terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mito do herói jangadeiro

Sociedade Cearense Libertadora, fundada após a greve de 1881. O Dragão do Mar é o segundo, de pé, da direita para esquerda
Há exatos 130 anos, acontecia a Greve dos Jangadeiros, movimento que antecipou em quatro anos a abolição dos escravos no País. Uma história de lutas e mitos até hoje devassada por historiadores
Em 30 de agosto de 1881, há precisos 130 anos, era deflagrada a Greve dos Jangadeiros, liderada pelo pescador Francisco José do Nascimento, então conhecido como Chico da Matilde. O jangadeiro de Aracati, alcunhado de Dragão do Mar, foi um dos responsáveis pela mitificação em torno do pioneirismo do processo abolicionista cearense que, até hoje, divide opinião de pesquisadores.

Desde então, muita literatura vem sendo produzida em torno de o movimento que fez do Ceará a primeira província da República Velha a abolir a escravidão. Para recordar esse momento histórico, o Caderno 3 conversou com o professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Gleudson Passos, doutor em História Social, e responsável pela pesquisa biográfica da vida do Dragão do Mar, para o Memorial da Cultura Cearense.

"Em 25 de março de 1884, o Ceará se torna a primeira província a abolir seus escravos e Chico da Matilde será bastante atuante no movimento abolicionista local. Mas é válido ressaltar que aqui tínhamos poucos cativos. Grande parte eram trabalhadores urbanos, negros de ganho. Na verdade, grande parte da mão de obra explorada, naquele momento, era de descendentes indígenas que trabalhavam nas lavouras de algodão, nas atividades agropecuaristas desde o ciclo do gado, no século XVIII, já frutos de mestiçagem. Essa é uma das controvérsias: movimento abolicionista forte, sim, mas para libertar quem? Pouquíssimos escravos. Começa por aí".

Segunda greve
Mas, o que, de fato, teria representado a greve dos jangadeiros? Quais suas narrativas? E os mitos gerados em torno dela? Qual a participação de Chico da Matilde entre tantas comunidades pesqueiras existentes no litoral cearense que lutavam, e lutam, para defender seus direitos? As respostas são muitas e, nem sempre, coadunam com os registros que estão nos livros de história.

"Um dos fatos importantes é que o Francisco Nascimento não foi o primeiro jangadeiro a tomar iniciativa da greve aqui. No final de janeiro de 1881, o José Napoleão havia encabeçado uma greve de três dias que paralisou o Porto de Fortaleza. Infelizmente, ele é pouco falado, pouco mencionado na historiografia cearense. Ele (José Napoleão), enquanto trabalhador do mar, e negro liberto, não era integrado ao Movimento Abolicionista, mas fez uma greve que envolveu catraieiros, condutores de pequenas navegações, jangadeiros, para ninguém fazer o deslocamento de escravos", destaca o professor.

Mito do herói jangadeiro
Para justificar o lapso histórico e a criação do mito, o pesquisador Gleudson Passos explica que, somente após participar do Congresso Abolicionista no Maranguape, Chico da Matilde, sensibilizado com a causa, adere ao movimento. "Ele era segundo prático, função que cabia conduzir navios de alto mar até a ancoragem, para não ter perigo de encalhar. O movimento abolicionista local precisava de um herói do povo para poder enaltecer o movimento. Pegou o Chico da Matilde, começou a incorporá-lo à luta, e a participação dele acabou oxigenando o movimento abolicionista local. Poucos meses depois, foi feito um traslado do Ceará ao Rio de Janeiro, em um navio negreiro chamado ´Espírito Santo´, que foi puxando uma jangada batizada de ´Liberdade´, e com o Chico da Matilde junto a ela".

Com tamanho apelo, e recebido pelo movimento abolicionista que fervilhava na Capital do Império, Francisco foi ovacionado pela corte, imprensa, intelectuais. E é nesse contexto social e político que o escritor Aluísio de Azevedo cunha o epíteto de Dragão do Mar para rebatizar Chico da Matilde, dando origem, a partir daí, ao famoso "mito do herói jangadeiro".

