quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Antônio Frederico de Castro Alves

Conheça um pouco sobre a vida do “Poeta dos Escravos”, o abolicionista Castro Alves. Importante integrante do grupo de poetas brasileiro imortais, escritor dos mais belos poemas líricos do Brasil.

Antônio Frederico de Castro Alves, nasceu em 14 de março de 1847, na fazenda Cabaceiras em Curralinho, hoje Castro Alves, no estado da Bahia. Filho do médico Antônio José Alves e de Clélia Brasília da Silva Castro.

Perdeu a mãe quando tinha 12 anos de idade. Seu pai se casou pela segunda vez em 1862, com a viúva Maria Rosário Guimarães.

Aos 17 anos fez as primeiras poesias. Submeteu-se à prova de admissão para ingresso na faculdade de Direito do Recife sendo reprovado.
Era um belo rapaz, de porte esbelto, voz possante, dons e maneiras que impressionavam. Era sempre muito requisitado nas sessões publicas da faculdade, nas sociedades estudantis, na platéia do teatro. Ocorrem então os primeiros romances, os mais belos poemas líricos do Brasil.
A atriz Portuguesa Eugênia Câmara se apresentou no teatro Santa Isabel em 1863, sendo grande sua influencia na vida de Castro Alves.
Neste mesmo ano, a tuberculose se manifestou e ele teve sua primeira hemoptise.
Ele enfim consegue se matricular-se na faculdade de Direito de Recife.
Publicou no primeiro número de a Primavera, seu primeiro poema contra a escravidão: “A canção do Africano”.
Perdeu seu irmão, que sofria de distúrbios mentais desde a morte de sua mãe, vitima de suicídio em 1864, e o seu pai a 23 de Janeiro de1866.
Fundou com Rui Barbosa e outros amigos uma sociedade abolicionista.
Em 1866, iniciou apaixonada ligação amorosa com Eugênia Câmara, a qual duraria até 28 de agosto de 1868.

Em São Paulo ,resolveu realizar uma caçada na várzea do Brás e feriu o pé com um tiro. Disso resultou longa enfermidade, cirurgias, e o martírio de uma amputação. Os cirurgiões e professores da faculdade de medicina do Rio de Janeiro, Andrade Pertence e Mateus de Andrade, amputaram seu membro inferior esquerdo sem qualquer anestesia. Pouco tempo depois voltou a faculdade para concluir o curso jurídico.

No dia 31 de Outubro de 1869, assistiu a uma representação de Eugênia Câmara, no teatro Fênix Dramática, no Rio de Janeiro, onde a viu pela última vez, pois resolveu partir para Salvador. Tendo piorado seu estado de saúde abandonou os estudos. No inicio de 1870 seguiu para Curralinho para melhorar a tuberculose que se agravara.

Sua ultima aparição em público foi em 10 de fevereiro de 1871, numa recita beneficente. Morreu às três e meia da tarde , em 6 de julho de 1871, no Solar da família no Sodré, Salvador, Bahia. Morreu sem acabar o que se propusera o poema “Os Escravos”, uma série de poesias em torno do tema da escravidão. Era conhecido como “Poeta dos Escravos”. É patrono da cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras.

Literatura de Castro Alves

  • “Espumas Flutuantes” (1870).
  • “Gonzaga ou a revolução em Minas ”(1875).
  • “Cachoeira de Paulo Afonso (1876)”.
  • “Vozes, D’África” e “Navio Negreiro ”(1880).
  • “Os Escravos” (1883), etc.
Em 1960 publicou-se sua obra completa, enriquecida de peças que não figuram nas obras completas de Castro Alves, editadas em 1921.
Veja também:
Principal fonte de consulta: pt.wikipedia.org/wiki/Castro_Alves

Fonte: Cultura de Qualidade

José de Alencar, maior representante da corrente literária indianista

 Saiba um pouco mais sobre a vida do político e imortal da Academia Brasileira de Letras, que causava admiração pela qualidade e tamanho de sua obra.

Da série Cultura Nordestina. Por Geraldo Gonçalves.


