segunda-feira, 25 de maio de 2009

Francisco Miranda Monteiro-Música e Artes


Sr. Francisco Miranda Monteiro
Um “artista” acarauense, que era casado com D. Francisca das Chagas Bezerra, e que foi durante vários anos, Mestre da Banda de Musica do Acaraú.
Era também carpinteiro e marceneiro naval, e dentre tantas obras deixadas nestas profissões, podemos citar os confessionários da Igreja Matriz.

Rita Silveira-Parteira


D. RITA ALVES DA SILVEIRA MELO (Rita Silveira)
Ela nasceu na Juritianha no dia 13 de dezembro de 1943. E lá viveu toda sua infância. Na juventude veio residir na cidade de Acaraú.

Com 25 anos de idade, ainda solteira, iniciou suas atividades trabalhistas no Hospital Dr. Moura ferreira, mostrando desde cedo ter habilidade como parteira.

Trouxe ao mundo acarauense muitos dos jovens e adultos hoje existentes neste município, muito dos quais sem a presença de um médico

Trabalhou no hospital Dr. Moura ferreira por mais de 35 anos, sempre exercendo sua função com muito amor e dedicação, mesmo passando por muitas dificuldades.
Mesmo após sua aposentadoria manteve sua atividade de parteira por aproximadamente 2 anos ou mais, deixando-a de exercer devido a problemas de saúde.

Apesar de todas as dificuldades que enfrentava, sempre se mostrava forte, sorridente e prestativa.
Com certeza, toda sua força vinha do seu amor a Deus, já que era uma pessoa religiosa e de muita fé.
Ela faleceu no dia 09 de março de 2007, deixando saudades em todos com quem conviveu, além do exemplo da dedicação e amor ao trabalho executado.

Dona Laura-Parteira


Laura Lima Martins a “Dona Laura”
Desde sempre mulheres trazem filhos ao mundo, mas nem sempre houve profissional em saúde para que pudesse ajudar às mulheres em trabalho de parto. Foi aí que surgiu voluntariamente no mundo inteiro um batalhão de mulheres heroínas, que com a cara, a coragem e muita fé em Deus se dispunha à ajudar a futura mamãe a passar por período desconfortante que é o dar a luz.

A parteira, tamanha é a grandeza da sua participação naquela hora, que lhe dá até o direito de sentir-se um pouco mãe das crianças, afinal são as duas juntas quem botam mais um filho no mundo.

Certamente foi o que aconteceu no dia 25 de julho de 1925, lá em Cascavel na casa de seu Antônio, a quem os amigos, carinhosamente, chamavam de Seu “Macaíba” e de Dona Madalena, que com certeza, tinha uma parteira lhe ajudando a trazer ao mundo mais uma criança. E deu tudo certo. Nasceu uma garotinha que lá entre Seu Macaíba e Dona Madalena, decidiram lhe chamar de Laura, por sinal um lindo nome.

Mais tarde, a família mudou-se para Fortaleza e Laura foi trabalhar no Hospital São Raimundo, lá conheceu um paciente por quem se apaixonou. Ele chamava-se Valter. Casaram-se e nasceram alguns filhos. No começo da década de 60, vieram morar em Acaraú e Dona Laura conseguiu emprego no Hospital e Maternidade Doutor Moura Ferreira, como parteira.

As características de Dona Laura eram: bonita, educada, extrovertida, muito risonha, e o mais importante, era a responsabilidade em pessoa, mas o destino lhe pregou uma peça. Sr. Valter veio a falecer deixando-a com sete filhos. Algum tempo depois, ela conheceu outro moço, José Martins, que veio de Pentecostes. Casaram-se e D. Laura teve mais cinco filhos. São eles: Francisco e Vanúsia (já falecidos), Valmir, Antônio, Valdir, Vanda, Valdira, Laureci, Aroldo, Madalena, Lenira e Edvaldo.

