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quarta-feira, 7 de junho de 2017

César Augusto Mello



Nasceu no dia 13 de outubro de 1966 na cidade de Acaraú Ceará no Hospital e Maternidade Dr Moura Ferreira, filho de Agostinho de Araújo Melo natural de Espraiado Acaraú e D. Philomena Pereira de Melo natural de Lagoa Salgada Acaraú.

Deu inicio aos estudos em 1971 no Grupo Escolar Padre Antônio Tomás concluindo o jardim da infância em seguida sua mãe lhe matriculou na Escola Tomás Pompeu de Sousa Brasil onde permaneceu até 1978, quando foi transferido para o Ginásio São José onde estudou até a 7ª série.   

Em 1980 com a morte de seu pai teve que abondonar os estudo não concluindo o ensino fundamental. Em 1984 casou-se com a jovem com Francisca Marques dos Santos com quem teve 5 filhas logo, em seguida 1985 serviu o Exército no TG 10. 018.

Trabalhou por algum tempo como garçon, mais há muito tem prestado serviço ao municipio como guarda municipal concursado do primeiro concurso.

Apesar de pouco estudo mais sempre um apaixonado pela leitura adquiriu conhecimento através da mesma que o incentivou a escrever literatura de cordel poesias populares, buscou os costumes de sua terra e de seu povo e hoje presta homenagens e faz dedicatórias para aqueles que mais têm contribuido para o bom andamento do nosso municipio. Hoje com algumas dezenas de cordeis que contam histórias dessa terra também, outras que adverte a população contra o uso de drogas. Vem fazendo palestras gratuitamente nas escolas. Crente pentecostal da Assembléia de Deus Templo Central de Acaraú.

Foto: Facebook

terça-feira, 24 de abril de 2012

Primeiros Carnavais de Acaraú

 Banda Tremembé 

Se as férias de minha infância tinham o sabor salgado da Gamboa os primeiros carnavais de minha adolescência tiveram lugar no clube social perto do grupo e no Açude Bau.

O carnaval do Acaraú começava ainda na rodoviária do Antônio Bezerra, no ônibus da Redenção, invariavelmente lotado, a rapaziada viajando em pé, dando assento aos mais velhos e às meninas. Alguém imagina que havia reclamação?

Que nada! Ninguém parava quieto, cantava e bebia a viagem inteira, numa confraternização completa, todo mundo acabava se conhecendo, sem falar nas inevitáveis paqueras. O coitado do motorista era a vítima favorita do “Se essa p. não virar, eu chego lá”. Houve uma vez que chegou a parar o ônibus no meio da estrada e ameaçou botar os “arruaceiros” para fora.

Era pura diversão. Quando a gente chegava à cidade dava até vontade de não descer do ônibus. Invariavelmente tinha alguém mandado por Vô Santos para nos ajudar com as malas e antes de continuar a folia tínhamos a gostosa obrigação de pedir sua benção. A noite era uma criança e o Canecão nos esperava, bem como as namoradas em potencial.

De madrugada quando chegávamos a casa encontrávamos nossas redes já armadas no corredor ou na varanda. Pela manhã depois do café reforçado com rosca e leite puro da vacaria do Manoel Roberto, visitámos Vovô no mercado. A visita era rápida, pois o Bau nos esperava para o banho de açude.

Lá encontrávamos o Tio Vicente Javan, um dos maestros do meu carnaval, junto com os primos e amigos. A cerveja se misturava com as piadas e gozações fazendo o dia passar ligeiro.

Aos domingos e terças havia o imperdível Bloco das Bichas, momento mais democrático e irreverente de toda a festa momina. Ao assumirem momentaneamente a nem sempre tão graciosa condição de mulher, velhos e meninos, ricos e pobres se misturavam para celebrar a vida sem preconceitos de sexo ou condição social.

Finda a tarde era a hora do repouso para a noite no clube. Saudade da querida “Casa de Farinha”. Mestre André e sua banda animava a noite com as famosas e eternas marchinhas e sambas. Cansei de subir no palco e, para alívio e descanso do cantor, cantar até a goela secar e ter de reabastecer as baterias.

A bebida preferida era a Cuba Libre, mais barata e de mais pegada. Cerveja era só para hidratar vez ou outra. Foi numa dessas noites que dei minha primeira cheirada em um lança perfume, que acabara de ser proibido. Dois guardas vieram confiscar o produto, mas o Tio Vicente, ou teria sido o Paulo Pinto, avisou ao delegado que, sentado numa mesa vizinha a nossa, vez ou outra se servia do nosso perfume cheiroso.

