sábado, 9 de outubro de 2010

Acaraú em fotos na Exposição "Ceará-Um litoral unico-Alex Uchoa


Exposição com registros das praias de 20 municípios cearenses, feitos pelo fotógrafo Alex Uchôa, está em cartaz no Espaço Cultural Correios.

Ao longo de 12 anos, o fotógrafo Alex Uchôa vem se dedicando a registrar as paisagens naturais. Desta vez, a atenção se volta para as praias do Estado, na exposição “Ceará – Um Litoral Único”, em cartaz no Espaço Cultural Correios, até 6 de novembro. Com 40 imagens, a mostra traz, além da natureza, a cultura e o estilo de vida de 20 municípios litorâneos do estado.

“Desde que comecei a fotografar venho acumulando esse material. Como foi se aproximando o dia da exposição, tive de ir atrás de registros de Itapipoca, Barroquinha, Amontada e Itarema, que ainda não havia feito”, conta o pernambucano, que mora no Ceará desde 1992.

Com a curadoria do carioca Flavio Veloso, a exposição apresenta fotografias de dimensões 40cmx60cm. Cada um dos 20 municípios é registrado em dois momentos diferentes: um durante crepúsculo, pôr do sol, nascer do sol ou contra-luz e outro em horários de luz convencional. “A ideia foi para mostrar o contraste entre as imagens, colocadas uma embaixo da outra. Além disso, são independentes, não necessariamente foram feitas no mesmo dia”, explica.

Entre as imagens de destaque, Alex aponta a do nascer do sol em Morro Branco, com as falésias em primeiro plano, o mar ao fundo e raios surgindo por trás das nuvens. “Tanto que é capa do convite e do catálogo. Para tentar fazer a foto, saía de Fortaleza no escuro e não sabia como iria estar o tempo lá. Cheguei a pegar chuva. Fui outras quatro vezes, até dar certo”.

Para preservar é preciso conhecer. Muitas das praias registradas por Alex são desconhecidas até mesmo pelos cearenses. Jericoacoara, Canoa Quebrada, Lagoinha e Morro Branco são os pontos que mais atraem turistas. Bitupitá (Barroquinha), Barra dos Remédios (Camocim), Águas Belas (Cascavel) Barrinha (Acaraú) e Enseada dos Patos (Itarema) são menos visitadas. Para o trabalho, a principal preocupação de Alex foi retratar a essência de cada lugar, no que tem de mais representativo e único. “Meu trabalho não é meramente documental, não estou em busca de postais. É uma busca por expressão artística, de eu poder mostrar ao espectador as mesmas sensações e emoções que senti. Por isso, não se resume a tirar uma foto e sair. Tenho de pesquisar, escolher a hora certa que melhor trabalhe determinada cena”, descreve.

Nas fotos, aparece o conjunto de dunas móveis e fixas de Jericoacoara até Camocim. Já entre Aracati e Icapuí, surgem as falésias de variadas cores e formas; em Aquiraz e Cascavel, rios que atravessam mangues e dunas até desembocar no mar; e em Trairi e Paracuru, espaço para as piscinas naturais.

Além desses, também fazem parte da exposição Fortaleza, Fortim, Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Paraipaba, Itapipoca, Amontada, Itarema, Acaraú, Cruz, Jijoca de Jericoacoara, Camocim e Barroquinha.

Fique por dentro
Sobre Alex Uchôa

O artista Alex Uchôa é procurador da Fazenda Nacional. Há mais de 10 anos vem se especializando em fotografias de natureza. O acervo ultrapassa 15 mil imagens ressaltando as belezas naturais de várias regiões do Brasil, tais como Fernando de Noronha, Chapada Diamantina, Foz do Iguaçu, Chapada dos Veadeiros e Pantanal. Esta é a segunda exposição individual do fotógrafo. A primeira foi “No Ritmo das Águas”, em 2004, com curadoria do Instituto de Fotografia (IFoto). Atualmente, parte do seu acervo foi escolhida para integrar de forma permanente o Museu do Brasil em Portugal, no Centro Interpretativo de Belmonte. Suas fotos já foram publicadas em revistas e livros de publicação nacional e internacional e estão disponíveis para visualização no site: http://www.alexuchoa.com.br.

MAIS INFORMAÇÕES

Exposição fotográfica “Ceará um litoral único”, por Alex Uchôa
Visitação: até 6 de novembro.
De segunda a sexta, das 8h às 17 horas e sábado, das 8h às 12 horas
Local: Espaço Cultural Correios
Rua Senador Alencar, 38 – Centro

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

sábado, 18 de setembro de 2010

Casa Paroquial -Atual

Casa Paroquial -Atual
Foi construída pelo saudoso padre Sabino de Lima Feijão, na década de 1930, com um andar superior.
Projetada para ser a nova residência sacerdotal, continua ainda em plena atividade; a construção é uma das mais belas casas da cidade e do seu tempo.

De frente para o nascente, ela impressiona pela fachada, pelas janelas, pelo estilo.
O majestoso e opulento prédio marca o período das notáveis edificações do operoso Padre Sabino.
As mentes preservacionistas do Acaraú desejam o tombamento oficial do belo casarão.