Dona Laura continuava trabalhando e era muito solicitada pelas gestantes. Seu José era motorista e viajava bastante, até que se interessou por outra pessoa e aos poucos foi se afastando de casa, até sair de vez. Como D. Laura o amava muito sofria bastante, mas não demonstrava a ninguém e cada vez mais se entregava ao trabalho. Tantas era a sua prática que tinha a confiança de vários médicos que passaram pelo hospital.

D. Laura ficou doente, mas não tinha tempo para se cuidar. Pois em primeiro lugar estavam as gestantes que só queriam ser assistidas por ela. Algumas diziam que quando chegavam ao hospital e D. Laura estava presente, era como se Deus estivesse. E outras colegas de trabalho ficavam tão enciumadas com essa preferência, que quando chegava uma gestante e D. Laura não se encontrava, aproveitavam e usavam a seguinte expressão: Seu “deus” já foi embora!

Seu problema de saúde foi agravando-se e apesar das fortes dores no estômago, continuava na luta e só pensava nos outros. Trabalhou 28 anos no hospital e conseguiu se aposentar. Mesmo assim era muito solicitada. Continuou trabalhando em sua própria casa por dois anos. As mulheres chegavam, davam à luz na casa de D. Laura e permaneciam ali por 24 horas e eram liberadas para retornarem às suas casas.

Se algum caso fosse difícil era encaminhado por D. Laura ao hospital onde um médico providenciava o internamento, sem jamais discordar do diagnóstico feito pela mesma.

Quando seu estado de saúde se tornou critico, surgiu um novo problema. Sua casa parecia um local de romaria. As visitas eram permanentes e isso a impedia de descansar e a única saída encontrada por uma amiga, Benedita Pongitori, foi levá-la ao hospital a fim de controlar as visitas.

Até que no dia 22 de dezembro de 1981 D. Laura fez sua viagem, deixando além da saudade, um exemplo a ser seguido...
No dia 26 de julho de 2007 a comunidade do Sítio Buriti ganhou um posto de saúde que homenageia de forma merecidíssima, o nome de Dona Laura.

Dona Esmeraldina- Lider Comunitário


Dona Esmeraldina
Começou seu trabalho missionário na Igreja da Prata, logo após sua 1ª comunhão, ajudando em muitos trabalhos da Igreja local e prestando serviços a comunidade.
Aos 16 anos foi morar na Localidade de Pedrinhas e engajou-se na Paróquia de Bela Cruz. Lá deu cursos de Batismo e Catecismo, e ajudava em diversos trabalhos da igreja, além de levar a sua comunidade, novenas e celebrações.
Em Acaraú desde o ano de 1983 procurou vivenciar os trabalhos desenvolvidos pela Paróquia. Desde 1994 em conjunto com Nazaré Vaz, busca fazer eventos diversos em sua comunidade que abrange as regiões de: Sítio Buriti, Córrego do Urubu e Campo de Aviação.

Nazaré Vaz-Lider Comunitário


Nazaré Vaz
Começou seu trabalho missionário próximo aos idos de 1990 aos 34 anos de idade aproximadamente.
Preparou-se com a irmã Helli na comunidade de Santo Eduardo em São Paulo.
Seu trabalho era incentivar garotos de ruas, a participar dos trabalhos aprimorados pela igreja. Contudo ela não parou por aí e trouxe junto consigo para a cidade de Acaraú sua cultura e especialidade em catecismos.
Inicialmente na Escola Tomaz Pompeu de Souza Brasil e hoje na Escola Profª. Tereza de Jesus Silva é uma das dirigentes que mais tem participado, particularmente, na instrução de crianças e adolescentes como preparação para a 1ª Eucaristia e Crisma.
Levando e trazendo para sua comunidade: Monsenhor Sabino, celebrações e festas diversas conforme suas datas, a fim de espalhar e reforçar a doutrina as pessoas do seu bairro.