Prontamente o delegado despachou os guardas dizendo que eles cuidassem dali para lá; para cá era com ele próprio. Quanta loucura que nunca terminava mal. Vez ou outra uma pequena confusão, as eventuais escaramuças entre adversários políticos, tudo sem sérias consequências. Chegávamos com o sol já nascendo, caíamos na rede sonhando com o dia seguinte, invariavelmente igual, rotineiramente alegre e maravilhoso.

O clube e o Bau fecharam e tudo mudou, mas aí é outra história que talvez conta mais tarde.

Fonte: Teúnes Andrade Filho-Blog Acaraú vivendo e aprendendo

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Relógios da Torre da Matriz de Acaraú poderá voltar a funcionar


Técnicos estiveram visitando nesta quarta feira (18), as engrenagens que movem os ponteiros dos quatro relógios da torre da nossa Paróquia.

Devido ao grande tempo de existência do relógio, existem algumas peças que precisam de reparos, segundo os técnicos tudo é uma questão de tempo para que tudo volte a funcionar.




O relógio foi fabricado em Juazeiro do Norte no ano de 1944 e personalizado com o nome da Paróquia de Acaraú e de Monsenhor Sabino, Pároco daquela época.


Fonte: Blog Paróquia de Acaraú

terça-feira, 20 de março de 2012

Agostinho Balmes Odisio

Agostinho Balmes Odísio foi oratoriano e aluno da Escola Profissional Domingos Sávio, em Turim, na Itália, e conheceu Dom Bosco. O Santo dos Jovens marcou profundamente a vida do escultor, discípulo de Rodin que deixou a terra natal para espalhar sua arte pelo Brasil. 
 
01Agostinho Balmes Odísio Foto: Divulgação
Animado pelos 70 anos de fundação da igreja matriz da Paróquia do Senhor Bom Jesus do Monte, em Piracicaba, SP, iniciei em 2007 uma pesquisa detalhada sobre sua história. Descobri que o Cristo Redentor da torre da igreja foi esculpido por Agostinho Balmes Odísio, que residia em Limeira, SP. A imagem, de 5m de altura, de cimento armado, começou a ser montada por ele em 19 de abril de 1932 e foi inaugurada entre os dias 5 a 15 de novembro do mesmo ano. Até então, pensava que o autor da obra era um escultor qualquer, de uma cidade vizinha.
02 Foto: Divulgação
As coisas começaram a ficar surpreendentes depois que conheci a neta de Agostinho, Vera Odísio Siqueira, que esteve em Piracicaba em 2007 em busca de informações sobre a obra de seu avô para um livro que estava escrevendo. Recebi em agosto de 2011 um exemplar do livro De Dom Bosco a Padre Cícero, lançado no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, CE, em 19 de julho de 2011.
Confesso que fiquei impressionado com a saga desse ex-aluno de Dom Bosco e com as junções históricas e as coincidências com a Família Salesiana, na Itália e no Brasil. Prova de que Dom Bosco e Maria Auxiliadora agem nas pessoas com a sabedoria que transcende os dias, os anos, os séculos.
Ex-aluno de Dom Bosco - Agostinho nasceu em 1º de maio de 1881, em Turim, Itália. Estudou na Escola Profissional Domingos Sávio, fundada por Dom Bosco; serviu na Companhia dos Bersaglieris e integrou a banda do primeiro Oratório Festivo de Dom Bosco, em Valdocco. Sim, ele conheceu São João Bosco em vida e, aos 7 anos, ele e sua mãe Maria foram ao enterro de Dom Bosco, que faleceu aos 72 anos, em 31 de janeiro de 1888.
03 Vera Odísio Siqueira - Neta de Agostinho Balmes Odísio Foto: Divulgação
Ao deixar a Itália, em 1913, seu destino era Buenos Aires, na Argentina, onde residia seu único irmão. Porém, o navio aportou em Santos, SP, onde Agostinho conheceu Natale Frateschi, imigrante italiano da cidade de Lucca, dono de uma loja de Armador e Marmoraria em Franca. Frateschi logo ofereceu ao já então conhecido artista italiano oportunidade de trabalho. Na cidade de Franca, Agostinho conheceu Dosolina, uma das filhas de Natale, com quem se casou. Da união nasceram sete filhos, dois homens e cinco mulheres.
Franca foi a primeira cidade paulista a ganhar obras de Agostinho. Depois vieram São Paulo, Campinas, Caçapava, Guaratinguetá, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Pindamonhangaba e São José dos Campos, entre outras. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, passou por Camanducaia, Itajubá, Juiz de Fora, Ouro Fino, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Santos Dumont, Três Corações, Uberaba e muitas outras. Em 1934, mudou-se para o Ceará. Deixou sua obra registrada em mais de 30 cidades, entre elas Juazeiro do Norte (terra de Padre Cícero) e a capital Fortaleza. Pelo Nordeste, circulou ainda nos estados da Paraíba e do Piauí.
Dom Bosco e Padre Cícero - No Brasil, Agostinho tornou-se um dos fieis defensores e seguidores de padre Cícero, conselheiro e guia espiritual do povo do sertão, que destinou seus bens aos Salesianos para que dessem continuidade ao seu trabalho. Dom Bosco e padre Cícero foram duas grandes influências na vida de Agostinho. Na página 19 do livro encontramos a evidência: "Sua formação foi guiada pelos Salesianos e ele sempre manteve uma ligação forte com Dom Bosco, procurando, em toda a cidade que morava ou trabalhava, a família salesiana. Em Fortaleza, sua oficina tinha o nome de Dom Bosco com uma imagem na fachada".
A genialidade de Agostinho ficou mesmo registrada na escultura e na arte sacra. Mas ele atuou também em outras áreas. Como arquiteto e engenheiro, projetou, construiu e reformou igrejas e logradouros públicos. Escreveu ainda peças teatrais e óperas.
Antes de vir para o Brasil, já era um artista reconhecido na Itália. Em 1912, esculpiu o busto de Vittorio Emanuelle II, no Palazzio Venezia (Roma), obra com a qual conquistou o primeiro lugar de um concurso e uma bolsa de estudos na França. Estudou na Escola de Belas Artes e Arquitetura de Paris, onde foi discípulo de Auguste Rodin, um dos maiores escultores da nossa história. Em sua terra natal, deixou belas obras, como o nicho em homenagem a Dom Bosco na Escola Profissional Domingos Sávio e trabalhos na Igreja de São Genésio, magnífico templo da região do Piemonte.
Não tinha o hábito de assinar suas obras, o que, segundo sua neta, dificultou um pouco o mapeamento de sua produção. Agostinho faleceu em 29 de agosto de 1948, deixando importante patrimônio histórico e cultural para o Brasil.
Marcos Antonio Vanceto
Fonte: Boletim Salesiano

