quarta-feira, 6 de julho de 2011

Palácio está aberto a visitas

Palácio receberá quatro visitas guiadas por dia (IURY ALEXSANDER/ESPECIAL PARA O POVO)

O ambiente exala poder, história e cultura. Inaugurado em 1970, o Palácio da Abolição não esconde a pompa de ser a sede do Poder Executivo do Estado. A partir de hoje, cearenses e turistas podem realizar visitas guiadas pelo local. Serão quatro passeios diários, dois na manhã - 8h30min e 10h30min - e duas a tarde - 14 e 16 horas. É necessário realizar agendamento.

A visita começa pelo mausoléu do ex-presidente Humberto Castelo Branco. A estrutura tem 38 metros de comprimento, sendo que 30 metros são suspensos. Os visitantes andam por um longo corredor, onde estão expostos quadros com transcrições de cartas do marechal durante viagens, batalhas, no período de namoro e quando estava no governo. O mausoléu foi inaugurado em 1972, cinco anos após a morte do presidente.

Na entrada do Palácio, uma grande porta de peroba, ornamentada pelo artista Hugo Gonzalez, dá as boas vindas. No foyeur, há uma pequena galeria com telas de artistas cearenses. Durante a visita, não é possível ter acesso ao gabinete do governador Cid Gomes. O projeto do palácio foi feito pelo arquiteto modernista Sérgio Bernardes.

Já o jardim e bosque foi planejado pelo paisagista Fernanco Chacel, que trabalhou com Burle Marx. Um rio artificial foi criado, para servir como barreira natural, pois o palácio não tem muros. Cinco esculturas de Zenon Barreto podem ser vistas no bosque.

O fim do percurso inclui visita a galeria Abolição. A exposição “Panorâmica”, primeira a ocupar o espaço sintetiza a produção das artes plásticas visuais do Ceará. São 46 obras, de artistas como Vicente Leite, Xico da Silva, Raimundo Cela e Antônio Bandeira.

O Palácio deixou de ser a sede do Governo em 1986. O retorno aconteceu em março deste ano, após restauração. O agendamento se dá pelo telefone 3466 4981 ou site www.ceara.gov.br.  

(Geimison Maia, especial para O POVO)

Fonte: O Povo

Museu da Imagem e do Som lança exposição sobre Luiz Gonzaga


O Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) lança nesta quinta-feira (07), às 18h, a exposição “A Versatilidade de Luiz Gonzaga”. A exposição é uma homenagem antecipada ao centenário do mestre da sanfona e um dos maiores ícones da cultura brasileira Luiz Gonzaga.
O evento, que ficará em cartaz durante todo o mês de julho, apresentará várias facetas do artista desconhecidas do grande público. De acordo com o diretor do MIS, Nireiz de Azevedo, o visitante terá a oportunidade de conhecer o Luiz Gonzaga carnavalesco, o Luiz Gonzaga chorão, Gonzagão tocando valsa, e outros.
Durante a programação de abertura haverá uma apresentação do grupo musical Vozes da Cera, o lançamento do cordel Assim Cantou Gonzagão, de Paulo de Tarso, além de uma palestra com o historiador Nireiz de Azevedo sobre o tema da exposição.
Serviço:
Lançamento da exposição “A Versatilidade de Luiz Gonzaga”
Local: Museu de Imagem e do Som do Ceará (MIS)
Data: 07 de julho
Hora 18h

Assessoria de Imprensa da Secult
Sonara Capaverde ( sonara.capaverde@secult.ce.gov.br / 85 3101.6759)

terça-feira, 5 de julho de 2011

A teimosia de Rodolfo Teófilo

Um dos primeiros romances a retratar o flagelo-irmão da seca, "A Fome" (1890), de Rodolfo Teófilo, ganha nova edição

Uma família retirante, no talhe do xilogravador pernambucano J. Borges

A teimosia ilustra bem os feitos de Rodolfo Teófilo (1853 - 1932). Filho de cearenses, nasceu baiano, mas se fez cearense, morando no Estado e nele intervindo. Não se conformou diante da sorte, que não lhe proveu recursos para conquistar seu sonho de tornar-se médico. Fez-se sanitarista, tendo atuação na saúde de sua província bem mais importante que muitos de nossos respeitáveis doutores. Homem de ciência fez-se homem de letras. Escreveu romances que desagradaram a crítica e foram recebidos com frieza. Quase 80 anos após sua morte, estes mesmos livros são recuperados, reavaliados e admirados.

Uma das mostras mais consistentes e felizes desta teimosia de Teófilo é o romance "A Fome". Editado em 1890, antes da participação do escritor na famosa e satírica Padaria Espiritual, o livro acaba de ganhar nova edição, pelo selo paulista Tordesilhas. (Como se estivesse dando o troco num estado tão relapso quanto à sua história literária).

Foi justamente a intransigência de Teófilo, em relação às limitações de seu tempo, que valeu os ataques e a indiferença, quase fatais ao destino da obra. Nele, o autor falava de um tema incômodo - o flagelo-irmão da seca. O escritor ousou falar o que as elites não queria encarar: a desumanização dos cearenses pela severa seca que se abateu sobre o Estado, entre 1877 e 1879. Ousadia que o tempo aprendeu a reverenciar.