"É importante dessacralizar os mitos, não reforçar mais a ideia de heróis, mas entender a sociedade da época. Os reais interesses que existiram dentro do Movimento Abolicionista que, depois, irão favorecer comerciantes locais ligados aos ingleses, que se beneficiarão com a mudança da Monarquia para a República e irão compor a oligarquia aciolina. Outra questão é entender o Dragão do Mar e os trabalhadores da época, que encamparam não só a segunda greve, mas, também, a primeira (greve). Era a expressão de trabalhadores do mar que não aceitavam mais a exploração dispensada aos escravos e a eles. Há, depois disso, uma série de outros movimentos que vão ocorrer. Muitos comerciantes portugueses viviam disso, então, não é 100% que não houve mais tráfico de escravos por aqui. Aquela coisa: os cativeiros foram abolidos, mas os cativos, não. A província cearense aboliu seus cativos sem nenhum plano, sem nenhum projeto de inserção na vida social e econômica do País. Eles ficaram totalmente alheios à cidadania".

Depois das luzes apagadas
Mas, e o que acontece depois que a província do Ceará liberta seus cativos? Como ficam os poucos ex-escravos daqui? E os comerciantes que resistiram à causa? Para onde foi nosso destemido caboclo do mar? Infelizmente, como quase todos os mártires que simbolizam uma causa, o Dragão do Mar morreu em 1914, aqui em Fortaleza, pobre, esquecido e sem glórias.

"O campo da História Social tem feito pesquisas a respeito das relações de exploração, da realidade da escravidão no Ceará. Esse mito de dizer que o Ceará é a Terra da Luz, que todos os escravos foram libertos e viveram felizes para sempre, isso não existiu. A gente sabe que a exploração do trabalho escravo aqui foi relativamente expressiva nas serras, nos cafezais de Baturité, Maranguape, aqui em Fortaleza, a documentação da época mostra isso. Porque o processo colonizador aqui se deu basicamente na pecuária, atividade que não demandava tantos escravos. Se fosse a cana-de-açúcar, talvez".

E finaliza. "Manuseando documentação da época, não vemos a participação de Francisco Nascimento e, até mesmo, do movimento abolicionista local, no cerne da abolição de 1888. O Movimento Abolicionista Cearense, após 1884, fica na trincheira da imprensa local, mostrando que o Ceará é mais adiantado que as províncias do sul e do norte, essas coisas. Mas o Chico da Matilde é praticamente ofuscado. Nos artigos produzidos sobre o Movimento Abolicionista local, em 97% dos casos, só as elites que participaram são contempladas. O Dragão do Mar, praticamente, só vai ser resgatado a partir das décadas de 30, de 40, e, ainda, sobre uma série de debates se ele seria herói ou não", conta.

NATERCIA ROCHAREPÓRTER

A escrita da precisão


Um dos principais nomes da arte do conto (numa terra fértil em contistas), Nilto Maciel lança seu novo livro, reunião de histórias inéditas, entre guardados e novas produções

Nascido em Baturité, o escritor Nilto Maciel é autor de uma obra que ganha intensidade com o tempo. Não que os feitos do passado sejam poucos. Ainda em 1977, ele organizou, com Glauco Mattoso, uma antologia do conto marginal "Queda de Braço". Contudo, ao invés de muitos veteranos que perdem o fôlego e se entregam ao ocaso de obras repetitivas, Maciel está disposto a arriscar-se, não só em contos e romances novos, mas no trabalho como blogueiro (em que divulga o trabalho de novos e velhos autores, não devidamente apreciados) e como antologista (vide a indispensável "Contistas do Ceará: D´A Quinzena ao Caos Portátil", de 2008).