segunda-feira, 5 de março de 2012

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Poeta Nicodemos Araújo foi homenageado em Acaraú


Numa noite de bela homenagem ao poeta Nicodemos Araújo, promovida pela Secretaria de Cultura e Turismo de Acaraú que tem a frente o jovem Wandick Mesquita, e realizada no auditório da EEEP Marta Maria Giffoni de Sousa, os convidados e visitantes tiveram o prazer de conhecer um pouco mais sobre a historia do poeta e historiador que nasceu na então vila de Santa Cruz, em 10 de março de 1905, hoje, cidade de Bela Cruz.

Nicodemos Araujo escreveu valiosos trabalhos sobre a região norte do Ceará, notadamente sobre Bela Cruz e Acaraú. O poeta é autor de 12 livros de poesias, 12 de historia, com incursão pelo teatro, biografia e genealogia.


Obras estas que pôde ser conferida com a exposição do acervo bibliográfico, arquivo fotográfico, medalhas condecorativas e objetos (caneta, óculos, relógio, prato, bolsa e paletó) de propriedade do poeta Nicodemos Araújo que pertenceu a Academia Sobralense de Estudos e Letras, Academia Cearense de Letras, Academia de Letras Municipais do Brasil a União Brasileira de Escritores. Nicodemos Araújo faleceu há exatos 12 anos, 23 de Junho de 1999.


Durante a homenagem ocorreu o I Encontro de Escritores do Vale do Acaraú, oportunidade em que personalidades da região e do estado receberam o Troféu Nicodemos Araújo de reconhecimento cultural. Ao evento estiveram presentes vários escritores e poetas da região, políticos, secretários municipais, jornalistas, radialistas, educadores e estudante. Entre os presentes, compareceram a Sra. Conceição Tomaz, sobrinha do poeta acarauente, considerado o Príncipe dos Poetas, o Padre Antônio Tomaz, e o professor Ambrósio, da Universidade Estadual Vale do Acaraú, representando o homenageado Vicente de Freitas.
Houve a apresentação da Banda de Música Municipal Maestro Milton Gomes, além de apresentação do Quinteto da Banda Municipal de Cruz que recepcionou os presentes, os músicos que entoaram músicas clássicas, além do Hino de Acaraú (letra de Nicodemos Araújo).