Casa Inácio Eduardo Rios-avô materno de Totó Rios

 Casa Inácio Eduardo Rios 
 Atualmente-17.09.2010
 Atualmente-17.09.2010

Localizado na rua dos Poetas, anteriormente Rua General Humberto Moura, mas em homenagem ao Padre Antônio Tomás e o poeta Nicodemos de Araújo, seu nome foi mudado. O bem conserva a arquitetura original, datando da década de 1930 e teve como seu idealizador o próprio Inácio Eduardo Rios, seu primeiro dono, líder político de Acaraú por muitos anos.

Localizada no meio da quadra, a edificação térrea expressa com clareza características próprias da arquitetura residencial tradicional cearense. Implantada em lote de generosa testada e grande comprimento, apresenta frontispício caracterizado por quatro vãos – dos quais três janelas e uma porta – dotadas de vergas retas e emolduradas com coroamento em arco pleno. Arrematando o edifício, nota-se a existência de cornija sobre a qual repousa as telhas do reduzido beiral. A edificação tem na alvenaria de tijolos autoportantes a base de sua lógica estrutural, apoiando a telhado em duas águas, sendo uma anterior e outra posterior, com cumeeira elevada, utilizando estrutura em madeira recoberta por telhas cerâmicas do tipo colonial.

Fonte: Secult-Ce

Casa de Detenção Municipal



Casa de Detenção Municipal


Localidade: Rua José Júlio Lousada 398 – Sede
Época da Construção Ano: 1    Século: XIX
 
Descrição:
A edificação, localizada a sede municipal, encontra-se implantada em lote de esquina de generosas dimensões, podendo-se notar claramente em suas fachadas a predominância de cheios sobre vazios. Sua fachada de maior dimensão, voltada para a Rua José Júlio Lousada apresenta-se configurada em um volume único, tendo posicionada em sua porção central destacado nártex guarnecedor da entrada principal, formado por arcos plenos sendo a envasadura frontal emoldurada por revestimento diferenciado simulando a cantaria pouco acima encimado por frontão coroado por volutas, sendo possível ler em seu tímpano cego os dizeres em alto relevo: CASA DE DETENçãO MUNICIPAL. Ainda em seu frontispício principal, ladeando ao nártex, figuram dois pares e envasaduras em verga reta dispostos um de cada lado, dotados os mesmos de pesadas molduras posicionados sobre faixa horizontal simulando a cantaria de aproximadamente 0.90m de largura que percorre toda a extensão da fachada, servindo de elemento enquadrador da composição, juntamente com os cunhais e discreta cimalha decorada em sua base por elementos curvilíneos. Nas fachadas laterais se repetem a utilização de cimalha e beiral, apresentando poucas envasaduras, também com verga reta, com esquadrias em madeira do tipo veneziana, protegidas por gradil, à exceção da porta principal de acesso, forjada em metal. Apresenta telhamento em barro do tipo capa/canal sobre estrutura apoiada em espessas paredes de alvenaria autoportantes de tijolos.
 
Informações Históricas
(baseada em depoimentos orais e/ou documentos) A Casa de Detenção Municipal, também chamada Cadeia Pública, foi construída na década de 1930. O bem não tem capacidade para acolher o número de detentos devido ao aumento da população carcerária. A atual administração anseia por construir um presídio fora da cidade para que a atual Cadeia Pública seja tombada e possa funcionar como espaço cultural. Pertence hoje ao Poder Municipal.
 
Fonte: Secult-Ce

Casa da Família Araújo Martins

 Casa da Família Araújo Martins

Localidade: Rua Nicodemos Araújo 67 – Sede

Época da Construção Ano: 1  
Século: XIX

Descrição: Localizada a sede municipal, a edificação apresenta-se implantada em lote de meio de quadra de generosas dimensões, obedecendo à típica conformação das residências do período eclético. Seu corpo principal apresenta fachada simétrica formada por cinco envasaduras em verga reta – formado por quatro janelas e uma portada posicionada de forma central na composição do frontispício - emolduradas e decoradas na posição de bandeirolas por elementos geométricos encerrados por pequena cimalhas. Emoldurando-se o frontispício, nota-se a existência de discretos cunhais que sustem a cornija encimada por platibanda contínua e decorada por motivos geometrais. Esta guarnece o telhado, com caimentos paralelos ao eixo do passeio, composto por estrutura em carnaúba sob telhamento em barro do tipo capa/canal que descansa sobre a estrutura autoportante das paredes em alvenaria de tijolos.

Informações Históricas: (baseada em depoimentos orais e/ou documentos) A casa da Família Araújo, como ficou conhecida até hoje, está localizada na rua Nicodemos Araújo, 67, e foi construída no final do século XIX. Segundo Dimas Carvalho, um dos primeiros proprietário do imóvel foi Paulo Rodrigues, que depois passou a Antonio Raimundo de Araújo, que deixou de herança aos seus filhos e hoje pertence a dois de seus netos. Moram no imóvel o senhor Juraci Martins e dona Geralda Maria Tomaz Lourenço. A casa possui elementos marcantes da época imperial, sendo suas portas largas e corredores longos. Também foi possível observar a presença da velha cacimba (poço), indispensável para o abastecimento de água, já que naquele tempo não existia qualquer tipo de rede de água e esgoto.

Fonte: Secult-Ce