Romance
 
A Fome  
Rodolfo Teófilo

Tordesilhas
2011
380 páginas
R$ 52

Organizado por Waldemar Rodrigues Pereira Filho, com posfácio de Lira Neto

DELLANO RIOS
EDITOR

Livro-Memórias paternas

Editora do caderno Infantil, do Diário do Nordeste, a jornalista e escritora Eliane Macedo Picanço lança hoje, 19h, na Livraria Cultura, "Pela estrada do sonho e da poesia"

Eliane Macedo Picanço, editora do Diário do Nordeste Infantil lança na livraria Cultura: Pela estrada do sonho e da poesia
O livro "Pela estrada do sonho e da poesia", da jornalista Eliane Macedo Picanço, que já havia lançado "A princesinha Luciana", "A aventura" e "Lívia", voltados ao público infantil, é dedicado ao seu pai Geraldo Macedo Lobo. Para ela, "um exemplo de vida para todos". "É uma experiência nova resgatar a história dele. O desafio foi fazer um livro com um linguajar acessível e simples e com a voz do coração", declarou.

90 anos
O mais recente exemplar que enriquece a literatura cearense celebra nove décadas de vida de Geraldo Macedo Lobo, que nasceu em 3 de dezembro de 1920 no Crato. No entanto, não foi possível, no ano passado, e somente agora vai ser disponibilizado para o público. Eliane Macedo Picanço revela que, para fazer esse livro-reportagem, realizou uma pesquisa que durou dois anos em jornais, livros e revistas que retratavam a vida dele. "Entrevistei, ainda, pessoas que tiveram contato com o meu pai, para poder contextualizar também fatos que não foram escritos como depoimentos e opiniões de pessoas sobre a seca de 32 e o Padre Cícero, que meu pai conheceu".

Tragédia
Um fator preponderante na vida de Geraldo Macedo Lobo, então com 12 anos de idade, foi a tragédia que abalou a sociedade cearense: o falecimento do seu pai, Eloi Lobo. Já no primeiro capítulo do livro "Pela estrada do sonho e da poesia", "A infância interrompida", Eliane Macedo Picanço relata o fato, quando da inauguração da primeira pista de pouso do Aeroporto Santa Teresinha, no Palmeiral, Crato.

"Era 16 fevereiro de 1933. Uma multidão acotovelava-se para ver o avião do Exército chegar. Eloi, tendo chegado atrasado ao evento, não percebeu que os observadores estavam sendo afastados para longe do avião. Eufórico e querendo parabenizar o primo aviador, passou pela multidão e se dirigiu à aeronave que acabara de aterrissar. Continuou andando e, ao virar-se para a direita ao invés da esquerda, não podia imaginar que naquele instante, acabara de dar novo rumo à vida de toda a família. A hélice, que ainda girava velozmente, mesmo após a aterrissagem, pegou em cheio o rosto de Eloi. A morte foi quase instantânea", escreveu ela.

O acontecimento entristeceu a família e, no dia seguinte ao enterro, a matriarca Maria Lobo retirou os filhos do colégio, por contenção de despesas. Ainda no mesmo capítulo, Eliane Macedo Picanço publica: "Dr. Manoel do Nascimento Fernandes Távora, o padrinho de Geraldo, o primogênito de Eloi, foi à casa da viúva e, comovido com a situação em que aquela família se encontrava, prometeu uma bolsa de estudos para o afilhado: um internato em Ouro Fino, Minas Gerais. A lógica da vida, que funciona de forma aleatória, trouxe a tristeza pela perda de Eloi a chance ímpar para seu primogênito se formar".

Geraldo foi o único da família a se graduar e sempre gostou de escrever poemas, brindando os amigos e familiares com seus escritos, os quais, alguns deles estão gravados por ele mesmo num CD encartado no livro tem a professora Elzenir Colares interpretando outros. Até hoje Geraldo ainda recita suas obras.

MAIS INFORMAÇÕES
"Pela estrada do sonho e da poesia", de Eliane Picanço, será lançado hoje 19h na Livraria Cultura (Av. Dom Luiz, 1010). Contato: (85) 4008-0800

NELSON AUGUSTO

REPÓRTER

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sessão Solene em homenagem ao Município de Sobral e titulação de Personalidades


Para marcar os 238 anos de instalação da Vila Distinta e Real de Sobral, ocorrida em 5 de julho de 1773, a Academia Sobralense de Estudos e Letras fará Sessão Solene em homenagem a Sobral.
Brasão de Sobral
O orador oficial para homenagear Sobral será o Acadêmico Mons. Francisco Sadoc de Araújo, um dos maiores estudiosos da história de Sobral e da região Norte. Na mesma sessão serão homenageadas personalidades de diferentes áreas de saber que se destacaram no Município com títulos de Sócio-Honorário e Mérito Cultural.

A Sessão Solene será no Theatro São João, às 19 horas do dia 4 de julho de 2011 e será aberta ao público.
Mons. Sadoc de Araújo
Fonte: Blog Academia Sobralense de Letras