Mar quentinho e praias de tirar o fôlego, forró, frutos do mar, bom humor, adrenalina, rendas... Não faltam atributos para colocar Fortaleza como um dos mais bonitos destinos do Nordeste brasileiro.
E não é à toa que se auto-intitula A capital da alegria. O Estado, que abriga humoristas de nascimento como Tom Cavalcante, Chico Anysio, Didi Mocó, Falcão, faz questão de receber os turistas de braços abertos e, claro, com um sorriso no rosto.
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| Praia do Futuro Foto: Divulgação |
Na cidade onde o verão dura o ano inteiro - com temperatura média de 27ºC, as praias são grandes atrativos. A do Futuro é uma das mais conhecidas. Lá o banho de mar está liberado, pois a água não é poluída. Praia larga, com orla reta e muito vento, abriga várias barracas muito bem equipadas, que servem desde caranguejo (não saia de Fortaleza sem apreciar alguns) e o tradicional pargo assado no sal grosso.
A praia de Mucuripe é ótima para observar as jangadas que trazem peixes fresquinhos ao mercado à beira-mar. É lá que está localizada a estátua de Iracema, construída para homenagear um dos seus mais ilustres conterrâneos, o escritor José de Alencar. O romance de Iracema conta, de forma poética, o amor quase impossível entre um branco, Martim Soares Moreno, pela bela índia Iracema, a virgem dos lábios de mel e de cabelos mais negros que a asa da graúna.
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| Estátua de Iracema Foto: Divulgação |
A de Meireles é ponto de encontro durante o dia para caminhar no calçadão. À noite, é a vez de conhecer a feirinha de artesanato com 3,5 quilômetros de extensão. A de Iracema é repleta de bares e casas noturnas, além de possuir um píer muito procurado para ver o pôr do sol.
Cultura e Arte O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é um ótimo passeio para um fim de tarde. O complexo abriga museus como o Memorial de Cultura Cearense e o Museu de Arte Contemporânea do Ceará.
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| Centro Dragão do Mar Foto: Divulgação |
Construído entre 1908 e 1910, com estrutura metálica importada da Escócia, o Theatro José de Alencar é o mais importante marco arquitetônico da capital cearense. Com vitrais art nouveau, tem jardim lateral projetado pelo paisagista Burle Marx. O palco, móvel, se desloca para a frente, para cima e para baixo. Cada camarote tem o nome de uma obra do escritor, homenageado também por uma pintura do artista cearense João Vicente no arco do palco.
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| Teatro José de Alencar Foto: Divulgação |
Já o Museu do Ceará conta com cerca de 7.000 peças, incluindo o acervo do padre Cícero e textos originais do poeta Patativa do Assaré.
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| Museu do Ceará Foto Divulgação |
Rendas, rendas e mais rendas. Fortaleza é famosa pela variedade delas, que vão desde a renascença, passando pela labirinto até a de filé. Introduzida pelos portugueses, a de bilro é um bordado que não se usa agulhas. Impossível não se deixar hipnotizar pela destreza das mãos das rendeiras, que habilmente vão construindo belíssimas peças. É também improvável não voltar com a mala mais pesada carregada de tanta arte.
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| Rendeiras Foto: Divulgação |
Em Maranguape, a 30 quilômetros de Fortaleza, os amantes da branquinha vão se deliciar no Museu da Cachaça, que conta com um vasto acervo de documentos, fotos, garrafas e tonéis de bálsamo. Em meio à paisagem serrana, o local mantém curiosidades como o maior tonel de madeira do mundo, com capacidade para 374 mil litros (registrado no Livro dos Recordes, e um parque com área para esportes radicais.
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| Museu da Cachaça Foto: Divulgação |
Memórias do pai de IracemaA Viuvinha, O Guarani, Lucíola, Iracema, Senhora. Essas e outras relíquias só remetem a um único nome da literatura brasileira: José de Alencar. E é ele o homenageado na casa que leva seu nome, situada em Sítio Alagadiço Novo, no bairro Messejana.
Com a frase Divas, senhoras e sertanejos, sejam todos bem-vindos o visitante vai se deparar com um espaço verde que respira tranquilidade e cultura, bem no meio da movimentada Avenida Washington Soares.
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| Casa de José de Alencar Foto: Divulgação |
Em 1825 o local foi adquirido pelo padre José Martiniano de Alencar, pai do escritor cearense José de Alencar. Durante nove anos o espaço serviu de moradia para um dos principais nomes da literatura nacional, cuja obra foi fortemente influenciada pelas belezas naturais do Estado do Ceará.
Em 1965, durante a gestão do reitor Antonio Martins Filho, a Universidade Federal do Ceará adquiriu o sítio e o manteve até hoje. Passeando pelos espaços, o visitante pode aprender sobre a obra do escritor, ver a história do livro CF51Iracema/CF contada por imagens e saber mais sobre escravidão e cultos afro-brasileiros.
Construído no século 18, o local tem, além da simples casinha que mantém seu desenho original, uma biblioteca, a pinacoteca, um restaurante, ruínas históricas e museus. Dentre o acervo é possível ver a coleção Arthur Ramos, composta por fetiches, atabaques, trabalhos de feitiçaria e outros itens que se referem às manifestações religiosas afro-brasileiras, como a macumba e o candomblé, incluindo peças africanas de grande valor etnográfico, bem como outras relacionadas com a escravidão no Brasil.
Há ainda a coleção de Renda Luiza Ramos e, na pinacoteca Floriano Teixeira, 32 quadros - telas a óleo e desenhos - do pintor maranhense, que retratam personagens da obra romanesca de José de Alencar, como Iracema e Martim, Peri, Lúcia, Aurélia, Arnaldo, Emília.
Além de ter visitação gratuita, a Casa José de Alencar conta com monitores que se distribuem em dois turnos e acompanham os visitantes, fazendo explanações sobre o acervo e os espaços.