Foram homenageados com o Troféu Nicodemos Araújo, o escritor e professor Dimas Carvalho; o pesquisador e comerciante Lucivan Rios (Totó Rios); o bispo de Limoeiro do Norte, Dom Edmilson Cruz; o cordelista José de Fátima Silva; o primeiro Secretário de Cultura de Acaraú, Francisco José Ferreira Gomes; e o escritor Vicente Freitas. No final do evento, houve ainda a palestra “O papel do escritor nos dias de hoje”, ministrada pelo professor José Luis Lira, advogado, escritor e membro da Academia Cearense de Letras.

O Secretário de Cultura e Turismo de Acaraú, Wandick Mesquita, ressaltou que o evento é muito importante para o resgate cultural, uma vez que leva “os grandes vultos da cultura a trocarem experiência com os mais jovens, que passam a conhecer um pouco mais dos que se destacam no campo cultural, além do evento ser um importante passo na valorização do patrimônio histórico-cultural”. O secretario ressaltou ainda que “nem todo esforço seria o bastante para homenagear os escritores premiados, de tão grande importância histórico-cultural, além da importância em se lembrar e homenagear personagens tão fundamentais a nossa região, como Nicodemos Araújo”.

A solenidade foi encerrada com uma homenagem a Nicodemos Araújo, com cordel escrito pelo poeta José de Fátima intitulado “Eternas saudades, Manuel Nicodemos Araújo”.

A partir do dia de hoje, 23/06, a exposição sobre Nicodemos Araújo ficará aberta a visitação na Biblioteca Pública que leva o seu nome, situada na Rua Major Coelho, s/n, no Centro do Município, em frente à Praça do Colégio Virgem Poderosa. O horário de visitação é de 7h30min às 11h30min e de 13h30min as 21h.

I Encontro de Escritores homenageou Nicodemos Araújo

Poetas, memorialistas e pesquisadores naturais da região do Baixo Acaraú receberam na última quarta-feira (22/6) o Troféu Nicodemos Araújo, pelo reconhecimento dos relevantes serviços prestados à cultura da região no I Encontro de Escritores do Vale do Acaraú. O evento foi promovido pela Prefeitura Municipal de Acaraú, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo. O grande homenageado da solenidade foi o poeta e pesquisador belacruzense Nicodemos Araújo (1905-1999), que dispõe de uma vasta obra entre poesia, peças de teatro, história e obras memorialistas. Exposição com acervo bibliográfico, medalhas condecorativas e fotografias ficaram expostas nos corredores da Escola Estadual Profissionalizante Marta Maria Giffoni de Sousa, no bairro Mons. Edson Magalhães, em Acaraú.

Receberam o Troféu Nicodemos Araújo as seguintes personalidades: o professor e escritor acarauense Dimas Carvalho (neto de Nicodemos Araújo); o bispo de Limoeiro do Norte, Dom Edmilson da Cruz (natural de Aranaú, distrito de Acaraú); o pesquisador acarauense Lucivan Rios (Totó Rios); o poeta e diretor do Museu Vicente de Paula Rios, José de Fátima, natural de Itarema; o advogado e escritor acarauense, que foi o primeiro Secretário de Cultura de Acaraú, Francisco José Ferreira Gomes (filho João Jaime Ferreira Gomes); e o poeta, cronista e caricaturista belacruzense Vicente de Freitas.

Ao receber o troféu, o escritor Dimas Carvalho, emocionado pela homenagem, defendeu a necessidade de “manter-se acesa a tocha que foi a produção de Nicodemos Araújo relativa à história, teatro e jornalismo para que os jovens das atuais gerações possam ter consciência da importância de meu avô para a história e a cultura do Vale do Acaraú”.

O Secretário de Cultura e Turismo de Acaraú, Wandick Mesquita, ressaltou que o evento é muito importante para o resgate cultural, uma vez que leva “os grandes vultos da cultura a trocarem experiência com os mais jovens, que passam a conhecer um pouco mais dos que se destacam no campo cultural, além do evento ser um importante passo na valorização do patrimônio histórico-cultural”.