Seu novo livro, a coleção de contos "Luz vermelha que se azula", reúne mais de 60 histórias. A maior parte é composta por novas produções do autor, escritas (e datadas) entre 2005 e 2007 - num ritmo, segundo o próprio Nilto Maciel, "de mais ou menos um novo conto por semana".

A outra parte é formada por textos que ficaram guardados na gaveta do autor, por algumas décadas, esperando uma reavaliação sua - ou que a sorte da literatura, da transformação da escrita de Nilto Maciel lhes conferisse novos sabores.

Um dos ganhadores do Prêmio Literário para Autor (a) Cearense, da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), na categoria Moreira Campos (contos), o livro será lançado, hoje, às 19 horas, na galeria do Teatro Sesc Emiliano de Queiroz. É que o autor é o convidado do dia do projeto Bazar das Letras, programação mensal dedicada a literatura, que tem recebido, sistematicamente, autores brasileiros (sobretudo cearenses) para falar de suas obras.

Prosa
Nilto Maciel dividiu seu livro em três partes. Na nota de abertura, ele alega que "a sequência dada a eles não tem importância" (ao leitor cabe desconfiar dos ficcionistas: por que, então, a ordem não é alfabética ou cronológica, por exemplo? Que padrão os ordena?). Contudo, o escritor deixa claro: as três partes, como se tratasse de livros distintos, são enlaçados a partir da origem e da natureza das histórias neles presentes.

A primeira parte agrupa o que Maciel define "contos acolhidos", aqueles que, para o autor, chegam por inspiração, numa relação algo sagrada com certo inconsciente coletivo. Dentre estes, destaque para "Diálogo de protagonistas", que narra uma disputa entre Deus e o Diabo pelo direito de arbitrar quanto ao destino dos homens; e "Onde fica o inferno", fábula que recupera a crueldade natural - e um tanto esquecida - ao gênero.

A segunda, os "contos de memória", contorções das lembranças de Nilto Maciel. "Solano Lopez para iniciantes" retrata o despertar erótico, permeado pela misoginia característica dos meninos, e sintetiza bem o teor desta parte do livro, em que o sonho e a ficção redimensiona o que foi lembrado.

Por fim, o escritor envereda pela história, num vai e vem entre personagens e episódios que tornaram-se célebres e a ficção, que os reacomoda, que os ressignifica e os reinventa.

CONTOS
"Luz vermelha que se azula"
Nilto Maciel
Expressão gráfica
2011
212 páginas
R$ 30
Lançamento, no Bazar das Letras, às 19h, na
Galeria Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, 1701, Centro). Contato: (85) 3452.9032

FIQUE POR DENTRO
Bazar das Letras
Criado há pouco mais de três anos, o projeto Bazar das Letras é promovido pelo grupo de leitura Abraço Literário, mantido pelo Sesc-CE. A proposta é valorizar a literatura (sobretudo a produção cearense) e temas do universo da produção literária, por meio da aproximação entre o escritor e o leitor. O programa funciona como uma espécie de entrevista aberta com um autor, com a

participação da plateia. Mais de 40 escritores já passaram pelo projeto, conduzido por Carlos Vazconcelos, que orgulha de não ter repetido nenhum nome.

DELLANO RIOS
EDITOR

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Resistência popular e abolição

Estátua do pescador Dragão do Mar: símbolo dos ideais abolicionistas no Ceará é tema de debate, que reunirá estudiosos de sua conversão em herói local
VIVIANE PINHEIRO

Movimento de pescadores do século XIX, protagonizado por Chico da Matilde, o Dragão do Mar é tema de debate, na reitoria da Uece

Às vésperas de completar 130 anos da famosa greve dos jangadeiros no Ceará, ocorrida em 30 de agosto de 1881, fato que fez o movimento abolicionista do Ceará entrar para a história com ares de vanguarda, os professores do curso de Mestrado Acadêmico em História (MAHIS), juntamente com profissionais do curso de História da Universidade Estadual do Ceará (Uece), e convidados, realizam mesa redonda para debater o assunto.

