveu seu nome na música popular brasileira através das parcerias com sua mãe, Haydée de Paula, Dolores Duran, Rubens Silva, Raul Sampaio, João Roberto Kelly, Nonato Buzar, Durval Ferreira, S. Valentim, Arnaud Rodrigues, Benito di Paula, Ary Toledo e, mais recentemente com o conterrâneo Nonato Luiz.
Rádio
O artista nascido em Maranguape, iniciou sua trajetória na década de 50, já no Rio de Janeiro, como ator e redator de programas humorísticos na emissora carioca Rádio Mayrink Veiga. Em 1954, com os parceiros Rubens Silva e Raul Sampaio, Chico Anysio criou a marcha carnavalesca "Guarda chuva de pobre", registrada com bastante sucesso pelo grupo cearense Vocalistas Tropicais, na gravadora Continental. A composição foi eleita em 1955, por uma comissão especializada, numa votação no Teatro João Caetano, como uma das dez marchinhas mais populares no período momino daquele ano.
Em 1956, a então consagrada cantora e compositora Dolores Duran(1930 - 1959), conhecida por criar e cantar o samba-canção dor-de-cotovelo, gravou com sucesso o baião, que era também um ritmo da moda, "A fia de Chico Brito", criação do cearense, no seu LP "Estrada da saudade".
![]() |
| Capa do compacto duplo com os sucessos de Baiano & Novos Caetanos, criado por Chico Anysio e Arnaud Rodrigues parodiando Caetano Veloso e os Novos Baianos |
Depois, em 1959, a mesma Dolores registrou um LP com o título "Esse Norte é minha sorte", no qual emprestou sua voz e incluiu gêneros essencialmente nordestinos. No disco, canções com letra e música de Chico Anysio, "Zefa cangaceira", e "Não se avexe não" e "Tá nascendo fio", assinadas por ele e Haydée de Paula, e "Prece de vitalina", parceria de Dolores Duran e Chico.
No primeiro ano da década de 1960, Chico Anysio estreou com cantor e gravou pela gravadora Todamérica as marchinhas carnavalescas "Não sou de nada" e "Eu sou durão", as duas da consagrada parcerias dos compositores Bruno Marnet e Mário Lago. Ao lado do músico carioca João Roberto Kelly o letrista cearense assinou em 1965 a marcha "Rancho da Praça Onze", interpretada pela estrela Dalva de Oliveira, a qual imediatamente virou hit popular do ano e até hoje é sucesso no período do carnaval. Três anos depois, em 1968, o compositor cearense teve uma parceira sua com o cantor, compositor , teatrólogo e também humorista Ary Toledo, a música "A Família", classificado em terceiro lugar pelo júri popular do IV Festival de Música Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo. A composição foi interpretada pelo cantor paulista Jair Rodrigues.
Década de 70
Atuando sempre em paralelo como humorista, ator, e escritor, trabalhando em apresentações na televisão e nos palcos, Chico Anysio tinha a música sempre como uma companheira. Na década de 1970, ele assinou em parceria com cantor, compositor e músico maranhense radicado no Rio de Janeiro, Nonato Buzar o samba "Rio antigo", no qual resgata algumas histórias da cultura e da boêmia carioca do passado, sucesso popular até hoje no repertório da cantora Alcione.
Como intérprete, o artista de Maranguape também utilizou o seu talento de comediante para alguns discos nos quais encarna seus personagens popularizados em programas de televisivos. Entre eles o versátil Azambuja, o famoso jogador de futebol Coalhada e o antigo "speaker" de rádio, com locução empostada, Roberval Taylor, todos, com suas vozes e bordões característicos.
![]() |
| Capa do compacto duplo com os sucessos de Baiano & Novos Caetanos, criado por Chico Anysio e Arnaud Rodrigues parodiando Caetano Veloso e os Novos Baianos |
Em dupla com o cantor, compositor e músico Arnaud Rodrigues, seu parceiro mais constantes nessa época, lançou em 1974 o grupo Baiano e os Novos Caetanos. Era uma sátira visual e vocal das apresentações de Caetano Veloso e o conjunto Novos Baianos, muito popular na época, e que revelou para a música popular brasileiras artistas do nível de Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Baby Consuelo e Pepeu Gomes.
Composições interpretadas por "Baiano & Novos Caetanos" se tornaram muito conhecidas dos discos lançados pelo grupo. Entre elas, "Eu vou batê pa tú", "Véio Zuza, "Urubu tá com raivado boi", "Selva de feras", "Ciranda" e Folia de Reis". Em 1976, devido ao sucesso que acontecia no programa Chico City da Rede Globo de Televisão, o artista cearense dedicou uma álbum para o personagem radialista Roberval Taylor. O então LP foi disponibilizado pela Som Livre e teve o auxílio luxuoso de artistas da música popular do porte de Carlos Alberto, Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, Betinho, entre outros.
Nonato Luiz
O talentoso artista cearense Chico Anysio, além dos amigos já citados, também é parceiro do sambista fluminense Benito Di Paula, com quem criou "De quem é essa morena". Mais recentemente, a partir da primeira metade da década de 90, o letrista compõe também com Nonato Luiz.
O instrumentista lembra do primeiro encontro com o humorista: "Conheci o Chico Anysio na casa da Lilibeth Monteiro e logo ficamos amigos. Como havia levado o violão, mostrei minhas músicas e ele já foi letrando algumas. Enquanto eu tocava a melodia, ele ia colocando as palavras. Depois, fomos a um estúdio em Botafogo e fizemos algumas gravações ainda em fitas cassetes. Creio que, nessa época, foram umas 15 músicas, todas ainda inéditas".