O Secretário, jubiloso por ser o primeiro a promover o I Encontro de Escritores do Vale do Acaraú, ressaltou que “nem todo esforço seria o bastante para homenagear os escritores premiados, de tão grande importância histórico-cultural, além da importância em se lembrar e homenagear personagens tão fundamentais a nossa região, como Nicodemos Araújo”.

O poeta membro da Academia Cearense de Letras e presidente da Academia Brasileira de Hageologia, professor José Luis Lira proferiu palestra intitulada “O papel do escritor nos dias de hoje”. Na sua apresentação, Lira definiu o escritor como “observador, historiador, capaz de disfarçar até mesmo sua dor, retratando seu espaço, como fez brilhantemente Nicodemos Araújo”.

Citando pensamentos relativos ao tema de grandes nomes da Literatura, como Rachel de Queiroz, Clarice Lispector e Fernando Pessoa, entre outros, discorreu que o escritor, “enquanto partícipe de um estilo, de um pensamento, imprime sua marca em sua obra, fazendo com que gerações futuras usufruam do seu trabalho”.

Na solenidade, apresentaram-se a Banda de Música Municipal de Acaraú Maestro Milton Gomes e o quinteto da Banda Municipal de Cruz, que entoaram músicas clássicas, além do Hino de Acaraú (letra de Nicodemos Araújo). Entre os presentes, compareceram a sobrinha do poeta acarauente, considerado o Príncipe dos Poetas, o Padre Antônio Tomaz, a Sra. Conceição Tomaz; o Prefeito de Acaraú, Pedro Fonteles (‘Pedim do Cleto’), juntamente com a Primeira-dama do Município, Fátima Moraes; o professor Ambrósio, da Universidade Estadual Vale do Acaraú, representando o homenageado Vicente de Freitas; além de secretários municipais e o público em geral.

A solenidade foi encerrada com uma homenagem a Nicodemos Araújo, com cordel escrito pelo poeta José de Fátima intitulado “Eternas saudades, Manuel Nicodemos Araújo”.
Fonte: Vale do Acaraú Notícias

Homenageados com Troféu Nicodemos Araújo

Confira a biografia das personalidades que serão homenageadas amanhã (22/6) com o Troféu Nicodemos Araújo no I Encontro de Escritores do Vale do Acaraú.


Lucivan Rios Silveira  (Totó Rios)

Lucivan Rios Silveira- Nasceu em 10 de junho de 1966 na cidade de Acaraú.

Filho de Inácio Arimá Silveira e Maria Gisela Rios Silveira.

Participou no ano de 1982 do grupo de jovens Romeiros da Fé.

Em 1984 Léo Club de Acaraú, foi seu 1º Presidente e o foi pela 2ª vez.

Ajudou na criação de um grupo de teatro para jovens.

Gerente da loja de Peças Acompel - Acaraú Comércio de Peças Ltda de propriedade da família.

Há 08 de julho de 1989 casava-se com a jovem Maria de Fátima. Teve a alegria ao nascer sua filha Lorena, no dia 05 de dezembro de 1992.

Participou da fundação da Renovação Carismática em 1990, sendo coordenador da mesma por alguns anos, neste tempo convidou a Comunidade Rainha da Paz a ter uma casa de missão em Acaraú, e também participou do Conselho Diocesano da Renovação de Sobral.

Participou da Pastoral Familiar onde foi coordenador.

Fez parte do Lions Clube de Acaraú, onde foi Presidente em 1995.

Teve participação na política de Acaraú em vários momentos.

Formado em Licenciatura do Português pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UEVA e está cursando pós-graduação em Português e Literatura pela Universidade Ieducare.

Desde 2008 desenvolve o Projeto Acaraú pra recordar através do blog e de outros meios na internet com o objetivo de preservar, organizar e disponibilizar os conjuntos documentais fotográficos e a descrição dos fatos; acervo documental para preservação da História, Cultura e da Literatura de Acaraú.

Através do Blog do Totó Rios divulga a riqueza cultural do Ceará e do Blog Paróquia de Acaraú a história da igreja.

Realizou pesquisa em livros históricos, visitou várias famílias, escolas, igrejas pra obter fotografias sobre as personagens, eventos, patrimônio histórico possui em seu acervo mais de 4.000 fotos. Esteve visitando nas cidades do Vale do Acaraú, os historiadores, escritores a fim de enriquecer seu trabalho histórico.