José Martiniano de Alencar, nascido em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza, no dia 1 de maio de 1829.
José de Alencar tinha o mesmo nome do pai, que tinha sido padre e depois senador, e da prima de seu pai Ana Josefina de Alencar, com quem formara uma união socialmente bem aceita, desligando-se bem cedo de qualquer atividade sacerdotal.
José de Alencar foi um jornalista, político, advogado, orador, romancista e dramaturgo brasileiro.
A família transferiu-se para a capital do império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos foi matriculado no colégio de Instrução Elementar. Fundou em 1846 a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo.
Em 1850, forma-se em direito. Começa a advogar no Rio e passa a colaborar no Correio Mercantil, convidado por seu colega de faculdade Francisco Otaviano de Almeida Rosa, e a escrever para o Jornal do Commercio os folhetins.
Filiado ao Partido Conservador, foi eleito várias vezes deputado Federal pelo Ceará. De 1868 a 1870, foi Ministro da Justiça. Não conseguiu ser Senador. Desgostoso com a política, passa a dedicar somente a literatura.
Foi o maior representante da corrente literária indianista. Cearense, com parte da adolescência vivida na Bahia, Vaidoso e sentimental, iniciou sua carreira literária em 1857, com a publicação de O Guarani, lançado como folhetim, e que alcançou enorme sucesso, o que lhe rendeu fama.
Foi casado com Ana Cochrane. Foi pai de seis filhos, inclusive Mário de Alencar, que seguiria a carreira de letras do pai.
Escreveu varias obras, entre elas o romance Iracema, o qual em 1866, Machado de Assis, em artigo no Diário do Rio de Janeiro, o elogiou calorosamente. José de Alencar confessou a alegria que lhe proporcionou essa crítica. Por escolha de Machado de Assis, é o patrono da cadeira número 23, da Academia Brasileira de Letras.
Sua imensa obra causa admiração não só pela qualidade, como pela quantidade, se considerarmos o pouco tempo que José de Alencar pôde dedicar-lhe numa vida curta. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877, aos 48 anos de idade, de tuberculose.

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Principais fontes de pesquisa.
Fonte: Cultura de Qualidade

Sousândrade, Poeta e político importante maranhense


Um dos escritores mais originais do Romantismo Nacional, após diversos reveses na vida, veio a se tornar importante político maranhense, presidindo a comissão que redigiu o primeiro projeto da constituição Republicana do Maranhão.


Joaquim de Souza Andrade,  mais conhecido por Sousândrade , nasceu em 9 de Junho de 1833, na Vila de Guimarães, comarca de Alcântara, no estado do Maranhão. Foi escritor e poeta. Formou-se em letras e em engenharia de minas pela Sorbonne, em Paris.

Seu primeiro livro de poesia, Harpas Selvagens, foi publicado em 1857. Fixou residência nos Estados Unidos, depois de ter viajado por vários países. Nos Estados Unidos publicou sua  obra poética O Guesa Errante, que só foi valorizada muito depois de sua morte. Em 1877, escreveu; “ Ouvi dizer já por duas vezes que o Guesa Errante será lido 50 anos depois; entristeci – decepção de quem escreve 50 anos antes”. Resgatada no início da década de 1960, pelos poetas Augusto e Haroldo de Campos, revelou-se uma das mais originais de todo o nosso romantismo.

Na sua poesia, Sousândrade faz repetidas referências a uma infância feliz vivida na fazenda Vitória, onde era o único varão e o mais novo dos três filhos. Teve a felicidade interrompida quando a mãe, Maria Bárbara, por quem tinha especial carinho, morreu de tifo. Pouco tempo depois, morria-lhe o pai.

Por confiar em amigos, perdeu grande parte de sua herança. Contrariado pela perda da herança e pela morte dos pais, rebelou e viveu vida boêmia  no Rio de Janeiro. Viajou pelo Amazonas entre 1858 à1860. Casou-se no Maranhão, com Mariana de Almeida e Silva, dois anos mais velha que ele e analfabeta, pois não estudara,  mas que lhe proporcionaria respeitabilidade e bens materiais.

Em 1889, quando foi proclamada a República, Sousândrade foi nomeado Primeiro Intendente, o que equivale hoje a Prefeito, de São Luis. Presidiu também a comissão que redigiu o primeiro projeto da constituição Republicana do Maranhão.