NELSON AUGUSTO
REPÓRTER
Fonte: Diário do Nordeste
A herança do riso
Os humoristas cearenses se reúnem numa grande festa para comemorar o dia dedicado à sua arte, 12 de abril, aniversário do mestre Chico Anysio. O projeto envolve 40 artistas, em apresentações gratuitas por toda a Capital
Pela oitava vez, os artistas do riso se juntam para festejar o Dia do Humorista, que será comemorado na próxima terça-feira, numa atividade especial, que promete arrancar muitos risos e possibilitar ao público em geral assistir a bons e variados shows de humor. O evento "Uma Semana de Humor", a ser realizado entre os dias 12 a 18 de abril, reunirá 40 comediantes logo no primeiro dia de ação. Após a abertura, quatro comediantes diferentes por dia se apresentarão por diversos bairros de Fortaleza.
Evento
De acordo com o comediante e um dos organizadores do evento, Jader Soares (o Zebrinha), as homenagens, tanto ao Dia do Humorista como aos 80 anos de Chico Anysio, começaram com o XXIII Festival de Mentiras do Ceará, realizado no início deste mês, onde foi escolhido pelo público, debaixo do "Cajueiro Botador", na Praça do Ferreira, o "maior mentiroso do ano".
"O mês de abril é de festa para todos nós. São muitas as atividades previstas que se encerrarão apenas no dia 28, o dia da Sogra, uma figura carimbada nas piadas. Nesse momento a programação acontecerá no Teatro Chico Anysio. Lá, dez humoristas contarão exclusivamente piadas de sogra", diz.
Dentre os humoristas confirmados estarão presentes: Froxilda Fofolete, Severina Guet, Superedson, Daniel, Luan Damasceno e Lezadim, Sparguet, Veia Cômica, Zeca Estrada, Zebrinha, Megdal, Delegado e Zé Bolão, Colorau, Neurlândio, Gente Fina, Marmita e Marmitinha, Tom Leite, Francisquinha, Rosinete, Esquema, Mexerico, Oscabrito, Maestro Seraphim, Manguaça, Paçoca e Fubá e Pepeta, Chocolate e Zé das Tapiocas.
O Dia do Humorista integra as comemorações do aniversário dos 285 anos da Capital cearense, promovido pela Prefeitura Municipal da Fortaleza, por meio de sua Secretaria de Cultura (Secultfor). E conta, ainda, com a realização do Escritório do Riso.
PROGRAMAÇÃO
Dia 12 - Apresentações na Praça do Ferreira, das 16 horas às 21 horas
Dia 13 - Apresentações na Praça Valdir Campos - Conjunto Polar, das 19 horas às 22 horas
Dia 14 - Aapresentações na Praça do Mirante, das 19 horas às 22 horas
Dia 15 - Apresentações na Praça do Bairro João XXIII, das 19 horas às 22 horas
Dia 16 - apresentações na Praça do Jardim América, das 19 horas às 22 horas
Dia 17 - Apresentações no Campo do Jonhnatan (TV Álvaro Chaves, 300 - Mondubim Sul)
Dia 18 - Apresentações na Quadra do Conjunto Rosa Luxemburgo, das 19 horas às 22 horas
Fonte: Diário do Nordeste
![]() |
| Froxilda Fofolete é um dos 40 humoristas cearenses confirmados para a programação do evento "Uma Semana de Humor", em homenagem a Chico Anysio FOTO: CLEBER FERNANDES |
Evento
De acordo com o comediante e um dos organizadores do evento, Jader Soares (o Zebrinha), as homenagens, tanto ao Dia do Humorista como aos 80 anos de Chico Anysio, começaram com o XXIII Festival de Mentiras do Ceará, realizado no início deste mês, onde foi escolhido pelo público, debaixo do "Cajueiro Botador", na Praça do Ferreira, o "maior mentiroso do ano".
"O mês de abril é de festa para todos nós. São muitas as atividades previstas que se encerrarão apenas no dia 28, o dia da Sogra, uma figura carimbada nas piadas. Nesse momento a programação acontecerá no Teatro Chico Anysio. Lá, dez humoristas contarão exclusivamente piadas de sogra", diz.
Dentre os humoristas confirmados estarão presentes: Froxilda Fofolete, Severina Guet, Superedson, Daniel, Luan Damasceno e Lezadim, Sparguet, Veia Cômica, Zeca Estrada, Zebrinha, Megdal, Delegado e Zé Bolão, Colorau, Neurlândio, Gente Fina, Marmita e Marmitinha, Tom Leite, Francisquinha, Rosinete, Esquema, Mexerico, Oscabrito, Maestro Seraphim, Manguaça, Paçoca e Fubá e Pepeta, Chocolate e Zé das Tapiocas.
![]() |
| Tom Leite também tem presença garantida. De 12 a 18 abril, haverá apresentações em diversos bairros da Capital FOTO: CLEBER FERNANDES |
PROGRAMAÇÃO
Dia 12 - Apresentações na Praça do Ferreira, das 16 horas às 21 horas
Dia 13 - Apresentações na Praça Valdir Campos - Conjunto Polar, das 19 horas às 22 horas
Dia 14 - Aapresentações na Praça do Mirante, das 19 horas às 22 horas
Dia 15 - Apresentações na Praça do Bairro João XXIII, das 19 horas às 22 horas
Dia 16 - apresentações na Praça do Jardim América, das 19 horas às 22 horas
Dia 17 - Apresentações no Campo do Jonhnatan (TV Álvaro Chaves, 300 - Mondubim Sul)
Dia 18 - Apresentações na Quadra do Conjunto Rosa Luxemburgo, das 19 horas às 22 horas
Fonte: Diário do Nordeste
Assinar:
Postagens (Atom)