Com o tema "Greve dos Jangadeiros: História, Mito e Memória", três pesquisadores, Gleudson Passos, Hilário Ferreira e Patrícia Xavier, trazem à tona o período que destacou a figura de Francisco José do Nascimento, também conhecido como "Chico da Matilde", como ícone da emancipação dos cativos da antiga província do Ceará, dentro do contexto brasileiro do final do século XIX, no fim do Império. O bravo empenho de bloquear o Porto de Fortaleza, impedindo o tráfico de escravos, rendeu ao jangadeiro de Aracati o cognome de "Dragão do Mar".

Na abertura do encontro, que acontece hoje, 29, às 18h30, no auditório Paulo Petrola, na Reitoria da UECE, o grupo de dança da Comunidade Quilombola, de Alto Alegre, faz apresentação de Maculelê e, após a mesa redonda, a professora Raquel Xavier relança o livro "Dragão do Mar: a construção do herói jangadeiro", publicado pela Coleção Outras Histórias, do Museu do Ceará, em março deste ano.

"Vamos discutir o Ceará enquanto vanguarda, analisar os jangadeiros cearenses como heróis da abolição. Uma narrativa que foi construída pelas elites abolicionistas, que tinham interesses pontuais com o comércio da Inglaterra, como, por exemplo, os irmãos Amaral, que eram comerciantes, e o jornalista João Cordeiro que, além de comerciante, era editor do jornal "O Libertador", diz o organizador do encontro, Gleudson Passos.

Pioneirismo
Em 1884, o Ceará entrou para a história como a primeira província brasileira a abolir a escravidão, quatro anos antes do 13 de maio de 1888, data da abolição brasileira. Esse acontecimento, iniciado com o Movimento Abolicionista Cearense, de 1879, teve como ponto de partida a greve dos jangadeiros deflagrada em 1881. O movimento visava impedir o transporte de escravos nas jangadas para os navios negreiros.

"Também vamos debater a realidade após a escravidão, porque, na verdade, os escravos não tiveram nenhuma condição de adaptação à nova realidade. É fundamental que os cearenses tenham conhecimento da real história dessa greve que, na verdade, não foi a primeira, mas a segunda greve", destaca o professor Passos.

Mais informações
Mesa-redonda - "Greve dos Jangadeiros: História, mito e memória". Às 18h30, no Auditório Paulo Petrola, na Reitoria da Universidade Estadual do Ceará - Uece (Avenida Dedé Brasil, 1700, Itaperi). Contato: (85) 3101.9610

sábado, 27 de agosto de 2011

Bazar das Letras recebe escritor cearense Nilto Maciel




Nilto Maciel
 O Projeto Bazar das Letras realiza um bate-papo com o escritor cearense Nilto Maciel, nesta terça-feira (30). Na ocasião, o escritor vai lançar a obra de contos Luz Vermelha que se Azula. A entrada é gratuita.

O lançamento acontecerá na Galeria do Teatro SESC Emiliano Queiroz, no Centro de Fortaleza, a partir de 19h. O contista e mestrando da Universidade Federal do Ceará (UFC), Carlos Vazconcelos, será o mediador da entrevista.

O escritor

Nilto Maciel é contista, poeta, romancista e estudioso da literatura, uma referência da arte literária no Ceará. O livro “Luz Vermelha que se Azula” apresenta contos que convidam o leitor a fazer indagações.

Mais de 40 autores já passaram pelo projeto Bazar das Letras, promovido pelo grupo de leitura Abraço Literário do SESC-CE. A iniciativa existe há mais de três anos e tem o objetivo de valorizar a literatura, sobretudo a cearense, e outros temas do universo da produção literária.