No final da vida, Sousândrade vivia do salário de professor de Grego, no Liceu Maranhense e de aluguéis. Foi encontrado pelos seus alunos, doente em casa. Levaram-no ao Hospital Português, mantido pela Real Sociedade Humanitária, onde viria a falecer em 21 de abril de 1902, às vésperas de completar 70 anos.
Veja também:

Principiais contribuições literárias

  • Poesias
  • Harpas Selvagens – 1857
  • Guesa Errante – 1866
  • Novo Éden – 1893

Principais fontes de pesquisa

 Fonte: Cultura de Qualidade

Rachel de Queiroz, uma das maiores escritoras Brasileiras

Conheça a biografia de Rachel de Queiroz, professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga, primeira mulher a integrar a academia brasileira de letras. Uma mulher que recusou ser Ministra devido a seus ideais.

Da série Cultura Nordestina. Por Geraldo Gonçalves.


Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará, no dia 17 de novembro de 1910. Era filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz.

Foi Professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga brasileira.
Na Academia Brasileira de Letras, foi a primeira mulher a ser eleita. Assumiu a cadeira de número 5, na sucessão de Cândido Mota Filho.

Foi para o Rio de Janeiro em 1915, juntamente com sua família, para fugir dos horrores da seca. Pouco tempo depois, viajaram para Belém do Pará, onde residiram por dois anos voltando a Fortaleza, face a nomeação de seu pai para o cargo de promotor. Após um ano no cargo, ele pediu demissão e vai lecionar Geografia no Liceu.

Rachel foi matriculada no curso normal, como interna do colégio Imaculada Conceição, formando-se professora em1925, aos 15 anos de idade.

Com o pseudônimo de Rita de Queluz, estreou no jornalismo publicando trabalhos no jornal O Ceará, a qual se tornou redatora efetiva. Seu primeiro trabalho literário foi com o romance “O Quinze”.

Submetida a rígido tratamento de saúde, em 1930, face a uma congestão pulmonar e suspeita de tuberculose, a autora se viu obrigada a fazer repouso e resolveu escrever um livro sobre a seca, que falava sobre os dramas dos flagelados da mesma, vítimas da extrema pobreza e sem ter quem os orientasse sobre o cultivo da terra. O romance lhe trouxe a consagração com o prêmio da Fundação Graça Aranha.

Em 1932 casou-se com o poeta José Auto da Cruz Oliveira. No ano seguinte, nasceu em Fortaleza sua filha Clotilde.
Era integrante do partido comunista o que lhe rendeu ser fichada como agitadora pela policia de Pernambuco.
Após ter seu livro desaprovado pelo PC (Partido Comunista) porque nele um operário mata outro, Rachel abandona o partido.
Em 1939, separou-se de seu marido, e em 1940 passou a viver com o médico Oyama de Macedo.
Durante sua vida publicou varias obras e foi considerada uma das maiores escritoras Brasileiras. Recebeu em 1957, da Academia Brasileira de Letras, o prêmio Machado de Assis.
Convidada pelo então presidente do Brasil, Jânio Quadros, para assumir o cargo de ministra da educação, recusou dizendo; Sou apenas jornalista e gostaria de continuar sendo apenas jornalista.
Seu último grande sucesso literário foi Memorial de Maria Moura em 1992, que se tornou minissérie de televisão.

Morreu vítima de um infarto do miocárdio enquanto dormia, em sua casa no bairro do Leblon, na zona Sul do Rio de Janeiro, 13 dias antes de completar 93 anos. Seu corpo foi velado no prédio da Academia Brasileira de Letras, no Rio, e enterrado no mausoléu de sua família no cemitério São João Batista, em Botafogo.
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Fonte de pesquisa
Fonte: Cultura de Qualidade

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Duas décadas a serviço da arte

FOTO: JARBAS OLIVEIRA
Em 20 anos de funcionamento, o Curso Princípios Básicos de Teatro, oferecido pelo Theatro José de Alencar, fez história no Ceará. Espetáculos, formação de plateia e de profissionais renomados fazem parte dessa trajetória

São muitos os causos, espetáculos e talentos que integram a história centenária do Theatro José de Alencar. Parte importante dessa trajetória, no entanto, aconteceu fora do palco principal, mais especificamente no Centro de Artes Cênicas do Ceará (Cena), conhecido como anexo do TJA. É lá que, há 20 anos, acontecem as aulas do Curso Princípios Básicos de Teatro (CPBT), ação formativa mais próspera e perene do Theatro.