O Poeta e Escritor Nicodemos Araújo, foi o inspirador do trabalho de resgate da história de Acaraú que desenvolve, os livros do autor citado servem de embasamento para esta pesquisa, e graças a ele recebe esta comenda em reconhecimento a trabalho que desenvolve.


Dimas Carvalho

José Dimas de Carvalho Muniz nasceu em Acaraú, Ceará, em 1964. Licenciado em Letras pela Universidade Federal do Ceará. Professor de Teoria da Literatura na Universidade Vale do Acaraú, em Sobral. Tem os livros de poesia Poemas (1988), Flauta Ruda, Agreste Avena (1993), Mínimo Plural (1998) e Marquipélogo (2004); o ensaio biográfico Nicodemos Araújo, poeta e historiador, em parceria, sobre seu avô; e no gênero conto publicou Itinerário do Reino da Barra (1993), Histórias de Zoologia Humana (2000), Fábulas Perversas (2003) e Pequenas Narrativas (2006). Foi vencedor de vários prêmios literários, como o Prêmio Literário Cidade do Recife (1996 e 2002), Prêmio Ideal Clube de Literatura (2001 e 2002) e Prêmio Literário Cidade de Fortaleza (2001, 2003 e 2004). Tem contos nas revistas Literapia, Almanaque de Contos Cearenses, Continente Multicultural, Literatura, Caos Portátil: um almanaque de contos, dentre outras, além de participar da Antologia do Conto Cearense, org. Túlio Monteiro, pela Fundação Cultural do Ceará.


Vicente Freitas

Jornalista e escritor cearense – nasceu na cidade de Bela Cruz, Ribeira do Acaraú. Dedica-se à literatura e às artes plásticas. Licenciado em História e Geografia, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA. É autor dos livros: Almanaque poético de uma cidade do interior (1999); Nicodemos Araújo – uma antologia (2000); O carpinteiro das letras (2002); Esboço genealógico de Bela Cruz (2006); Bela Cruz – biografia do município (2010). Participou de várias antologias brasileiras. É verbete da Enciclopédia da literatura brasileira contemporânea, (volumes VII e IX, de Reis de Souza); Dicionário biobibliográfico de escritores brasileiros contemporâneos (1998), de Adrião Neto; Enciclopédia de literatura brasileira, de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa, MinC/ABL/Global Editora (2001).


Dom Edmilson da Cruz

Dom Manuel Edmilson da Cruz nascido no distrito de Aranaú, em Acaraú (CE), no dia 10 de março de 1924, dom Edmilson sempre se notabilizou pela causa dos oprimidos. Foi ordenado padre em 12 de maio de 1948, em Sobral e bispo em 11 de junho de 1966 na mesma cidade.

Dom Edmilson foi Bispo Auxiliar de São Luís do Maranhão-MA (1966-1974); Vigário Episcopal da Forania de Brejo-MA (1966-1974); Bispo Auxiliar de Fortaleza-CE (1974-1994); Administrador Apostólico "Sede Plena" (1992-1994) e Bispo de Limoeiro do Norte-CE (1994-1998); Diretor Espiritual do Seminário de Filosofia; Orientador Educacional de um Colégio de Religiosas; Conselheiro Espiritual do ECC Regional-Ceará; Diretor Espiritual da Equipe de N. Sra; Atendimento Pastoral a 2 paróquias da Arquidiocese de Fortaleza-CE.

Entre suas obras publicadas, destacam-se: Comunidades Eclesiais de Base, Seu Espírito e Vida de Oração (1980); Em Co-autoria: Cantador, Poesia e Viola (1980); Política e Emprego no Brasil - Viabilidades e Alternativas (1989); Cordel: ABC do Circulismo; Meu Brasil Terra de Deus; A Briga do Cupim contra o Cristal; Louvação a Dom Aureliano (1º centenário de nascimento - 1989); II Seminário sobre o Homem e a Seca do Nordeste (1992); Inéditos: Ritmo Pascal (poesia); Tabernáculo de Deus com os Homens - Congressos Eucarísticos Internacionais e Nacionais; O Evangelho do Sertão