Serviço:
Bazar das Letras – Lançamento da obra “Luz Vermelha que se Azula”
Local: Galeria SESC Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, 1701 – Centro)
Data e Hora: 30 de agosto, às 19h
Mais Informações: (85)3452-9032

Família Crajubar


As histórias ligadas à figura do Padre Cícero servem como pano de fundo para o livro que a escritora Maria Laudecy Ferreira de Carvalho lança hoje, na sede da ACE
 
As primeiras histórias sobre a atuação de Padre Cícero na região do Cariri a escritora Maria Laudecy Ferreira de Carvalho ouviu ainda criança. Quem contava era a avó, mas a convivência com o Padim vinha desde os bisavós. Para tentar resgatar esta memória e fazer um registro da cultura cearense, tendo como mote a figura do homem tido como santo por milhões de pessoas, ela escreveu o livro "Padre Cícero Romão Batista e a Família Crajubar". A obra será lançada, hoje, a partir das 9h30, na sede da Associação Cearense dos Escritores, no Centro.

A história tem traços de novela e tem protagonistas os membros da família do casal Cícero e Juliêta. "O livro tem como pano de fundo fatos acontecidos entre os anos de 1830 e 2008. Padre Cícero serviu e ainda serve como exemplo para muita gente. Seus ensinamentos e profecias ajudaram a construir a imagem de santo perante seus devotos", afirma Laudecy, que nasceu em Nova Olinda, mas mudou para o Crato com o objetivo de estudar.

Um dos trechos que mais chamam atenção na narrativa é o fato de cada um dos três filhos de Juliêta terem nascido no Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Isso, conforme a autora, tem relação com uma passagem dos escritos deixados por Padre Cícero, de acordo com os quais, um dia, as três cidades se tornariam uma só e seriam chamadas apenas de Crajubar. O nascimento das três crianças, cada uma em uma cidade, para Juliêta, era interpretado com o cumprimento de uma profecia do Padim. Era como se ela tivesse na própria família a essência Crajubar. "A religiosidade sempre foi um traço marcante daquela região e procuro mostrar isso no livro ilustrando com histórias que ouvi sendo contadas pelos mais velhos", explica a autora.

O texto tem elementos autobiográficos, já que muito foi construído a partir da vivência de Laudecy. Ela lembra, por exemplo, que a avó, que a abrigou quando era estudante, não sabia ler até sua chegada. "Achei aquilo um absurdo e decidi ensiná-la. Era uma menina, mas ela já disse que aquele foi o melhor presente que ela já havia recebido", revela. "Tudo isso está no livro. De acordo com os costumes da época, as mulheres eram impedidas de estudar pelos pais, para que não pudessem receber bilhetes de pretendentes apaixonados".

Por isso, defende Laudecy, seu livro também representa o resgate histórico de uma época onde a repressão, o machismo e o preconceito imperavam. "Trata-se de uma ficção, mas ela é baseada em fatos que aconteceram de verdade", resume.

A narração é cortada por poemas da própria escritora, que ajudam a ilustrar algumas situações vividas pelos personagens. Ela destaca dois deles: "Cristo e o Padre Cícero", onde faz uma analogia entre as três tentações de Cristo e as três tentações pelas quais teria passado o religioso cearense, e "Eu e a biblioteca", cujos versos estimulam o hábito da leitura. Ambos, conta Laudecy, já receberam diversas premiações.

Além do evento de evento, estão marcados lançamentos do livro no Crato, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca), dia 30, às 19 horas, e no Sesc Juazeiro do Norte, dia 31, no mesmo horário, abrindo o Circuito Sesc de Incentivo à Leitura.

REGISTRO
"Padre Cícero Romão Batista e a Família Crajubar"

Maria Laudecy Ferreira de Carvalho
2011
R$ 14,99
96 páginas
Premius

MAIS INFORMAÇÕES:
Lançamento do livro "Padre Cícero Romão Batista e a Família Crajubar", hoje, 9h30, na
ACE (Rua Princesa Isabel, 17, Centro). Contato: (85) 3214.2539


FILIPE PALÁCIO 
REDATOR