O curso foi fundado e é atualmente coordenado pelos professores, atores e diretores João Andrade Joca e Paulo Ess - este último temporariamente afastado, para doutoramento na Espanha em Teoria e Prática do Teatro. Ao longo dessas duas décadas de funcionamento, nomes importantes do teatro cearense já passaram pelo CPBT, a exemplo do ator Gero Camilo ("Bicho de Sete Cabeças", "Narradores de Javé", "Carandiru", "Abril despedaçado") - que, embora já afastado da cena local, permanece como referência de trabalho competente oriunda do Estado. Em um movimento de retroalimentação, dois dos atuais professores do curso também foram alunos: os atores Silvero Pereira e Juliana Veras.

Além de formar talentos, a importância do CPBT passa também pela formação de público enriquecimento da produção local, por meio dos espetáculos montados ao fim de cada ano. Para comemorar o aniversário, e incentivar reflexões sobre a trajetória e a relevância do CPBT, o Caderno3 revisita a história do curso, por meio de depoimentos de professores, alunos e gestores do TJA, até chegar à mais recente turma do projeto, que deve estrear nova peça neste segundo semestre.

A história do CPBT surge na esteira de uma série de ações formativas promovidas pelo Theatro e profissionais ligados a ele. "O TJA foi escola, por exemplo, quando Lourenço Filho fez conferência sobre a chamada Escola Nova; quando a Sociedade de Cultura Artística realizava também atividades de formação de público; quando Teresa Bittencourt e Hugo Bianchi, para citar dois exemplos da dança, sediaram suas atividades de formação em dança no TJA", recorda Izabel Gurgel, que dirige a casa com Silêda Franklin.

O Curso, por sua vez, origina-se entre 1987 e 1989, com o TJA então sob direção do bonequeiro Augusto Oliveira. "À época, os servidores e professores da Secretaria de Educação foram transferidos para a Secretaria da Cultura, com o objetivo de iniciarem um programa de formação ainda como minicurso, ou seja, oficinas de teatro no Theatro José de Alencar. Após o restauro do TJA, finalizado em 1991, e com o Cena implantado (idealizado por Violeta Arraes, nessa época responsável pela Secult), essas oficinas ministradas por mim e pelo Paulo foram re-qualificadas em seus currículos e carga horária", recorda Joca.

A ocasião também é lembrada pela atual diretora do TJA, Izabel Gurgel. "No período pós-restauro - o TJA foi reinaugurado a 26 de janeiro de 1991 -, sobretudo com a construção do Cena, a vocação do TJA como escola ganha concretude com uma estrutura física destinada para este fim: salas de dança, canto, música e teatro, espaços que podem acolher mais e melhor os mestres e aprendizes da cidade, do Estado, e nossas conexões com outros mundos d´além Ceará", rememora Gurgel.

"O CPBT é a atividade de formação mais regular do TJA. Ele oxigena a vida do Theatro. É a partir dele, sobretudo, que desde 2007 batizamos as atividades de formação no TJA de Escola Livre de Artes Cênicas", observa a diretora.

A intenção do CPBT era garantir ao jovem estudante um espaço para iniciar sua formação em teatro e, ao mesmo tempo, incentivá-lo a dar continuidade aos seus estudos, ingressando no Curso de Arte Dramática - CAD, única referência de formação na área existente à época. O CAD fazia parte do programa de extensão universitária da Universidade Federal do Ceará.

"Atualmente, o CPBT está sistematizado, tem carga horária de 200 horas de aula e é ministrado no período de um ano. Na década de 90, tivemos experiências com turmas noturnas devido à demanda do público interessado. Desde 2008, atendemos nos três turnos, com turmas regulares (manhã, tarde e noite)", complementa Joca.

"Sob o guarda-chuva da Escola Livre, além do CPBT abrigamos oficinas, cursos, aulas abertas, seminários, trocas, intercâmbios com mestres e aprendizes de linguagens distintas, de formações diversas e, como desejamos cada vez mais, de vários lugares do mundo", completa Gurgel.

Ao longo de seus 20 anos, o CPBT recebeu mais de 6 mil alunos, com 642 concludentes e 38 espetáculos montados. Estima-se que essas peças tenham sido assistidas por mais de vinte mil espectadores. "Temos, entre não-concludentes e concludentes, ex-alunos em atividade artística (atuação, direção, produção, figurinista, maquiadores, iluminadores etc) em Fortaleza, no interior do Ceará e em outros lugares do Brasil", comemora João Andrade Joca.