Francisco José Ferreira Gomes

Nascido em 27 de maio de 1934, em Acaraú. Filho de João Jaime Ferreira Gomes e Maria Alice Ramos Gomes. Formado em Direito pela Faculdade Federal de Direito do Piauí. Foi assessor jurídico da Coelce por 30 anos. Deputado Estadual. Diretor da Empresa Cearense de Turismo. Diretor Presidente da Empresa Cearense de Nucleação Artificial. Diretor Presidente da Empresa de Telefonia do Ceará. Diretor Presidente do Centro de Educação e Formação Profissional do Ceará (CEPROCE). Diretor do Instituto de Previdência do Estado do Ceará. Foi o primeiro Secretário de Cultura, Turismo e Desporto de Acaraú, assumindo em 1999, na gestão da ex-prefeita Magda Gomes. Tem oito obras publicadas: “Árvore genealógica dos meus avós”, “Menino da Barra”, “Veleiros do meu pai”, “Sexagésimo aniversário de um líder (João Jaime Ferreira Gomes)”, “Dados biográficos do Dr. João Ramos Pereira da Costa”, “Dados Biográficos do Sacerdote da Prainha”, “Biografia do ex-prefeito João Jaime Ferreira Gomes”, “O historiador e poeta da Ribeira do Acaraú: Dimas Carvalho”.


José de Fátima Silva

José de Fátima Silva nasceu no dia 25 de dezembro de 1953 na cidade de Marco, ao Noroeste do Estado do Ceará.

Em 1970, exerceu as profissões de diretor e professor durante 10 anos na Escola de Primeiro Grau Hugo Martins dos Santos em Juritianha – Acaraú – Ceará. Em 1999, fundou a Biblioteca e o Museu Padre Aristides Andrade Sales e deu início a escrever a história de Itarema, desde a época da chegada do primeiro homem branco em Almofala – Ce até os dias atuais.

Em 2004 fez doação de 5.500 peças em diversos acervos para o município de Itarema e o Prefeito da época, Sr. José Stênio Rios, construiu o prédio onde está localizado o Museu Vicente de Paula Rios, idealizado pelo Sr. José de Fátima, onde assume a direção do mesmo.

Em 2005, é lhe confiado pela a Diretoria do SEM – CE (Sistema Estadual de Museus do Ceará), onde tornou-se membro, sendo eleito a Delegado Museólogo pelos os membros do SEM-CE até julho de 2011.

Em 2009 funda a Biblioteca Itinerante com 450 leitores cadastrados para empréstimos de livros e literatura de cordel na sede e em outras localidades do município de Itarema. Ingressando posteriormente no Curso Superior e em 2010 colou grau pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Curso de História.

José de Fátima Silva atualmente é Diretor do Museu Vicente de Paula Rios e atende diariamente no Museu e Biblioteca Padre Aristides Andrade Sales todos aqueles que lhe procuram nas áreas culturais e educacionais. Possui mais de 270 cordéis escritos e 9 destes e um livro de poesias publicados pela Editora Tupinanquim de Fortaleza – Ceará.

Já fez exposição itinerante do Museu Pe. Aristides Andrade Sales duas vezes no Colégio Luzia Araújo Barros de Itarema e no Liceu Maria Alice Ramos Gomes em Acaraú – Ceará.

Fonte: Blog Vale do Acaraú Notícias 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Cultura



A cidade também contou com uma diversidade de atividades culturais, dentre elas pode-se relembrar a banda de música que tocava para animar as mais diversas comemorações. Os carnavais aqui eram animados por blocos que contagiavam todo o povo, este muito bem informado, pois contavam com jornais como "O Norte" e "O Acaraú", aqui editados. Havia também a Festa da Lagosta, onde a população reunia-se ao som de bandas musicais para comemorar o progresso que a mesma trazia. E por muito tempo contou com clubes e cinemas para animar as noites. O Desfile da Independência parava toda a cidade para contemplá-lo e foi aqui que nasceu Padre Antônio Tomás e residiu o poeta Nicodemos Araújo, ambos bastante admirados por todos os que conheceram suas trajetórias.

Atualmente Acaraú ainda é uma cidade sócio-cultural, com muitas atividades culturais a oferecer como os casarões antigos, a Igreja Matriz com sua arquitetura exuberante, a casa onde nasceu Padre Antônio Tomás, o ginásio poliesportivo, o rico artesanato como o crochê e a renda, atualmente exportados, o carnaval, as festas juninas, as vaquejadas, os reisados que são típicos da cultura cearense.

Diante do que foi mencionado, Acaraú é um município historicamente rico, com muitos valores políticos e culturais a deixar para as gerações posteriores e possuidor de um povo que sabe preservar suas raízes, não as substituindo por outras importadas de outros povos e que nada de proveitoso lhe trarão.

A respeito da cultura, o "gabinete de leitura” foi fundado, em nossa cidade a 18 de junho de 1911 e desempenhou um notável papel na vida cultural de Acaraú. Durou cerca de 10 anos. Em 1934, tivemos o Grêmio "Romeiros do Porvir”; em 1966 fundou-se a "Casa da Juventude Pe. Antônio Tomás”, que em 1968 passou a se chamar de "Clube da Juventude". Os grupos teatrais foram: "O Guarani e Solar das Garças". Além de grupos teatrais, tínhamos o "Recreio Dramático”, que no dia 28 de fevereiro de 1976 passou a ser chamado de "Recreio Atlético Clube" e foi festivamente comemorado pela sociedade acarauense.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Lions Club de Acaraú

O Lions Club chegou foi fundado a 15 de março de 1979, com 24 sócios, sendo que a posse da 1ª Diretoria aconteceu a 6 de maio de 1979, sob a Presidência do Dr. Divaldo Aderaldo de Oliveira.Funcionou na sua sede um Escolinha para alunos carentes. Existiu por algum tempo o Léo Club, que teve como 1º Presidente Lucivan Rios-Totó.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

Violeiros

Os violeiros cantadores, a quem sinceramente admiramos , e que fazem de suas cantorias uma das mais apreciadas diversões populares, vez por outra se apresentam nesta cidade com seus romances, em sextilhas, desafios em martelo agalopado, versos em quadrão.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

Lapinha

A Lapinha da D.Anica-Ana Lousada Gonçalves-teve início, em sua residência, a 24 de dezembro de 1930, com a benção das figuras. E essa Lapinha veio sendo apresentada todos os anos, pelo Natal, e constituia uma preferida atração, para a cidade. Como falecimento de D.Anica, em 1942, sua filha Nanã Lousada continuou exibindo o tradicional presépio, até 1976.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

São João

As Festas de São João, começaram aqui com o Sr.Emiliano Capistrano, em 1920. De 1930 a 1936 tivemos animadas festas juninas, no Recreio, com casamentos matutos e outras atrações caipiras.Atualmente é realizado todos os anos o Festival Junino.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

Pastoril

Em 1910 teve início o Pastoril do Antônio Ferreira Albuquerque. E de 1940 a 1955, D.Adélia Lousada, apresentou anulamente um Pastoril em que tomavam parte senhorinhas da sociedade local, em que era feito com arte , pelo que era muito apreciado.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Reisado

O reisado, outra dança tradicional que é apresentado no mês de janeiro. Lembramos aqui o nosso saudoso amigo Manoel Horácio (Beel), que todos os anos, à noite do Dia do São Sebastião, fazia realizar, em sua residência, um concorrido Reisado, o qual ficou tradicional.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

Torém

Pouco temos a registrar sobre o folclore, nesta cidade. O Torém, que é a mais antiga manifestação, algumas vezes aqui tem sido apresentado por índio vindo de Almofala.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

Açudes

Açude do Bal

Açude Piranhas

Aí pelo idos de 1965 o então coletor Valdemar Oliveira, de acordo com seu propietário Dr.Nestor de Paula Pessoa, adaptou convenientemente, o Açude Piranhas para um ponto de banhos. Então a sociedade acarauense teve ali seu melhor pólo de lazer. No mesmo ano, graças aos esforços do Sr.Manoel Lousada, tivemos o Balneário Rio das Garças, o qual foi dirigido, vários anos, pelo Sr.Jocelin Lousada.

Depois esteve sob a direção Paulo Afonso Araújo e do Gilto Araújo Cajati, existiu ali um ótimo ponto de reuniões, com um bon restaurante, muito frequentado por gente desta cidade e de municipios vizinhos. À margem direita do aludido açude em 14 de novembro de 1972 foi construído uma balneário servido de piscina, bar, dancing, cachoeira, registrando notável frequência, porém anos depois, foi desativado.

Fonte: Acaraú cidade centenária-Nicodemos Araújo

Rádios


Rádio Rio das Graças, criada pelo Pe.Aristides Andrade Sales, inaugurada em data de 7 de julho de 1981, transferida para a cidade de Itarema.

Televisão

Foi inaugurado um Televisor na Praça Pe.Antônio Tomás, em 24 de dezembro de 1968 e depois em outras nas praças da cidade.