Alguns nomes dessa lista são Sâmia Bittencourt (a palhaça Nada, bailarina do Andanças, professora também na área de circo); Tomaz de Aquino (diretor do grupo Teatro Mimo); Murilo Ramos; Aspásia Mariano, Daniel Pizzamiglio, Felipe Araújo, Henrique Castro (que depois foram para o Curso Técnico em Dança da Secult no Dragão do Mar); Rogério Mesquita, Yuri Yamamoto (Grupo Bagaceira de Teatro); Otacílio Alacran, hoje no Tuca/São Paulo; Graco Alves (premiado no Rumos Itaú Dança com o solo "Maguinopirol"), entre outros.

"Como dizemos no TJA, o CPBT - lembrando a música ´Livro´, do Caetano - lança mundos (gente) no mundo. Há tempos se manifesta um desejo de expandir o CPBT para o interior do Ceará e, inicialmente no TJA, criar novos princípios básicos: de dança, circo, música...", planeja Gurgel.

Metodologia, situação atual e planos para o CPBT

Com duração de um ano e 300 vagas, o CPBT tem como público-alvo jovens de escolas públicas. As inscrições para 2011 estão abertas

Hoje o CPBT dispõe, ao todo, de 300 vagas (100 por turma, para maiores de 15 anos). As inscrições para a turma 2011 da tarde iniciaram-se no dia primeiro deste mês. As aulas devem começar em cinco de abril. Já as inscrições para as turmas da manhã e da noite iniciam-se no próximo dia 2 de agosto, com aulas a partir de 13 de setembro.

"Mas há possibilidades de ampliar as vagas. Para a Turma Tarde 2010, por exemplo, o professor Joca recebeu 50 novos alunos além dos 100 inicialmente previstos. Agora, a Turma Tarde 2011 abriu mais 30 vagas".

Esses números costumam diminuir ao longo do ano letivo, à medida que prosseguem as avaliações de seleção e as eventuais desistências. Vale ressaltar que a maioria dos alunos do curso é oriunda de escolas públicas - um público-alvo que não teria condições de pagar aulas em escolas particulares.

Segundo Joca, o curso é dividido em quatro módulos, na seguinte ordem: "Arte e Cidadania", quando os alunos são estimulados, através de jogos dramáticos e teatrais, a exporem suas ideias e sentimentos em relação à arte, cultura e vida em coletividade; "Introdução à Arte de Representar", com leituras dramáticas, preparação corporal e vocal, composição de personagem e criação de esquete; "Introdução à História do Teatro", teórico; e "Pesquisa e Montagem de Espetáculo".

"Os alunos passam por avaliações teóricas e práticas, sendo convidados a permanecer no CPBT os que demonstram maturidade para apreender o conteúdo", explica Joca.

Apesar da situação de indefinição em que se encontra hoje a Secult, a previsão é de calendário normal para o CPBT. "É compromisso do TJA não só manter como ampliar as possibilidades de vida do CPBT. As turmas Manhã e Noite, por exemplo, estão em aula com os professores Juliana Veras e Silvero Pereira, respectivamente", esclarece Gurgel. Veras dirige ainda o espetáculo "Um Gole Divino", da turma Manhã 2010. Pereira, por sua vez, dirige "Mixórdia", montagem de conclusão da turma Noite 2010. De 24 a 27 de março é a vez de "Olhe para os lados", montagem da turma Tarde 2010, sob direção de Joca.

MAIS INFORMAÇÕES

Espetáculo "Um gole divino". Aos sábados e domingos de fevereiro, na sala de teatro do Cena (anexo TJA), às 19 horas. Ingresso: R$ 6 (12 anos). Espetáculo "Mixórdia". Às quartas de fevereiro, no Teatro do Dragão do Mar, às 20 horas. Ingresso: R$ 2 (14 anos). Espetáculo "Olhe para os lados". De 24 a 27 de março, na sala de teatro do Cena, às 15h30 e 18 horas. Ingresso (R$ 2). Inscrições para turmas do CPBT 2011: No Cena, com Tito ou Ana Marlene. Contato: (85) 3101.2567

ADRIANA MARTINS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste